quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Nascimento acomoda Lula e Dilma no centro da crise


Como previsto, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) escalou a tribuna para falar sobre a crise moral que o ejetou da poltrona de ministro dos Transportes
Ao se defender, Nascimento terminou por arrastar Lula e a própria Dilma para o epicentro da crise




Por quê?

Segundo o ex-ministro, o orçamento das obras do PAC tocadas pela pasta dos Transportes foi engordado em R$ 14 bilhões no ano eleitoral de 2010
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“O Ministério dos Transportes já era uma das pastas com o maior volume de investimentos do PAC”, disse Nascimento.“E, para o período aberto em 2011, registrava um aumento significativo em todos os seus projetos”, prosseguiu o orador.“Quando saí [31 de março de 2010], o PAC do ministério significava investimentos da ordem de R$ 58 bilhões. Quando retornei, já estava em R$ 72 bilhões.”Diante do que chamou de “disparada dos gastos”, Nascimento disse ter determinado, em fevereiro, um “pente fino” nos contratos. “Nos primeiros dias de março”, disse Nascimento, “levei minhas preocupações sobre o que me pareceu um grande salto e descontrole no orçamento” a Miriam Belchior.Sob Dilma, a ministra Belchior (Planejamento) é a responsável pelo PAC. Segundo Nascimento, ela concordou com a necessidade de rever os projetos.
O ex-ministro disse ter levado a encrenca, dias depois, à própria Dilma. Acertou com ela uma data para a adoção de providências saneadoras: 15 de julho.Considerando-se o quadro apresentado por Nascimento, na época em que Lula era presidente Dilma candidata, o PAC tornara-se um programa de fancaria.Nas palavras de Nascimento: “Significava que a nova administração não teria recursos necessaries para iniciar nenhuma nova ação […] Não haveria o PAC 2.”
O orçamento engordou numa fase em que respondia pela pasta dos transportes o atual ministro, Paulo Passos, nomeado por Dilma para fazer a “faxina.”Nascimento cuidou, porém, de atenuar a responsabilidade de Passos. Quem define o orçamento, disse ele, é o Comitê gestor do PAC.Quem integrava o comitê? Casa Civil [Erenice Guerra, ex-segunda de Dilma], Planejamento [Paulo Bernardo] e Fazenda [Guido Mantega].Quer dizer: embora Nascimento tenha se esquivado de dizer com todas as letras, o sobrepreço das obras, origem da “faxina”, nasceu sob Lula.No DNA da encrenca está a manobra do ex-soberano para adensar a vitrine eleitoral na qual Dilma foi exposta. Nascimento teve o cuidado de enfatizar: Dilma, como ele, estava fora do governo. Era candidata, não ministra. Porém……Porém, embora informada por ele acerca da gordura orçamentária, Dilma comandou, em 24 de junho, uma reunião para a qual Nascimento não foi convidado.Nesse encontro, vazado para a revista Veja, Dilma passou uma carraspana na equipe de Nascimento. Munida de planilhas e documentos, disse coisas assim:“Vocês ficam insuflando o valor das obras. Não há orçamento fiscal que resista […]. Eu teria de dobrar a carga tributária do país.”
Ou assim: “Vocês precisam de babá. E terão três a partir de agora, a Miriam [Belchior], a Gleisi [Hoffmann] e eu.”Nascimento insinuou que o teor da reunião foi vazado pelo Planalto. “Não foi desmentido”, ele realçou.Ficou entendido que Dilma injetou dissimulação sob o lodo. Reclamou de gastos criados sob Lula para vitaminar a candidatura dela. Simulou surpresa diante de um cenário de “descontrole” que Nascimento diz ter, ele próprio, levado ao gabinete presidencial."Eu não sou lixo, o meu partido não é lixo, nossos sete senadores não são lixo”, disse Nascimento a certa altura.O ex-ministro disse que não foi varrido. Pediu para sair porque não obteve de Dilma o apoio que ela lhe prometera.À medida que o senador discursava, a oposição coletava assinaturas para uma CPI. Ao final do discurso,atingiu-se o patamar mínimo exigido: 27 assinaturas.

Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os escândalos no Ministério dos Transportes


Oposição no Senado consegue com aliados do Planalto as assinaturas para a CPI dos Transportes



Agora vai?

