domingo, 16 de abril de 2017

DELAÇÕES DA ODEBRECHT CITAM 415 POLÍTICOS DE 26 DOS 35 PARTIDOS

BALANÇO DA ROUBALHEIRA
PT É CAMPEÃO ABSOLUTO, COM 93 POLÍTICOS ENROLADOS NO ESCÂNDALO
Publicado: domingo, 16 de abril de 2017 às 13:38 - Atualizado às 13:42
Redação
As delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht envolveram pelo menos 415 políticos de 26 dos 35 partidos legalmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PT lidera a lista com o maior número de filiados atingidos - ao todo, 93 petistas foram citados nos depoimentos. Eles são seguidos de perto pelos integrantes dos dois principais partidos que dão sustentação ao governo de Michel Temer: PSDB e PMDB. Cada um tem 77 membros citados pelos delatores.
PT, PMDB e PSDB são os três maiores partidos do Congresso e representam as três mais importantes elites partidárias do País. Juntos, eles concentram 59,5% dos políticos enredados nas delações da maior empreiteira do País. É o que mostra o levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo em todas as 337 petições com pedidos de investigação feitas pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, e encaminhadas ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A questão não é apenas quantitativa. Os relatos dos delatores envolveram as principais lideranças desses partidos - são citados o atual presidente da República, Michel Temer, e cinco ex-presidentes (José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff) - ainda que com grau, intensidade e número de vezes diferentes.
Além deles, aparecem ex-candidatos à Presidência, como os senadores José Serra (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG), o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE), o pastor Everaldo (PSC-RJ), José Maria Eymael (PSDC-SP), o ex-governador Leonel Brizola (PDT-RJ) e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) - nos casos desses dois últimos, a acusação foi arquivada pelo STF. A maioria teve lugar de destaque nas corridas presidenciais desde a redemocratização do País, em 1985.
No PT, as delações atingiram ex-ministros como Jaques Wagner, Guido Mantega, Antonio Palocci, José Dirceu e Paulo Bernardo e governadores como Tião Viana (AC) e Fernando Pimentel (MG). No PMDB, foram delatados o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e senadores como Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), o ex-governador Sérgio Cabral (RJ) e os governadores Luiz Fernando Pezão (RJ) e Paulo Hartung (ES). 
Os partidos médios, muitos dos quais compõem a base de Temer, também tiveram lideranças envolvidas. O PP é a quarta sigla mais afetada, com 35 citados, incluindo seu presidente, o senador Ciro Nogueira (PI). O DEM vem a seguir, com 22 denunciados, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ). O PSB (19) o PSD (15), o PTB (11), o PR e o PC do B, com 10, o PPS (9), e o PDT (8) completam a lista. Destes, só o PC do B e o PDT não estão no governo. Entre os pequenos partidos sobram 25 citados. Aqui, só dois deles - o PSOL e o PTN - não apoiam Temer. Todos os políticos até agora citados negaram o conteúdo das delações. DO D.DOPODER

Roberto Campos: “O mal que o Estado pode fazer é infinito”

Brasil 16.04.17 14:28
Morto em 2001, o economista e diplomata Roberto Campos completaria 100 anos amanhã. Relembre algumas de suas melhores frases sobre quanto o Estado estorva a vida de empresas e cidadãos, publicadas pelo Estadão:
“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar.”
“Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa do efêmero.”
“Uma vez criada a entidade burocrática, ela, como a matéria de Lavoisier, jamais se destrói, apenas se transforma.”
“Continuamos a ser colônia, uma país não de cidadãos, mas de súditos, passivamente submetidos às ‘autoridades’ – a grande diferença, no fundo, é que antigamente a ‘autoridade’ era Lisboa. Hoje, é Brasília.”
“Todo mundo sabe que o dinheiro do governo é gasto para sustentar universidades ruins e grátis, para classes médias que podem pagar. Nada melhor. Garante comícios das UNEs da vida, ótima preparação para futuros políticos analfabetos.”
“O doce exercício de xingar os americanos em nome do nacionalismo nos exime de pesquisar as causas do subdesenvolvimento e permite a qualquer imbecil arrancar aplausos em comícios.”
“Sou chamado a responder rotineiramente a duas perguntas. A primeira é ‘haverá saída para o Brasil?’. A segunda é ‘o que fazer?’. Respondo àquela dizendo que há três saídas: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo. A resposta à segunda pergunta é aprendermos de recentes experiências alheias.”O ANTAGONISTA

