sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

"Dilma conta só 124 dos 171 votos necessários"

Sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Menos de 24 horas após abertura do processo de impeachment, oposição e Planalto já mapeiam a tendência do voto de cada deputado. Enquanto a oposição dá como certos 206 votos favoráveis ao impeachment, os governistas empacaram em 124 votos fiéis ao Palácio do Planalto. Somente o bloco oposicionista composto por DEM, PSC, SD, PHS e PSDB, fechados pelo impeachment, garantem 106 votos.
Ainda é cedo
Cálculos serão prematuros: vão determinar a sorte de Dilma o seu desgaste ou sua recuperação, e principalmente o conchavo do PMDB.
Formou o bonde
A oposição avalia que devem votar contra o governo: PSB (25), PSD (14), PTB (11), PP (15) e até deputados petistas (4) e um do PCdoB.
No prejuízo
O Planalto avalia que, por ora, PT, PCdoB, PSOL, Rede, PMDB, PSB, PDT e PSD rendam 124 votos favoráveis. Vai correr atrás do prejuízo.
Já vai tarde
Na reunião com Dilma sobre o impeachment, ao menos três ministros, alvos constantes do bullying da chefe, "gargalhavam por dentro". Dois deles estão de saída do governo. Contam até os minutos que faltam.
Escafederam
Quem faz a cobertura jornalística da presidente se impressionaram com as salas e corredores vazios do Planalto. Até parece que os 4.567 funcionários já esvaziaram as gavetas e foram embora.
Briga de rua 
Jaques Wagner (Casa Civil) transformou em briga de rua a discussão sobre o impeachment. Em resposta a Eduardo Cunha, que acusou Dilma de mentir, ele foi logo devolvendo que "mentiroso é ele".
É grave a denúncia 
Jaques Wagner nem se acanha de dizer que "pela primeira vez" abre-se o processo de impeachment "para só depois procurar os motivos". Não deve ter lido a contundente denúncia dos juristas contra Dilma.
Que golpe?
O governo insiste na lorota de que impeachment é "golpe". Para o jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT e um dos autores da denúncia contra Dilma, "impeachment é remédio constitucional".
Pressão das ruas
Repórteres têm sido abordados no Congresso e até nas ruas por pessoas inconformadas com o fato de os veículos de comunicação abrirem espaço apenas a governistas, sem dar chance à defesa do impeachment - o desejo da maioria da população, confirme as pesquisas.
Claudio Humberto

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Gilmar nega pedido de petistas para retirar ação e indefere liminar

Por: Vera Magalhães
Telefonema para Henrique Alves
Gilmar: duas decisões contra Dilma
O ministro Gilmar Mendes, do STF, indeferiu petição de três deputados petistas que queriam retirar um mandado de segurança contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Mendes alegou que o advogado Jonatas Moreth Mariano não tinha poderes para desistir de uma ação, que requer uma procuração específica.
Além disso, ele indeferiu liminar para sustar a tramitação do impeachment na Câmara.
Por fim, o ministro ainda mandou notificar a OAB para que examine “eventual responsabilidade disciplinar” do advogado por “ato atentatório à dignidade da Justiça”.
Dupla derrota para Dilma e para o PT. Fora o vexame.

Cunha ‘pinta’ Câmara de verde e amarelo

Por: Severino Motta
Luzes de Natal?
Luzes de Natal?
Horas depois da leitura, no plenário da Câmara, da decisão de Eduardo Cunha admitindo o início da tramitação do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, a cúpula da Casa apareceu “pintada” de verde e amarelo graças a uma iluminação especial.