Os partidos de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal conseguiram as assinaturas que faltavam para completar o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os escândalos no Ministério dos Transportes, cujo ex-titular, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), voltou à Casa legislativa e fez contundente discurso na tarde desta terça-feira (2). Entre os senadores que assinaram o requerimento que estava sob a coordenação de Alvaro Dias, líder o PSDB no Senado, os últimos aderiram ao movimento estão Luiz Henrique da Silveira (PNDB-SC), ex-governador de Santa Catarina; Zezé Perrela (PDT-MG), que assumiu o mandato de senador com a morte de Itamar Franco; e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Com essas adesões, a oposição conseguiu as 27 assinaturas necessárias de acordo com o Regimento Interno do Senado Federal. Caso o PR decida assinar o requerimento, 34 senadores apoiarão a CPI. Considerando que os três senadores que por último assinaram o requerimento integram a base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff, não causará surpresa se o Palácio do Planalto voltar a enfrentar crise política. Até porque, no discurso desta tarde, o ex-ministro Alfredo Nascimento disse em diversos momentos que o Partido da República, da qual é presidente nacional, “não é lixo”. Vários senadores do PR já defendem a tese de a legenda deixar o bloco de apoio ao Planalto.

DO B. RESIST.DEMOCRATICA

O porquê de não se fazer ‘varredura geral’



Opinião de O Globo



Por uma dessas voltas que a política dá, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu causou surpresa ao defender o corte nos cargos comissionados, ditos “de confiança”, como maneira de reduzir as chances de novas crises no governo Dilma, deflagradas por denúncias de corrupção

Ao diminuir o número desses assessores, nomeados por afinidades políticas e ideológicas, acredita Dirceu que minguarão as fricções entre aliados por mais espaço na máquina pública, e, assim, o “fogo amigo” tenderá a desaparecer. É uma autocrítica de Dirceu, considerado mentor do projeto de aparelhamento do Estado, iniciado tão logo subiu a rampa do Planalto com o presidente Lula, em janeiro de 2003. Ele nega, por óbvio. Mas a multiplicação dos tais cargos de confiança não aconteceria sem o respaldo dele, homem forte no governo, até cair e ter o mandato cassado pela Câmara, devido ao escândalo do mensalão. Dirceu não conseguiu concluir o primeiro mandato de Lula no governo, mas o projeto de nomeações de apaniguados para estes cargos não parou.Quando assumiu em 2003, Lula tinha ao dispor da caneta 18.374 postos na burocracia pública. Já uma enormidade. Em oito anos, ele ainda aumentou este contingente em quase 19%, com mais 3.473 postos à disposição de companheiros. Dirceu pode defender, por conveniência política, a revisão do projeto de ocupação de espaços no Estado. Mesmo assim, a proposta de substituição desses assessores por funcionários públicos de carreira é correta, de preferência com um corte profundo no número astronômico destes cargos. Despesas menores com servidores seriam complementadas pela filtragem na nomeação de funcionários concursados, com formação profissional adequada à função. O pressuposto de Dirceu de que as denúncias partem de aliados desgostosos por alguma razão pode explicar um ou outro caso. Talvez o do irmão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, Oscar Jucá Neto, que disparou as baterias, em entrevista a “Veja”, contra o ministro da Agricultura, o peemedebista Wagner Rossi: “A Conab (da estrutura da Pasta) é pior que o Dnit.”
Porém, há muitas histórias que surgem do trabalho normal de fiscalização de organismos do Estado. Nos arquivos do Tribunal de Contas e da Controladoria-Geral da União há muitos registros de indícios de corrupção em obras públicas. O foco no momento se concentra no Ministério dos Transportes, onde a farra parece ter atingido decibéis capazes de incomodar o Planalto. Com acerto, ele interveio na farra. Mas, como mostrou O GLOBO de domingo, o vício do sobrepreço em obras verificado no Dnit contaminou outros órgãos. Entre eles, a Fundação Nacional de Saúde, feudo peemedebista recém-transferido ao PT. Há relatos, ainda, sobre contratos renegociados no projeto de transposição do Rio São Francisco. A administração descuidada do dinheiro do contribuinte parece tão disseminada que o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, teve o cuidado de tranquilizar dirigentes petistas: a faxina não é uma “varredura geral”, atenuou o representante de Lula no Planalto.
Chegamos a este ponto: o governo se preocupa em preservar algum nível de corrupção, para não inviabilizar alianças do PT com partidos aliados nas eleições do ano que vem. É disto que se trata, em português claro.

