segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Rebelião de 1 homem só: Eduardo Cunha precisou ser algemado dentro da cela em Curitiba

O jornalista DIEGO ESCOSTEGUY, da Época, informou que o detento Eduardo Cunha está aprontando um fuzuê na carceragem da PF

Segundo Diego, o ex-presidente da Câmara dos Deputados está inquieto e inspira ‘cuidados especiais’.
A Polícia Federal foi obrigada a colocar algemas nos pés do político para que ele pudesse se acalmar dentro da cela.
Os agentes penitenciários disseram que o peemedebista é um dos presos mais difíceis de se controlar.
No último fim de semana, os advogados do preso entraram com um pedido na justiça para que ele seja transferido do Complexo Médico Penal em Pinhais, no Paraná, para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A defesa alegou que será mais fácil e barato para seus advogados, familiares e amigos o visitem na capital federal. DO D.DOBRASIL

Prisão após 2ª instância vira roleta russa do STF

Josias de Souza

Ninguém diz, talvez por receio de encarar a realidade. Mas o Poder Judiciário vem adotando um comportamento suicida. É hora de começar a discutir a encrenca às claras. O assunto é de grande importância porque o Brasil já convive com uma democracia meio suicida. Nela, os poderes Legislativo e Executivo exibem uma tendência reincidente e insana para a autodesmoralização. Imaginava-se que o Judiciário restabeleceria a sanidade da República. Mas até o Supremo Tribunal Federal emite sinais trocados.
No momento, o tema que eletrifica o noticiário político-policial é o risco de o Supremo rever a decisão que abriu a porta da cadeia para os condenados na primeira e na segunda instância do Judiciário. Esse avanço foi adotado pelo plenário do Supremo em fevereiro do ano passado. A novidade foi confirmada em outubro de 2016. Pois o assunto deve voltar à pauta do Supremo pela terceira vez. É grande o risco de ocorrer um recuo.
Um, dois, três julgamentos sobre o mesmo tema. É como se a Suprema Corte testasse até onde pode levar o desprezo pelo esforço de combate à corrupção. Alguém precisa avisar ao Supremo que roleta russa também é uma modalidade de suicídio.

Reincidência de Renan desmoraliza o Supremo

Josias de Souza

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, abriu mais um inquérito contra Renan Calheiros (PMDB-AL), agora por desvios no Postalis, o fundo de pensão dos Correios. Noves fora um processo em que já figura como réu, esta é a 17ª investigação deflagrada contra o senador, 13 das quais no âmbito da Lava Jato. “É mais uma acusação sem provas”, desdenha o pluri-acusado.
O ministro Barroso parece discordar: ''No presente caso, um primeiro exame dos autos revela elementos de participação direta do Parlamentar nos fatos narrados. Não se está diante de notícia sem qualquer apoio indiciário ou de notícia fundada somente em denúncia anônima, devendo-se dar prevalência, diante disso, ao interesse da sociedade em ver esclarecidos os fatos.''
Renan, o sobrevivente, disputará a reeleição para o Senado em 2018. Se chegar às urnas brandido uma ficha limpa, sujará a reputação do Supremo. O senador frequenta o topo do ranking dos processados com direito a foro especial. A desmoralização da Suprema Corte aumenta na proporção direta da reincidência de Renan, que mantém a pose de personagem insuspeito.
Diante da demora do Supremo em providenciar uma resposta, não restará ao eleitor senão interrogar os seus votões diante da urna: existe alguma coisa mais suspeita do que a conduta absolutamente irrepreensível de um senador encrencado em 18 processos criminais?

Câmara presidida por Fufuquinha é um escárnio

Josias de Souza
Ninguém prestou muita atenção. Entretanto, além de acomodar Rodrigo Maia na presidência da Câmara, os deputados colocaram Fábio Ramalho (PMDB-MG) na vice-presidência da Casa. E ainda elegeram André Fufuca (PP-MA) como segundo vice-presidente. De absurdo em absurdo, chegou-se ao ápice do constrangimento.
Michel Temer, o lamentável, passará oito dias na China. Entregará a chave do gabinete presidencial a Rodrigo Maia, o impensável. Famoso pelos jantares mineiros que serve aos colegas, Fábio Ramalho, o inacreditável, integrará a comitiva presidencial como convidado de honra.
Assim, responderá pela presidência da Câmara por intermináveis oito dias André Fufuca, o inaceitável. Fufuquinha, como é chamado na intimidade, exerce o seu primeiro mandato federal. Até aqui, sua maior realização havia sido integrar a milícia parlamentar de Eduardo Cunha. O deputado considera Cunha um injustiçado. Chegou a compará-lo a Tiradentes (veja no vídeo).
Muita gente deve ter começado a rezar para que a viagem presidencial à China termine bem. Se alguma coisa acontecesse com o avião que transporta o lamentável e o inacreditável, o país ficaria nas mãos do impensável. E o comando da Câmara seria entregue ao inaceitável. Trinta segundos de Fufuquinha já seria um absurdo. Oito dias é um escárnio.