Construção do Mané gerou rombo de R$ 1,3 bi aos cofres da Terracap

Estatal registra prejuízo bilionário com a construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Polícia Federal investiga supostas irregularidades na obra. Conselho Administrativo da empresa se reúne na terça-feira
Helena Mader
Ed Alves/CB/D.A Press
A construção do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha gerou um rombo de mais de R$ 1,3 bilhão nos cofres da Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap). A contabilização do prejuízo da empresa foi confirmada pela diretoria colegiada da companhia e, agora, está em análise no Conselho de Administração. Entre 2010 e 2014, durante o governo Agnelo Queiroz,  a Terracap repassou R$ 1,575 bilhão à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para as obras do estádio.
Estudos mostram que a arena esportiva só tem potencial de gerar R$ 171 milhões de retorno financeiro, durante toda a vida útil. Como levantamentos técnicos comprovam que houve uma depreciação de R$ 80 milhões no valor estimado do Mané Garrincha, isso representa um prejuízo patrimonial de mais de R$ 1,3 bilhão para a empresa.
O debate sobre o rombo gerado à Terracap ocorre no momento em que a Polícia Federal investiga irregularidades na construção do estádio. Neste mês, a PF requisitou à diretoria da empresa toda documentação relativa ao empreendimento. Os investigadores também solicitaram informações ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e à Novacap. Segundo a Polícia Federal, a apuração é decorrente da delação premiada de executivos da construtora Andrade Gutierrez, que, ao lado da Via Engenharia, ganhou a licitação para a empreitada.

Contratações

Os procedimentos para a obra começaram em 2009, quando houve a assinatura do Convênio nº 323/2009. O acordo previa que a Terracap ficaria responsável por reembolsar os pagamentos feitos à empreiteira contratada. A Novacap, por sua vez, realizou as licitações e as contratações para a construção do Mané Garrincha.
Inicialmente, o convênio previa o repasse de R$ 500 milhões para construir a arena brasiliense para a Copa do Mundo de 2014. Quando ficou pronta, o custo final era três vezes superior ao estimado à época do acordo. Isso ocorreu graças à assinatura de vários aditivos e de outros acordos, que permitiram a contratação de serviços que não estavam previstos originalmente. Só em 2012, a Terracap repassou R$ 670,9 milhões à Novacap — valor quase quatro vezes maior do que os investimentos feitos em urbanização em todo o Distrito Federal. No ano seguinte, o montante dos repasses ficou em R$ 470,4 milhões.

Recursos

Como todos os gastos foram contabilizados como investimento, entre 2010 e 2014, a empresa registrou vantagens contábeis expressivas, sem que isso se traduzisse em ganho financeiro. Um exemplo disso é o fato de que, em dezembro de 2014, a Terracap divulgou um lucro líquido de R$ 785 milhões, mas, no início de 2015, o comando da companhia não tinha sequer recursos suficientes para pagar os tributos e salários dos servidores. No último relatório de administração da Terracap, referente a 2015, as estatísticas indicaram um lucro líquido de R$ 19 milhões — o que representa uma redução de 97,52% em comparação com o ano anterior.
Esses lucros, em tese, deveriam gerar dividendos aos acionistas da Terracap, que são o GDF e a União (leia Para saber mais). No último relatório de administração da agência, havia uma estimativa de pagamento de dividendos sobre o ganho do exercício no total de R$ 46,3 milhões. Mas esses valores nunca foram pagos. A partir de 2010, auditores independentes contratados para fazer um relatório sobre as demonstrações financeiras começaram a cobrar a apresentação de estudos de viabilidade econômica do Estádio Nacional Mané Garrincha, o que não ocorreu.
Nos últimos três anos do governo Agnelo, nenhuma das auditorias externas anteriores, obrigatórias para cumprir a  lei das sociedades anônimas, aprovou os números da empresa

Auditoria

No último relatório independente, os auditores lembraram que a arena custou R$ 1,575 bilhão, e a Terracap ainda gastou R$ 83,337 milhões com a construção da Torre de TV Digital, em Sobradinho. “Todavia, a auditada, até 31 de dezembro de 2015, não havia concluído a análise de recuperabilidade desses ativos, conforme preceitua a Comissão de Valores Mobiliários”, menciona um trecho do documento.
Entre 2012 e 2014, houve abstenção por parte dos auditores independentes, com a alegação de que faltaram estudos de viabilidade econômica que justificassem a dimensão dos investimentos realizados. Em 2015, no último relatório apresentado, essa abstenção de opinião foi convertida em ressalva, pois a Terracap havia se comprometido em fazer os estudos de recuperação dos investimentos.
No ano passado, esse levantamento foi finalmente realizado. O estudo teve como base o modelo de negócios apresentado pela empresa RNGD Consultoria, responsável pelos estudos de viabilidade da parceria público-privada do Estádio Nacional. Esse estudo, chamado teste de recuperabilidade, indicou um potencial de arrecadação de R$ 171 milhões ao longo da vida útil da construção. Com base nesse valor, a Terracap chegou à redução do patrimônio líquido de R$ 1,3 bilhão.
Procurada, a Agência de Desenvolvimento de Brasília informou que não comentará as informações relacionadas ao rombo nos cofres da empresa. “A Terracap não se manifestará enquanto não houver um pronunciamento formal do Conselho de Administração, previsto para a próxima terça-feira, 18 de abril”, explicou, em nota, a companhia.