O TCU já sabia

Imagem de Silsaboia

Por O EDITOR
Coturno Noturno

No último sábado, este blog publicou um post sobre uma lista de corruptos enviadas pelo TCU às mesas da Câmara e do Senado, cobrando porque ela não havia sido divulgada, em setembro do ano passado.

A revelação havia sido feita pelo Estadão.

O assunto é aprofundado por João Bosco Rabello, do Estadão, em post no seu blog.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 733 empresas contratadas pelo governo federal que têm entre seus sócios servidores públicos, o que é proibido.
Identificou também contratos entre empresas de parlamentares no exercício do mandato e o governo federal, muitos deles sem licitação. Mas não disse quantos e nem quais.Na verdade, o TCU encontrou muito mais ainda na auditoria feita em 142.524 contratos do governo federal entre 2006 e 2010. Coisas de corar diretores do Dnit.Informa o relatório sobre empresas que participaram de pregões cujos sócios, além de servidores públicos, integram a comissão de licitação.Mais: 1.470 empresas contratadas são inidôneas. Uma só empresa venceu 12.370 licitações, mas desistiu de todas para favorecer outras cujos lances eram mais altos.Outros 9.430 contratos receberam aditivos superiores a 125% (o limite é de 25%); duas empresas com os mesmos sócios participaram de 16.547 licitações; são muitas as dispensas de licitação sem justa causa.E vai por aí...

Família Lula da Silva, a nova aristocracia brasileira...



Ainda os privilégios da Família Lula da Silva, a nova aristocracia brasileira, e os bocós que não sabem distinguir questão pública de vida privada



Há dezenas, centenas talvez, de protestos porque publiquei aqui o vídeo, que está no YouTube, com a festa dos 15 anos de Bia Lula, a neta do “Cara”, atriz — amadora, segundo se sabe — cujo grupo de teatro conquistou o direito de captar R$ 300 mil pela Lei Rouanet.

A Oi, a quem Lula prestou tão relevantes serviços, e a empresa sempre lhe soube ser grata, já se apresentou.

A mamata foi garantida pelo Ministério da Cultura, cuja titular é Ana de Hollanda.

É a velha aristocracia de esquerda garantindo benefícios à nova.

Vivemos este estado de coisas, em que os ladrões reivindicam o direito de assaltar os cofres públicos em nome do bem comum, porque devem ser raros os países a juntar tantos bananas.

Aquela indagação feita por Juan Arias, o correspondente do El País, ainda está insuficientemente respondida: “Por que os brasileiros não se indignam?”

Já ensaiei algumas respostas a sério. Talvez a verdade esteja no sarcasmo. Porque adoramos ter um nhonhô com o chicote na mão, dando ordens.

O sistema indica a origem de algumas visitas ao blog. Vi lá que veio um monte de gente do site “Amigos do Presidente Lula”, ou coisa assim. Espero que seja ao menos gente a soldo, que ganha uns trocos para fazer esse trabalho. Torram o saco: “Ah, você mistura tudo; trata-se de vida privada”. Quem mantém, ou permite que se mantenha, “vida privada” no YouTube quer que ela seja pública. Isso só para começar a conversa.

Não sabendo qual é a contribuição de Bia Lula à estética, tenho mais do que o direito — tenho é o dever — de saber por que o seu grupo mereceu a graça de Ana de Hollanda e vai fazer o seu “trabalho” com o meu dinheiro.

E então pus a festa no ar.

Ali está esboçado um padrão, um entendimento, por assim dizer, da “arte”.

Como tudo está exposto para toda gente, esses deslumbrados reivindicam a força do exemplo.

Ao divulgar a sua obra, em certa medida, eu cumpro a sua vontade.

Mas não sou obrigado a gostar do que vejo.



Nota à margem

Os que vêm com aquele papinho de que gostavam do meu blog até ontem, mas, depois daquele post, não mais, respondo: a porta da rua é a serventia da casa. Há blogueiros implorando por leitores. É claro que gosto de ser muito lido, mas jamais deixarei de dizer o que penso porque “não pega bem”.