Caiado anuncia mobilização nacional pró-impeachment e pede suspensão do recesso parlamentar

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Líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO) anunciou que, após o acolhimento do pedido de impeachment de Dilma, percorrerá o País e buscará a mobilização popular para exigir o fim desse governo corrupto que instalou o caos político e social. Caiado fez a declaração durante a convenção nacional do partido realizada nesta quinta-feira (3), em Brasília, quando o senador José Agripino Maia (RN) foi reconduzido por aclamação à presidência nacional da legenda.
O senador goiano também trabalhará para que o Congresso não tenha o recesso parlamentar, previsto para começar no próximo dia 17 de dezembro, para poder dar prosseguimento ao trabalho da comissão especial que analisará o pedido de afastamento da presidente da República.
“Democracia não é paz de cemitério. A partir de agora, vou caminhar por todos os estados do Brasil e buscar a mobilização de todos os segmentos da sociedade. O Brasil tem solução rápida, basta tirar o PT do poder. À Câmara dos Deputados foi devolvida a capacidade de decidir e precisamos mostrar a importância da nossa mobilização nesse processo. Também vou trabalhar para que não tenhamos o recesso parlamentar e a comissão especial que vai analisar o impeachment possa atuar e após seu parecer, o povo possa acompanhar na Esplanada dos Ministérios, um a um os votos dos deputados sobre o caso. O país não suporta mais um governo que destruiu, corrompeu as bases da ética e da modalidade”, disse Caiado em consonância com o Manifesto à Nação, divulgado nesta quinta pelo partido, que conclama novamente o povo às ruas.
O senador acredita que após resistir vários momentos difíceis com coragem e dignidade está preparado para mostrar uma alternativa para o país. “Muitos falam que estão prontos para construir pontes para o futuro. O Democratas está pronto para construir ponte para o presente. Nas últimas manifestações, as pessoas voltaram desencantadas com a capacidade do governo de abafar a verdade. Mas, o Democratas jamais abaixou a cabeça e teve a coragem de pedir a renúncia e a convocação de novas eleições”, pontuou.
É importante destacar que a possibilidade do impeachment de Dilma Rousseff cresce na mesma proporção que aumenta a pressão popular, sem a qual o governo corrupto e incompetente do PT seguirá arruinando o País, a exemplo do que fez ao longo dos quase treze anos de poder.
É chegado o momento de os brasileiros de bem saírem às ruas, sem qualquer bandeira partidária, para exigir o combate à corrupção e o fim do governo da presidente Dilma Rousseff, que perdeu a condição de governar quando, recentemente, concordou em abrir mão do poder para permanecer no cargo. Sem qualquer manifestação em prol da solução da crise, Dilma vive em meio a soluços políticos, os quais rompem o silêncio da crise com discursos mentirosos e descabidos.DO UCHO.INFO

O Dia do Esquenta para o “Big One”: 13 de dezembro

O Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua definiram 13 de dezembro, um domingo — sabem como é, são brasileiros que precisam trabalhar… — como, vamos dizer assim, o Dia do Esquenta.
Os dois movimentos organizam manifestações país afora em defesa do impeachment de Dilma. Mas, é claro, não é o “Big One” das manifestações, que ainda não tem data definida porque é preciso que se aclarem as coisas sobre o calendário.
Em São Paulo, a manifestação será na Avenida Paulista. Acompanhem as respectivas páginas dos dois movimentos para ter informações detalhadas ao longo dos próximos dias. Havendo definições, também este blog vai noticiar, é claro.
Ontem, houve um pequeno Carnaval da Esperança na Paulista.
No domingo, participei do Primeiro Congresso do Movimento Brasil Livre. Ainda escreverei com mais cuidado a respeito. Assisti lá ao vídeo que vai abaixo.
Os leitores deste blog sabem que “O Bolero”, de Ravel, me deixa nervoso, hehe. Mas, confesso, consegui, pela primeira vez na vida, ouvir a música com prazer.
Há gente boa tentando mudar a escrita do Brasil.

DO R.AZEVEDO

O IMPEACHMENT, OS JORNAIS E A DESINFORMAÇÃO.