Pesquisa diz que 90% consideram ‘importante’ atuação da Procuradoria

Levantamento para medir a imagem que a sociedade tem das atividades do Ministério Público Federal revela que cresceu a visibilidade da instituição

DO ESTADÃO

Sede da Procuradoria-Geral da República em Brasília. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO
Pesquisa de opinião realizada para medir a imagem que a sociedade tem da atuação do Ministério Público Federal revelou que cresceu a visibilidade da instituição, sobretudo no combate à corrupção e à criminalidade. Do total de 3.022 entrevistados, de diferentes faixas etárias e todas as regiões do país,76,2% consideraram ‘satisfatória’ a atuação do MPF e 90% responderam que a atividade da instituição é importante para a sociedade.As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Estratégica da Procuradoria.
No estudo, o MPF aparece na quarta posição, juntamente com a Polícia e os Correios, no ranking das 12 instituições com maior credibilidade entre a população.
A instituição ficou atrás apenas do Corpo de Bombeiros, da Igreja e das Forças Armadas, em termos de confiança da sociedade.
Nos últimos anos, também cresceu significativamente o número de pessoas que passou a conhecer o trabalho do Ministério Público Federal, ‘o que decorre, em grande parte do combate à corrupção e da Operação Lava Jato’.
Do total de entrevistados pela pesquisa, apenas 1,9% declarou não conhecer o Ministério Público Federal, contra 16,7% que diziam não conhecer a instituição no estudo realizado em 2013.
O combate à corrupção é tanto o termo mais associado pelas pessoas ao MPF, como a área de atuação mais conhecida.
Ao serem perguntados sobre qual a primeira imagem que vem à mente associada ao Ministério Público Federal, além de corrupção, os entrevistados também responderam Justiça, investigação e Lava Jato.
Apenas 16,2% das pessoas não conseguiram fazer nenhuma associação à imagem do Ministério Público Federal, número bem inferior ao constatado em 2013, quando 74,2% das pessoas não conseguiram responder a questão.
Além do combate à corrupção, as áreas de atuação do MPF mais conhecidas pela sociedade são a fiscalização dos serviços públicos, defesa da lei brasileira, combate à criminalidade e defesa dos direitos sociais.
Nesse sentido, 77,5% das pessoas consideram ‘positiva’ ou ‘neutra’ a atuação da instituição.
Do total de entrevistados, 91% defenderam que a investigação de crimes conduzida pelo MPF deve ser mantida.E 70% consideram que a área de atuação da instituição deve ser ampliada, enquanto 19% sugerem que ela seja mantida como está.
O nível de satisfação da sociedade em relação ao Ministério Público Federal superou em 6,2 pontos percentuais as expectativas da instituição, que tinha como meta de Planejamento Estratégico alcançar 70%.
A pesquisa demonstrou, ainda, que o esforço da atual gestão em priorizar o combate à corrupção e a estratégia de comunicação para divulgar essa atuação atingiram resultados satisfatórios.
Os resultados também revelam que a instituição conseguiu avançar na missão definida para 2020, ‘de ser reconhecida, nacional e internacionalmente, pela excelência na promoção da justiça, da cidadania e no combate ao crime e à corrupção’.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto 3R Amazônia Soluções pela Sustentabilidade, a pedido da Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República.
Na fase qualitativa, realizada entre os dias 12 de abril e 13 de dezembro de 2016, foram realizados 13 grupos focais nas cinco regiões do país, compostos por membros e servidores do MPF, operadores do direito, imprensa, estudantes universitários, órgãos de fiscalização, movimentos sociais e cidadãos em geral.
Já a pesquisa quantitativa foi realizada entre os dias 14 de fevereiro e 24 de março de 2017 e entrevistou 3.022 pessoas, com mais de 16 anos, de diferentes faixas etárias, níveis de renda e escolaridade.
Os entrevistados residiam em zonas urbanas de todas as capitais e de locais com Procuradorias da República nos Municípios, totalizando uma amostra de 54 cidades.