Os “meus” leitores de fato sabem que não lhes puxo o saco, dizendo apenas coisas com as quais concordam. Às vezes, discordam de mim. É do jogo. Não sou populista. Não disputa eleição. Não sou candidato a blogueiro simpático do ano. Quem gosta fica aqui; quem não gosta vai embora. Ocorre que os que vêm com essa besteira não são nem leitores nem admiradores do blog.

Pobrismo

Escrevi nesta manhã que o “oprimido” que chega ao poder e continua a falar a “linguagem do oprimido” é só um fascista.

Alguns bobalhões tentaram acusar meu preconceito; eu estaria mangando da cafonice da festa — e, pois, “do povo”, que seria também daquele jeito: cafona. Um: a família Lula da Silva não representa os brasileiros; ele foi eleito (e seu mandato já terminou, embora não pareça); ela não foi.

Dois: “povo” uma ova! A festa é brega, mas é rica, conforme demonstra uma fartura de fotos, disponíveis a quem quiser ver. Está na Internet, diga-se (aqui), para que seja vista. Até os rótulos da Coca-Cola traziam o nome da garota.

Os idiotas não me venham com a tese da natural humildade que simbolizaria o povo brasileiro.

Que humildade?

Que pobreza?

Lula é político desde 1975, quando assumiu a direção de um sindicato.

Tornou-se, por excelência, o burguês do capital alheio.

Se ele próprio ou a família não souberam se aproveitar de determinados bens culturais que talvez traduzam com mais complexidade os matizes do ser humano — vale dizer: o que presta —, não foi por falta de oportunidade.

Há muito ele e a família vivem como NÃO VIVE boa parte dos ricos brasileiros, que têm de zelar, sim, pelos negócios, ou a vaca vai para o brejo.

São poucos os que vivem do puro “rentismo ” (se me permitem a palavra) ou da simples usura.

Lula, o burguesão do capital alheio, este, sim, é um usurário da esperança.

E cobra muito caro por isso — inclusive institucionalmente.

Sim, senhores!

O ambiente em que floresce essa nova aristocracia é relevante porque ele nos diz muito do nosso presente e do nosso futuro.

A concessão da autorização para a captação pela Lei Rouanet é mais uma evidência de que Lula transmite privilégios à sua descendência, como se não bastasse a grana da Oi na Gamecorp, de Lulinha, ou os passaportes diplomáticos concedidos a seus familiares.

Houve exageros nos comentários, e eu procurei cortá-los. Se escapou algum, volto lá e excluo. Aliás, não cheguei a publicar a metade do que foi enviado. Alguns ainda se indignam, sim, e isso é bom sinal.

MAS É PRECISO TER MEDIDA NAS COISAS, E RENOVO O APELO NESSE SENTIDO.

Dizer, no entanto, o que esse caras fizeram e fazem do que lhes concedeu, vá lá, o destino é mais do um direito; trata-se de uma obrigação. Sobretudo porque estão por aí, abusando de privilégios.

A festança foi tornada pública de vários modos e em várias linguagens. Tudo posto na Internet para deleite das massas. Não recorri aos métodos do News of the World…

A propósito: escrevi que só faltara um poema de Gabriel Chalita para abrilhantar a festa. Se houve poema, não sei, mas o “poeta” estava lá, como revelam as fotos.

O evento deve render o seu 9.763º livro…

DO B. RESIST.DEMOCRATICA

Ministro Wagner Rossi, o senhor é mesmo um bandido?

Se o ministro Wagner Rossi (PMDB-SP), da Agricultura, não processar Oscar Jucá Neto, diretor demitido da Conab, que afirmou que no seu ministério "só tem bandido", além de aceitar a pecha também vai estar estendendo-a a muita gente séria que deve trabalhar na pasta. O ministro tem por obrigação moral e ética processar o acusador. Ou calar-se e aceitar ser chamado de bandido por mim, por você, por qualquer cidadão brasileiro. Sabe-se que Rossi vai à Câmara explicar o que ocorreu. Espera-se, no mínimo dos mínimos, que comunique ao Brasil que vai processar Jucá Neto. Aliás, demorou.
DO COTURNO NOTURNO

Dilma e o Brasil Obra Zero.