Se alguém deseja saber se Dilma Rousseff será mesmo derrubada do poder pelo impeachment basta ler a Folha de S. Paulo, um jornal que se diz "a serviço do Brasil", mas que na verdade foi transformado num panfleto do PT. Não que seu rival, o Estadão seja melhor, mas pelo menos a seção de editoriais é mais sensata, objetiva e reflete a realidade dos fatos, além de ser bem escrita. Aliás, é o que há de melhor em texto jornalístico nessa pobreza intelectual e literária em que o Brasil se encontra.
A Folha, por isso, é de cabo a rabo ruim, mal escrita. Mas nem vou me ater a perfeccionismos. Este post é para execrar o deletério jornalismo praticado pela Folha. A liberdade de imprensa consagrada na Constituição concede-lhe esse privilégio panfletário. Todavia o jornalismo, na sua essência, tem o compromisso inarredável com a verdade dos fatos. A forma como a Folha trata o caso do impeachment da Dilma dá para notar que o processo andará célere. Eles estão desesperados.
No caso, cumpre assinalar que o PT é um partido de viés comunista totalitário. Dirige o Foro de São Paulo, cujo objetivo é comunizar toda a América Latina, o Caribe e a América Central. É se indagar, por exemplo, se a Folha toleraria e apoiaria um Partido Nazista? A resposta é não? Certo. Entretanto, em que difere um partido comunista de um nazista e/ou fascista?
Os escândalos e as roubalheiras variadas imbricados na esfera estatal sob a égide do PT atendem de um lado a cupidez pelo lucro fácil mediante a lavagem de dinheiro via propinas envolvendo agentes públicos e privados. Isto é certo. Mas o escopo principal que norteia essa deletéria pilhagem dos cofres públicos está fundado no afã de amealhar recursos não contabilizados para fazer o caixa do PT de modo a financiar suas campanhas eleitorais. O objetivo de todo partido totalitário, como é o PT e seus satélites comunistas, é o poder total e eterno de tal sorte que os meios para o seu alcance são despidos de qualquer decoro moral e ético. Os fins, para os partidos comunistas, sempre justificaram os meios. Esta é a verdade. Isto faz parte dos totalitarismos comunista, fascista e nazista. Foi assim onde essas versões de governos totalitários chegaram ao poder.
Esse modus operandi do PT obteve o beneplácito e a cumplicidade total e irrestrita daquilo que defino como o 'núcleo duro da economia', ou seja, os principais maiores grupos econômicos nacionais e, ainda, os testas de ferro de empresas multinacionais. Haja vista que esses grupos fizeram da China comunista seu parque de diversões associando-se com a camarilha assassina vermelha. O mesmo pretendem fazer agora em Cuba sob as bênçãos de Obama e demais trastes do Partido Democrata.
O que expus até aqui é um resumo ligeiro da situação em que se encontra o Brasil sob o comando de predadores dos cofres públicos dos quais mega empresários são sócios. Isto aconteceu na Venezuela a partir de Chávez. Lá esses ladrões arrogantes são denominados de "boliburgueses", ou seja burgueses bolivarianos. São os sócios do sistema predador comunista implantado pelo chavismo que faz parte do Foro de São Paulo, a famigerada organização transnacional esquerdista comandada por Lula e seus sequazes.
Portanto, não apenas causa espécie, mas nojo, constatar que os jornalistas brasileiros em sua maioria transformaram-se também em sócios desse poder espúrio que fincou suas garras sobre a Nação brasileira. Não só os jornalistas, mas os donos dos veículos da grande mídia nacional em praticamente sua totalidade.
Os proprietários desses veículos de mídia, principalmente os maiores, conspurcam, ferem de morte, estraçalham o jornalismo a ponto de serem motivo de chacotas nas redes sociais. Abençoam a tirania e a mentira para se locupletar. Tergiversam, mentem, esmoteiam informação relevante, descontextualizam a notícia e tem como norte editorial a desinformação, tudo para manter incólume o poder nas mãos de uma verdadeira máfia que infelicita os brasileiros.
Um veículo de mídia tem todo o direito de apoiar um partido político desde que esse partido seja de viés liberal e democrático. Até porque o jornalismo verdadeiro depende exclusivamente da liberdade de imprensa, justamente o primeiro alvo a ser atingido de morte por regimes totalitários. Agora mentir e desinformar leitores, radiouvintes e telespectadores para se locupletar ou até mesmo por delírio ideológico do proprietário do veículo e de seus empregados jornalistas, o que já revela evidente psicopatia, incorre tal empresa num crime deplorável. Falsear a verdade por meio da instituição jornalística para lhe conferir ares de verdade é um ato criminoso sim.
E isto é o que está acontecendo aqui e agora. Estou no jornalismo há mais de 40 anos e nunca vi nada parecido com o que está ocorrendo no Brasil neste dado momento. Tudo isso é vergonhoso e, sobretudo um crime de lesa pátria. Despicienda é tal assertiva já que aquilo que discorri ao longo deste texto obviamente já foi notado pelos leitores, telespectadores e radiouvintes mais atentos.
O único alento é que os leitores a cada dia que passa necessitam cada vez menos de informar-se por meio desses panfletos esquerdistas graças à internet, às redes sociais e aos blogs e sites independentes que num futuro imediato decretarão o fim do jornalismo mentiroso a soldo do totalitarismo de todos os matizes. DO ALUIZIOAMORIM

