sábado, 21 de julho de 2012

A CASA DO ESPANTO - DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - É O PAÍS DO CONTRADITÓRIO.

 A Casa do Espanto expulsou a parte boa

 Coluna do Augusto Nunes

A demissão de Denise Rocha, assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI), deixa claro que até no clube dirigido por Madre Superiora tolerância tem limite. 
A Casa do Espanto, como o país está cansado de saber, não vê nada de mais em cenas de roubalheira explícita, assaltos a cofres públicos, desvios de verbas do Orçamento, ladroagem hedionda, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, corrupção ativa ou passaiva, atentados ao decoro parlamentar e aos bons costumes, compra e venda de votos, cabides de empregos onde se penduram parentes, amigos, vizinhos, agregados ou desconhecidos de confiança, pagamento das despesas da amante com donativos de empreiteiras, aluguel de partidos, arrendamento de bancadas, funcionários fantasmas, atos secretos, corporativismo endêmico, alianças obscenas, acertos cafajestes e outros atropelamentos do Código Penal.
Tão compassiva quanto a Casa do Espanto, a Câmara aceita tudo isso e mais um pouco ─ mensalões, mensalinhos, sequestro, homicídio e tráfico de drogas, por exemplo. Os deputados federais não conseguiram enxergar nada de errado sequer no pornopolicial de verdade em que a colega Jaqueline Roriz desempenha com brilho e aplicação o papel de corrupta. Veja o vídeo abaixo. Isso pode. O que não pode no Congresso é uma funcionária protagonizar um vídeo de sexo ao lado de um colega de trabalho. 
Veja as fotos abaixo. Isso não pode de jeito nenhum. Prejudica a imagem do Legislativo. Compromete a credibilidade de Suas Excelências. É coisa gravíssima. Dispensa o devido processo legal, É caso para demissão por justa causa, sem direito a recurso nem direito a defesa, como acaba de saber a jovem que se atreveu a violar o primeiro e único artigo do código moral do Congresso.
Denise Rocha saiu, Jaqueline Roriz ficou. Coerentemente, a Casa do Espanto eliminou a parte boa da chanchada.
DO FERRA MULA

Malafaia funica Pedro Bial e o chama de ridículo

No último programa “na moral’, do amoral  Pedro Bial, a TV GLOBO decidiu atacar a moral da família brasileira patrocinando a cena surreal de um casamento de duas lésbicas na TV. O evento foi embalado por um desavergonhado proselitismo à união homossexual apresentada como sendo o padrão de normalidade.
Pedro Bial afirmou que a moral do brasileiro está mudando e que metade da população é favorável a união civil homossexual, sem apresentar dados estatísticos corroborando tamanha falácia.


 Silas Malafaia comentou:

Eu entendo que o mundo não é igreja. Não podemos esperar que pecadores tenham a mesma atitude de quem conhece a verdade. Mas não podemos deixar a nossa indignação e protesto, seja de quem quer que seja, quando princípios fundamentais, instituídos por Deus, e que tem norteado toda a historia da civilização humana, venham a ser quebrados e com uma falsa apologia a algo terrivelmente condenado por Deus.
Fica aqui o nosso protesto veemente pela propaganda ostensiva, ridícula, usando até criança para falar bem da causa gay.
Pedro Bial, que já tem feito papel de medíocre e ridículo no Big Brother Brasil, agora para mostrar que é mais ridículo ainda, vem fazer programa de uma verdadeira propaganda de união gay, enganando a sociedade ao mexer no emocional das pessoas, quando na verdade, por trás das câmeras, estas relações são terrivelmente problemáticas. Vamos ver as consequências nas gerações futuras de crianças sendo criadas por casais homossexuais.
Leia a declaração completa de Malafaia AQUI.
À Mala o que é de Mala: Bial mereceu o porrete. Aliais, o ridículo do Bial só anda levando funicada neste programa, Pedro Cardoso que o diga... Olha ai:

DO GENIZAH

Um tiro na nuca da nação - GUILHERME FIUZA

O GLOBO - 21/07

Carlinhos Cachoeira disse que vai à CPI quando quiser, porque a CPI é dele. Quase simultaneamente, um dos agentes federais que o investigaram é executado num cemitério, enquanto visitava o túmulo dos pais. Al Pacino e Marlon Brando não precisam entrar em cena para o país entender que há uma gangue atentando contra o Estado brasileiro. Em qualquer lugar supostamente civilizado, os dois tiros profissionais na nuca e na têmpora do policial Wilton Tapajós poriam sob suspeita, imediatamente, os investigados pela Operação Monte Carlo - alvos do agente assassinado. Mas no Brasil progressista é diferente.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se pronunciou sobre o crime. Declarou que "é leviano" fazer qualquer ligação entre a execução do policial federal e a operação da qual ele fazia parte. E mais não disse. Tapajós foi enterrado no lugar onde foi morto. Se fosse filme de máfia, iam dizer que esses roteiristas exageram. No enterro, alguém de bom-senso poderia ter soprado ao ouvido do ministro: dizer que é leviano suspeitar dos investigados pela vítima, excelência, é uma leviandade.
Mas ninguém fez isso, e nem poderia. O ministro da Justiça não foi ao enterro. Wilton Tapajós era subordinado ao seu ministério, atuava na principal investigação da Polícia Federal e foi executado em plena capital da República, mas José Eduardo Cardozo devia estar com a agenda cheia. (Talvez seja mais fácil desvendar o crime do que a agenda do ministro.) Por outro lado, o advogado de Cachoeira, investigado pelo agente assassinado, é antecessor de Cardozo no cargo de xerife do governo popular. Seria leviano contrariar o companheiro Thomaz Bastos.
Assim como o consultor Fernando Pimentel (ministro vegetativo do Desenvolvimento) e Fernando Haddad (o príncipe do Enem), Cardozo é militante político de Dilma Rousseff e ministro nas horas vagas. O projeto de permanência petista no poder é a prioridade de todos eles, daí os resultados nulos de suas pastas. Cardozo anunciara que ia se aposentar da política, e em seguida virou ministro. Lançou então seu ambicioso plano de espalhar UPPs pelo país e se aposentou (da função de cumpri-lo). Deixou de lado o abacaxi do plano nacional de segurança, que não dá voto a ninguém, e foi fazer política, que ninguém é de ferro. Para bater boca com a oposição e acusá-la de politizar a operação da PF, por exemplo, o ministro não se sente leviano.
Carlinhos Cachoeira era comparsa da Delta, a construtora queridinha do PAC. O bicheiro mandava e desmandava no Dnit, órgão que, além de acobertar as jogadas da Delta, intermediava doações para campanhas políticas, segundo seu ex-diretor Luiz Antonio Pagot. Entre essas campanhas estava a de Dilma Rousseff, da qual Cardozo fazia parte. O policial federal assassinado estava entre os homens que começaram a desmontar o esquema Cachoeira-Delta, e seus tentáculos palacianos. O mínimo que qualquer autoridade responsável deveria dizer é que um caçador da máfia foi eliminado de forma mafiosa. Mas o falante ministro da Justiça preferiu ficar neutro, como se a vítima fosse o sorveteiro da esquina. Haja neutralidade.
Montar golpes contra o Estado brasileiro é, cada vez mais, um crime que compensa. Especialmente se o golpe é montado dentro do próprio Estado, com os padrinhos certos. Exemplo: às vésperas do julgamento do mensalão, um conhecido agente do valerioduto acaba de ser inocentado, candidamente, à luz do dia.
Graças a uma providencial decisão do Tribunal de Contas da União - contrariando parecer técnico anterior do próprio TCU -, Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil que permitiu repasses milionários à agência de Marcos Valério, não deve mais nada a ninguém. Os famosos contratos fantasmas de publicidade, que permitiram o escoamento sistemático de dinheiro público para o caixa do PT, acabam de ser, por assim dizer, legalizados. Nesse ritmo, o Brasil ainda descobrirá que Lula tinha razão: o mensalão não existiu (e Marcos Valério se sacrificou por este país).
O melhor de tudo é que uma lavagem de reputação como essa acontece tranquilamente, sem nem uma vaia da arquibancada. No mesmo embalo ético, Delúbio Soares já mandou seu advogado gritar que ele é inocente e jamais subornou ninguém. O máximo que fez foi operar um pouquinho no caixa dois, o que, como já declarou o próprio Lula, todo mundo faz. Nesse clima geral de compreensão e tolerância, o ministro do Supremo Tribunal Federal que passou a vida advogando para o PT já dá sinais de que não vai se declarar impedido de julgar o mensalão. O Brasil progressista há de confiar no seu voto.
Esses ventos indulgentes naturalmente batem na cela de Cachoeira, que se enche de otimismo e fala grosso com a CPI. Se o esquema de Marcos Valério está repleto de inocentes, seria leviano deixar o bicheiro de fora dessa festa.

DO PERCA TEMPO