O slogan da Dilma deveria ser Brasil Obra Zero. Sabem o que ela inaugurou até agora, em sete meses de governo? O teleférico do Alemão e a embaixada da Argentina. Cá entre nós, esta não é a maior prova de que este governo não anda? Power point, plano, projeto, programa, isso tem muito. Tem Brasil sem Miséria. Tem Pronatec. Tem Ciência Sem Fronteiras. Tem tablet a 100 dólares. Não tem nenhuma creche. Não tem nenhuma UPA. Não tem nenhum hospital. Não tem nenhuma escola. Não tem nada, absolutamente nada. O governo da Dilma é zero. Nota zero. O Brasil parou. Empacou. Atolou na incompetência e na corrupção. E contra fatos não há argumentos. Nunca foi tão fácil fazer oposição.
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Não está na hora daqueles famosos governadores de oposição fazerem uma reunião e mostrarem ao Brasil o que fizeram em seus estados, apresentando um balanço dos primeiros sete meses? Imaginem se eles já tivessem meia duzia de programas debaixo do mesmo planejamento, da mesma forma de fazer, da mesma forma de gastar, da mesma forma de denominar. Será que nos estados da oposição não há mais coisa a mostrar do que no país? Não adianta botar o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) a esbravejarem no Senado, na luta inglória de fazer oposição em franca minoria, se o Beto Richa (PSDB-PR) e o Geraldo Alckmin (PSDB-SP) só têm olhos para o seu quintalzinho e seu chuchuzal. É assim que o PSDB quer voltar ao poder? Com que liderança? Será que o Observador Político do Fernando Henrique Cardoso vai continuar flutuando acima dos comuns mortais, em vez de fazer oposição? FHC foi reeditado para quê? Foi repaginado para quê? Onde anda o grande político? Observando o quê? Já não chega o tempo em que ficou observando o Lula transformar o Brasil neste mar de lama? É desanimador ver que, na verdade, o que nos resta são alguns heróis na oposição que ainda fazem alguma coisa para falar com o povo, e não com as elites. Desse jeito nem precisa Lula, nem precisa Dilma. Até o José Dirceu vira presidente do Brasil.
DO B. DO CEL

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Investigação do TCU revela descontrole de gastos da Agricultura

Novo foco de acusações de corrupção no governo, o Ministério da Agricultura, comandado pelo PMDB, não exerce controle adequado sobre operações milionárias. Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União, o resultado é a abertura de brecha para desvios de verba, informa reportagem de Breno Costa publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A investigação, aprovada em junho pelos ministros do tribunal, foi realizada no ministério e em órgãos a ele vinculados, como a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Sergio Lima - 20.jan.2011/Folhapress
O Ministério da Agricultura, liderado por Wagner Rossi, é alvo de auditoria pelo Tribunal de Contas da União
O Ministério da Agricultura, liderado por Wagner Rossi, é alvo de auditoria pelo Tribunal de Contas da União
"[Verifica-se] a inexistência de uma sistemática efetiva de controles internos no ministério, o que se mostra temerário por tratar-se de um órgão que exerce a fiscalização de transações de grande valor econômico, com poderes de aplicação de multas, apreensão de mercadorias, interdição de estabelecimentos", diz o relatório.
O Ministério da Agricultura informou, em nota, que o ministro Wagner Rossi já determinou "às áreas pertinentes a máxima atenção para o cumprimento das determinações do tribunal", em relação à melhoria dos mecanismos de controle interno.
"Consta a implantação de ações de mapeamento e automação dos processos internos do ministério, e de rotinas de controle interno, que estão sendo executadas nas condições condizentes com o seu orçamento anual e a complexidade de seus processos", diz a nota.
'DESPREPARADO'
As denúncias contra a pasta foram feitas por Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e ex-diretor financeiro da Conab, à revista "Veja".
Na segunda-feira, Rossi negou que exista a necessidade de fazer uma "faxina" no órgão e afirmou que Jucá Neto é "despreparado para o cargo". Rossi admitiu que Jucá Neto foi indicado para o cargo por ser irmão do líder do governo no Senado e disse que ele foi pego "numa flagrante ilegalidade e agora quer criar uma crise política ao tentar colocar todo mundo no mesmo saco".
Também na segunda-feira, o senador pediu desculpas à presidente Dilma Rousseff pela postura de seu irmão.
Em reunião reservada com a presidente, o líder governista disse que "desaprova a conduta" de Jucá Neto. "Foi um absurdo o que ele fez, eu desaprovei a sua conduta. Pedi desculpas à presidente e já tinha também conversado com o ministro Wagner Rossi [Agricultura]. Ele viajou, eu não sabia que ele daria entrevista. Tenho que discordar da sua postura", afirmou o líder.