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Após acolhimento de pedido de impeachment, movimentos anunciam novos atos

Coordenadores dos grupos afirmam que protestos serão para pressionar parlamentares a votarem favoravelmente ao afastamento

Estadão Conteúdo

 Em meio ao clima de comemoração pela decisão do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de acatar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 2, coordenadores dos movimentos que organizaram os protestos de rua já falam em organizar novos atos, desta vez para pressionar parlamentares a votarem favoravelmente. Para ser instaurado o processo de impedimento são necessários 2/3 dos votos dos membros da Casa.
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“O acolhimento do impeachmente fortalece a ideia de nova grande manifestação pública, junto com os outros grupos. Ainda não sabemos se faremos em 2015 ou em 2016”, disse o empresário Rogério Chequer, porta-voz do Vem Pra Rua.
Logo após a divulgação da notícia do acolhimento do pedido, os grupos anunciaram chamamentos públicos para que seus simpatizantes fossem às ruas em ao menos sete cidades.
O empresário Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre disse que a ideia agora é pressionar os deputados, tanto no Congresso quanto nas suas respectivas bases. “Ficamos muito tempo assistindo esse jogo de empurra entre Cunha e o governo. Agora o jogo será nosso”, disse.
A porta-voz da Aliança Nacional dos Movimentos Democrátricos, Carla Zambelli, disse que oo grupo cogita realizar atos em aeroportos para pressionar os parlamentares. “Agora é batalhar para conseguir os dois terços”, disse. DA ISTOÉ

Eduardo Cunha informa que autorizou processo de impeachment de Dilma

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, informou nesta quarta-feira (2) que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista afirmou que, dos sete pedidos de afastamento que ainda estavam aguardando sua análise, ele deu andamento ao requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
"Quanto ao pedido mais comentado por vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade", disse Cunha em entrevista coletiva na Câmara.
A decisão ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. Ao longo do dia, Cunha passou a consultar aliados sobre a possibilidade de abrir o processo de impeachment da presidente da República. Na tarde desta quarta, o peemedebista tratou do assunto, em seu gabinete, com deputados de PP, PSC, PMDB, DEM, PR e SD.
Cunha também anunciou que autorizou a criação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment de Cunha.
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

MTST, Movimento Passe Livre e outros grupelhos, disfarçados de estudantes, convocam a PM democrática! E são atendidos!