Crise econômica

Além do rombo gerado pela obra, a Terracap ainda sofre os impactos da crise econômica nacional e da retração no setor imobiliário — principal área de atuação da empresa. Desde 2012, o número de lotes ofertados e vendidos pela companhia cai de forma expressiva. De acordo com o último relatório de administração, referente a 2015, o total de lotes incluídos em editais passou de 1.699, em 2012, para 906, em 2015.
A quantidade de terrenos vendidos diminuiu de 589 para 318 no período. Em termos de recursos arrecadados, essa queda é ainda mais expressiva. Em 2012, a Terracap licitou lotes que somaram R$ 1 bilhão. Três anos depois, esse valor despencou para R$ 196 milhões. A agência também enfrenta um grave problema de inadimplência. Em 2015, 46,6% dos contratos estavam em atraso com pagamentos. DO C.BRASILIENSE

A responsabilidade de Lula

 Há um antes e um depois de Lula na corrupção nacional, capaz até de assustar Emílio Odebrecht

Há quem veja nas delações da Odebrecht e nas centenas de inquéritos delas decorrentes, tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) como na primeira instância, a confirmação de que toda a política nacional está corrompida. A disseminação da corrupção seria de tal ordem que já não teria muita serventia a identificação dos culpados. Com leves variações de tons, todos os políticos seriam igualmente culpados. Ou, como desejam alguns, todos seriam igualmente inocentes.
Como corolário desse duvidoso modo de ver as coisas – como se a deformação da política tivesse pouca relação com a atuação desonesta de pessoas concretas –, há quem entenda que as descobertas mais recentes da Lava Jato desfazem a impressão, tão forte nas primeiras etapas da operação, de que Lula e sua tigrada tiveram uma participação especial na corrupção no País. Eles seriam tão somente um elo a mais na corrente histórica de malfeitos. A responsabilidade por tanta roubalheira caberia, assim querem fazer crer, ao sistema político.
Longe de relativizar a responsabilidade do PT na crise ética da política, as revelações sobre os ilícitos da Odebrecht, delatados por seus diretores e executivos, confirmam e reforçam o papel deletério de Lula na política nacional. Seu papel foi decisivo e central para o abastardamento da vida política brasileira. Foi ele o autor intelectual e material do vil assassinato do interesse público nos dias que vivemos.
A corrupção levada a cabo nos anos do PT no governo federal não é mera continuidade de um sistema corrupto. Há um antes e um depois de Lula na corrupção nacional, capaz até de assustar Emílio Odebrecht. “O pessoal dele (de Lula) estava com a goela muito aberta. Estavam passando de jacaré para crocodilo”, disse o presidente do conselho de administração da empreiteira, em relato por escrito à Procuradoria-Geral da República.
É evidente que já existia corrupção antes de Lula da Silva chegar à Presidência da República. A novidade trazida pelo ex-sindicalista foi a transformação de todos os assuntos estatais em negócio privado. Sem exagero na expressão, Lula da Silva pôs o Estado à venda. A Odebrecht e outras empresas envolvidas no escândalo apenas compraram – sem nenhuma boa-fé – o que havia sido colocado na praça.
Ao perceber que todos os assuntos relativos ao governo federal poderiam gerar-lhe benefícios, pessoais ou ao Partido dos Trabalhadores, Lula da Silva procedeu como de costume e desandou a negociar. Com alta popularidade e situação econômica confortável – o País desfrutava então das reformas implementadas no governo anterior e das circunstâncias favoráveis da economia internacional –, Lula não pôs freios aos mais escusos tipos de acordo que sua tigrada fazia em seu nome, em nome do governo e em nome do partido, como restou provado no mensalão e no petrolão.
Lula da Silva serviu-se do tradicional discurso de esquerda, de ampliação da intervenção do Estado na economia, para gerar novas oportunidades de negócio à turma petista. São exemplos desse modo de proceder as políticas de conteúdo nacional e da participação obrigatória da Petrobrás nos blocos de exploração do pré-sal. Aquilo que era apresentado como defesa do interesse nacional nada mais era, como ficaria evidente depois, que uma intencional e bem articulada ampliação do Estado como balcão de negócios privados.
Lula não inventou a corrupção, mas criou uma forma bastante insólita de fazer negócios escusos. Transformou a bandalheira em política de Estado. Com isso, corruptos, velhos e novos, tiveram ganhos nos anos petistas que pareciam não ter limites. Não foi por acaso nem por patriotismo, por exemplo, que o governo petista estimulou as empreiteiras a expandir sua atuação para novas áreas, como a exploração de petróleo. Assim, incluía-se mais uma oportunidade ao portfólio de negociatas da tigrada de Lula.
Todos os inquéritos abertos a partir das delações da Odebrecht merecem especial diligência. Seria equívoco não pequeno, no entanto, achar que o envolvimento de tanta e diversificada gente nas falcatruas de alguma forma diminui a responsabilidade de Lula da Silva pelo que aí está. A magnitude dos ilícitos descobertos pela Lava Jato, da Odebrecht e de tantas outras empresas e pessoas, só foi possível graças à determinação de Lula da Silva de pôr o Estado à venda. Não lhe neguemos esse mérito. DO ESTADÃO

SALVE MEU SENHOR E SALVADOR... SEJA BEM VINDO...

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Aleluia! Cristo ressuscitou verdadeiramente! Despojou a morte e venceu o império das trevas, sendo vitorioso e dando-nos também a vitória.  DO LIBERTATUM