Editoria de Arte/Folhapress

Ex-ministro "faxinado" volta como senador e avisa que vai ligar corrupção com eleição da "Mãe do PAC"

Houve um tempo em que tudo era só sorrisos. Na foto abaixo, em 27 de abril de 2009, muito antes da campanha eleitoral, Lula, Dilma e Nascimento viviam de braços dados pelo Brasil, inaugurando obras inacabadas. Nunca se gastou tanto para eleger uma presidentA na história deste país. Nessa época aí da foto, a mulher que aparece ao centro era a Mãe do PAC. Hoje, virou a Tia da Faxina. E está varrendo para fora do governo aqueles aliados mais fiéis, que a ajudaram a virar presidente. Foi no Amazonas de Nascimento que Dilma teve a maior votação do país. Por culpa de Dilma, Nascimento, que lhe deu a maior vitória no país, virou vilão. Fala, Nascimento. Conta tudo! Não esconda nada!
Ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento,  reassume mandato de senador e diz a aliados que ligará gastos da pasta à disputa presidencial em discurso. Ministros chamaram integrantes do PR para reunião e pediram que senador evite colocar "gasolina na fogueira".  

O ex-ministro dos Transportes e senador Alfredo Nascimento (PR-AM) avisou a aliados que, no discurso de hoje em retorno ao Senado, associará o aumento de gastos da pasta com obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) à corrida presidencial de 2010. Magoado com a "fritura" a que foi submetido na pasta, contou a parlamentares que dirá que a previsão de gastos do PAC com obras de transportes subiu R$ 16 bilhões no ano da disputa presidencial. Ele lembrará que a responsabilidade inicial pela coordenação do programa era da presidente Dilma, que antes era chefe da Casa Civil. Nascimento deixou o cargo em julho diante de suspeitas de irregularidades na pasta. Mais de 20 pessoas foram demitidas, a maior parte ligada ao PR, seu partido.

Ele contou a aliados que hoje irá listar os Estados em que houve inclusão de mais obras no PAC. Deve citar como exemplos São Paulo, Minas, Paraná e Santa Catarina. Segundo integrantes do PR, ele dirá que, coincidentemente, são Estados onde Dilma enfrentava maior dificuldade eleitoral. A Folha apurou que esta correlação será apenas insinuada. Ministros do Planalto chamaram ontem à noite integrantes do PR para conversar. Pediram que convençam Nascimento a não jogar mais "gasolina na fogueira". Hoje, haverá uma outra reunião. Mas Nascimento prometia ser duro. Disse a correligionários que vai declarar independência do governo e que acha "ótima" a ideia de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) nos Transportes. Defenderá seu filho, cuja evolução patrimonial é alvo de investigação, e repetirá que o atual ministro e ex-secretário-executivo, Paulo Sérgio Passos, estava à frente do ministério quando houve maior volume aditivos em contratos.(Da Folha de São Paulo)
DO BLOG DO CEL 

Por que Dilma não livra o Brasil do Jucá?

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é uma das coisas mais abjetas da política brasileira. Líder do governo FHC, agora líder do governo Dilma, sua biografia é um manancial de acusações de corrupção. Quando ministro da Previdência, sua mulher, prefeita de Boa Vista, Teresa Jucá, teve os bens bloqueados. O seu patrimônio, que expandiu progressivamente de 1994 a 2002, foi todo passado para os nomes de parentes. Aliás, foi um irmão colocado por ele na Conab que promoveu negócios escusos que geraram a sua recente demissão. O que Romero Jucá, líder da Dilma no Congresso fez? Pediu desculpas para Dilma. E lá continua, como um dos piores exemplos da política brasileira. Bastava botar a Polícia Federal em cima dele e da família para, em questão de dias, banir este senhor da vida pública. A Tia da Faxina é seletiva. Ela só espana, não tira a sujeira grossa.
DO COTURNO NOTURNO

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um exemplo a ser seguido!!! Parabéns Ronaldo Schlichting!!