A Polícia Militar de São Paulo, mais uma vez, está de parabéns. Na condição de democracia de farda, garantiu, na noite desta terça, a milhares de paulistanos o direito de ir e vir e acabou com o bloqueio que uma maioria de esquerdistas disfarçados de estudantes e uma minoria de estudantes disfarçados de esquerdistas (ainda que não o soubessem) promoviam na Avenida Nove de Julho, em São Paulo.
Vejam esta foto, de autoria de Joel Silva (FolhaPress):
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Esquerdista disfarçado de estudante
O policial contém um senhor parrudo, de barba, que anda, pela aparência, ali pelos 30 anos. É claro que ele não é estudante. Como estudantes não são boa parte dos que promovem ocupações de quase duas centenas de escolas, impedindo o funcionamento normal das aulas, já no fim do ano letivo.
Os ditos manifestantes se opõem a uma reestruturação implementada pela Secretaria da Educação, que acabará destinando 92 prédios a outras finalidades — todas elas ligadas à educação. Não há um plano de fechamento de estabelecimentos de ensino, como acusa a esquerda perturbada. Isso é apenas uma mentira.
A negociação seguiu o caminho de sempre da esquerda em casos assim. O comando da Polícia Militar chamou os líderes da manifestação, depois de, atenção!, cinco horas de bloqueio e deixou claro que eles teriam de sair da via. Afinal, já haviam dado o seu recado.
Sabem o que decidiram os esquerdistas disfarçados de estudantes e os estudantes disfarçados de esquerdistas? Que eles permaneceriam bloqueando a via por tempo indeterminado. Aí foi preciso, em nome da maioria democrática, usar algumas bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Assim são as coisas. Eu as enfrentei contra a ditadura, sabem? Acho um privilégio esses fascistoides serem dispersados pelos instrumentos que oferece a democracia.
Já escrevi aqui: apresentar petições ao poder público é um direito e um dever. Mas não é o que está em curso. Um dos grupos que coordenam as invasões é o MTST, especialista nessa área. Vários grupelhos ligados ao PT e a outros partidecos de esquerda constituem a linha de frente dessas invasões, que contam com o repúdio da esmagadora maioria dos estudantes.
A politização da ocupação é evidente. Vejam o que aconteceu na Escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco. O vandalismo deixou pouca coisa em pé. O prédio foi desocupado nesta segunda. Computadores, armários, cadeiras e mesas estavam revirados e quebrados. A marretadas. Micros e tablets foram roubados, e tentaram botar fogo no prédio.
Mas a sociedade reage. Pais e alunos começam a se organizar para desocupar as escolas invadidas. Basta olhar as fotografias para perceber que a esmagadora maioria que promove as invasões e as manifestações violentas não são estudantes.
O PT e suas franjas resolveram usar a questão para tentar se levantar dos escombros em São Paulo. E, como de hábito, pelo caminho da violência.
Resta à Polícia Militar usar a força necessária, que lhe faculta a democracia. Nem de menos nem de mais. Apenas o necessário. Se, para tanto, for preciso usar algumas bombas, que elas instruam no limite do necessário, já que essa gente decidiu rasgar a Constituição.
Como? Há estudantes de fato, apenas indignados com a reestruturação? Que, então, não se misturem com bandidos e os expulsem da escola. Ou a polícia o fará.
Atenção, petistas! Em São Paulo, não! DO R.AZEVEDO

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A república dos cínicos


Só sairemos da crise econômica quando resolvermos as crises ética e política
É uma tarefa de sobrevivência nacional


Lembra o Conselheiro Aires, célebre personagem de Machado de Assis, que o inesperado tem sempre voto decisivo nos acontecimentos. O ano parecia caminhar para o encerramento. E em tons inglórios. O enfrentamento da crise política estava sendo empurrado para 2016. Tudo indicava que o impasse — produto em grande parte da inoperância das forças políticas de oposição ao projeto criminoso de poder — iria se prolongar, até porque o calendário político do Congresso não é o mesmo que vigora para os brasileiros comuns. Na Praça dos Três Poderes, 2015 termina por volta do dia 11 de dezembro, e o ano vindouro só começa depois do carnaval — e para alguns somente em março.
Mas os acontecimentos de 25 de novembro vieram para atrapalhar — ainda bem! No dia anterior foi preso José Carlos Bumlai, considerado um dos melhores amigos de Lula. Bumlai conseguiu empréstimos privilegiados do BNDES. Acabou falindo. Contudo, a família está em excelentes condições financeiras. Um dos seus filhos, segundo noticiou O GLOBO, é um rapaz de sorte. Tinha um patrimônio avaliado em R$ 3,8 milhões em 2004. Seis anos depois, saltou para R$ 95,3 milhões, um crescimento de 25 vezes, algo digno de um livro de como prosperar rapidamente na vida. Mas o mais fantástico é que em 2012 o filho prodígio mais que duplicou o patrimônio: R$ 273,8 milhões.
O amigão de Lula vendeu uma de suas fazendas — a Cristo Redentor — para o banqueiro André Esteves por R$ 195 milhões, valor considerado muito acima do preço de mercado. O mesmo banqueiro, também no dia 25, foi preso, envolvido em transações pouco republicanas. É um dos representantes de uma nova classe criada pelo petismo: a burguesia do capital público.
Nesta teia de relações foi incluído o senador Delcídio Amaral, líder do governo no Senado. O senador, além de vínculos com Estevão e Bumlai, nos últimos anos esteve muito próximo de Lula. E todos eles estão relacionados com o petrolão, alguns já presos; outros, ainda não. A camarilha tinha na Petrobras o instrumento principal de saque. De acordo com perícia da Polícia Federal, o desvio do petrolão foi de R$ 42 bilhões, algo desconhecido na história do mundo.
Mesmo assim, os cínicos que nos governam continuam agindo como se nada tivesse acontecido — isso para não falar das obras da Copa, da Ferrovia Norte-Sul, da Usina de Belo Monte e de Angra-3. E a conjunção da corrupção com a irresponsável gestão econômica acabou jogando o país na crise mais grave da história republicana. Teremos dois anos consecutivos de recessão — sem esquecer que em 2014 o crescimento foi zero. E caminhamos para a depressão.
O significado mais perverso do projeto criminoso de poder e da crise econômica é a destruição dos projetos de vida de milhões de brasileiros. São projetos acalentados anos e anos e que a discussão da macropolítica acaba deixando de lado: os sonhos da casa própria, de obter um diploma universitário, de se casar, entre tantos outros, que, subitamente são inviabilizados. E os maiores atingidos são os mais pobres, que não têm condições de sequer vocalizar suas queixas, seus protestos.
A velocidade da crise não pode mais ser controlada. Quando o governo aparenta viabilizar um acordão negociado com o que há de pior na política brasileira, vem a Operação Lava-Jato para atrapalhar o negócio — pois não passa de um negócio. A ação do juiz Sérgio Moro é histórica. Age dentro dos estritos termos da lei e já obteve grandes vitórias. Até o momento, foram 75 condenações, 35 acordos de delações premiadas, 116 mandados de prisão e R$ 1,8 bilhão recuperados. E a 21ª fase da Lava-Jato acabou impedindo o acordão. Não é que a Justiça age na política. Não. É a política — entenda-se, os partidos e parlamentares de oposição — que não consegue estar à altura do grave momento histórico que vivemos. A oposição não faz a sua parte. Evita o confronto como se a omissão na luta fosse uma qualidade. Se estivesse no Parlamento inglês, em maio de 1940, defenderia negociar a paz com Adolf Hitler. O governo Dilma caminha para o fim sem que a oposição seja o elemento determinante.
Há uma fratura entre o povo brasileiro e a Praça dos Três Poderes. O poder é surdo aos clamores populares. Não é hora de recesso parlamentar. Recesso para quê? Em meio a esta crise? É justamente nesta hora em que o país precisa dos seus representantes no Congresso Nacional. Também não cabe a quem é responsável no STF pela Operação Lava-Jato — ou ao conjunto da Segunda Turma — gozar as intermináveis férias forenses. Há momentos na história de um país que férias ou recesso não passam de subterfúgios para esconder o desinteresse pelos destinos nacionais.
Só sairemos da crise econômica quando resolvermos as crises ética e política. É uma tarefa de sobrevivência nacional. Não é apenas um caso de corrupção de enormes proporções. É mais, muito mais. O conjunto da estrutura de Estado está carcomido pelo projeto criminoso de poder. A punição exemplar dos envolvidos no petrolão abre caminho para enfrentar a corrupção em todos os setores do Estado — pensando Estado no sentido mais amplo, incluindo o conjunto dos Três Poderes.
É indispensável retomar a legitimidade. E só há legitimidade com o combate implacável à corrupção. A impunidade está solapando as bases do Estado Democrático de Direito. A democracia não é instrumento para roubar o Erário e os nossos sonhos. Pelo contrário, é através dela que podemos exercer o controle efetivo da coisa pública. É somente através da democracia que construiremos o Brasil que sonhamos. Marco Antonio Villa é historiador DO R.DEMOCRATICA
01 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Janot pede ao STF autorização para investigar Delcídio, Renan e Jader