Curitiba, 31 de julho de 2011

Excelentíssimo General de Exército Túlio Cherem
Comandante da Escola Superior de Guerra

Lamento muito ter que devolver a esta tradicional e antes prestigiosa instituição militar o "Certificado de Conferencista" a mim concedido em 03 de abril de 2007, pela minha insignificante contribuição ao tema "Amazônia Brasileira: Ameaças e Defesa da Soberania" ministrado dentro do Ciclo de Extenção - Amazônia Brasileira no Século XXI abordando especificamente "A Questão de Alcântara", uma afronta ao Brasil e humilhação para nossas FFAA.

Nesta oportunidade fui informado que todo o participante das atividades da ESG, fosse ele ouvinte, aluno, conferencista ou professor teria que no mínimo possuir o 3º grau completo, isto é, um diploma universitário e como esta regra e a disciplina agora foram quebradas com o convite para um apedeuta sem o curso primário completo e que tranformou o Estado Brasileiro no maior lupanar de todos os tempos - (Comandante do Exército vira alvo de investigação-31/07/2011) - abordar no dia 29 de agosto de 2011, uma sexta feira negra, o tema "Brasil o Pais do Futuro", também me dou ao direito de fazê-lo devolvendo tal certificado.

Sei que meu ato é estéril e patético, porem, muito mais patético foi transformar a Escola Superior de Guerra em um anti-circo onde desta feita a platéia foi colocada no picadeiro.

CMC - Saudações Garanças

Ronaldo Schlichting
DO ALERTA TOTAL

Após denúncias, presidente do PMDB defende extinção da Conab

O sorrateiro Valdir Raupp diz que a Conab é um órgão que ‘não tem papel’ e que ‘ninguém vai perceber se ele não existir’. Por que não percebeu isso antes de transformar a empresa num antro de corrupção do PMDB? Cara de pau, vagabundo!
Gabriela Guerreiro, Folha Online
O presidente do PMDB, Valdir Raupp, defendeu nesta segunda-feira a extinção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) depois das denúncias que levaram à demissão do ex-diretor financeiro do órgão Osmar Jucá Neto – irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Raupp disse que "ninguém vai perceber se o órgão não existir", ao afirmar que a Conab perdeu suas funções essenciais.
Jucá pede desculpas à presidente por declarações do irmão
Ministro da Agricultura diz que irmão de Jucá é despreparado
"É um órgão que não tem papel, está só fazendo cadastro de quem recebe o Bolsa Família. Ninguém vai perceber se ela não existir. O PMDB não reivindica esse cargo", disse Raupp.
Em entrevista à revista "Veja", o irmão de Jucá, exonerado após determinar o pagamento de R$ 8 milhões a um armazém em nome de laranjas, acusou o Ministério da Agricultura, comandado por Wagner Rossi (PMDB), de retardar um pagamento determinado pela Justiça ao armazém Caramuru.
Raupp disse não acreditar que as denúncias vão levar a presidente Dilma Rousseff a promover uma "limpeza" no Ministério da Agricultura – a exemplo do que a petista fez no Ministério dos Transportes.
O peemedebista disse que não há denúncias que justifiquem qualquer mudança na pasta. "Não tem nada para se apurar no ministério, as denúncias não têm consistência", afirmou.
Irmãos
Integrantes do PMDB avaliam que as denúncias de Jucá Neto não atingem o irmão, uma vez que o líder governista disse ter sido "pego de surpresa" com as acusações.
Em conversas com membros do partido, o vice-presidente Michel Temer afirmou que Jucá permanece com a sua credibilidade "inabalada" depois das revelações do irmão. Mas reconheceu a aliados que o líder governista não deveria tê-lo indicado para a diretoria da Conab diante de sua postura "explosiva".
Em meio às denúncias, Temer vai reunir nesta terça-feira os principais líderes do PMDB em almoço no Palácio do Jaburu para discutir as revelações Jucá Neto.
DO BLOG ABOBADO