Em outro pedido, PGR solicita investigação de Renan, Jader e de deputado.Procurador-geral aponta suspeitas de corrupção passiva e lavagem.

Por Mariana Oliveira
Da TV Globo, em Brasília
G1
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de mais dois inquéritos na Operação Lava Jato para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado – Delcídio do Amaral (PT-MS), e Jader Barbalho (PMDB-PA).
Em outro pedido, o chefe do Ministério Público quer investigar Renan, Jader e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE). Nas duas solicitações de abertura de inquérito, as suspeitas são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Os pedidos estão em segredo de Justiça e se baseiam em petições ocultas – procedimentos adotados no Supremo para manter em sigilo as delações premiadas.
A delação homologada em data próxima à do pedido de investigação é a do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, acusa de ser um dos lobistas do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. O PMDB nega a acusação.
Se os dois inquéritos forem abertos, Renan será alvo de cinco inquéritos da Lava Jato. Delcídio do Amaral será investigado em duas apurações.
Jader Barbalho até então não figurava na lista de investigados da Operação Lava Jato. Se o Supremo autorizar a investigação, o total de investigados na Operação Lava Jato vai a 68 – 23 deputados, 14 senadores, 1 ministro de Estado e 1 ministro do Tribunal de Contas da União.
Atualmente, são 31 inquéritos abertos no Supremo e quatro pedidos de abertura de inquérito pendentes – os dois que chegaram hoje e mais dois contra o senador Fernando Collor de Mello, que chegaram há duas semanas.30/11/2015- DO R.DEMOCRATICA

domingo, 29 de novembro de 2015

AS DIÁRIAS DE STÉDILE - Você sustenta o vagabundo!

             
               Você sustenta o vagabundo!
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sábado, 28 de novembro de 2015

Lava Jato exibe lado de dentro do nosso abismo


Que semana! Entre a terça e a quarta, foram em cana o amigo de Lula, José Carlos Bumlai, e o líder de Dilma, Delcídio Amaral. Na sexta, descobriu-se que a Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, entregou os pontos. Pagará multa de R$ 1 bilhão e confessará crimes que vão muito além da Petrobras. O país virou uma espécie de trem fantasma rumo ao precipício.
Para muitos, o mensalão foi a beira do abismo. O petrolão é a vivência do abismo. Com sua vocação para a busca das verdades mais profundas, sem limites, a força-tarefa da Lava Jato apresenta ao Brasil o lado de dentro do abismo. A caminho das profundezas, o brasileiro percebe que, vista desde o buraco, a crise é mais nítida. O grotesco ganha uma fabulosa visibilidade.
No abismo, o hipócrita tem cara de hipócrita, a incompetente tem jeitão de incompetente. E o séquito de canalhas tem a aparência de um cortejo de canalhas. Olhando de baixo, percebe-se com mais clareza a teia.
Delcídio tentou silenciar Nestor Cerveró, que coordenou a compra de Pasadena, que foi avalizada por Dilma, que era a bambambã do governo Lula, que é amigão de José Carlos Bumlai, que é pai de Fernando Barros Bumlai, que é marido de Neca Chaves Bumlai, que é filha de Pedro Chaves dos Santos, que é suplente de Delcídio, que monitorava os humores de Bumlai a pedido de Lula, que não sabia de nada.
Um país inteiro tem que cair para salvar a pantomima. Só a derrota nacional salva o grupo hegemônico.DO JOSIASDESOUZA-UOL