sábado, 17 de março de 2012

Após encontro com Dilma, Blatter volta à Suíça levando apenas promessas e boas intenções

  • Pelé e Blatter observam foto na qual aparecem ao lado da presidente Dilma Rousseff. Sorrisos e sóPelé e Blatter observam foto na qual aparecem ao lado da presidente Dilma Rousseff. Sorrisos e só
O saldo final do encontro desta sexta-feira entre a presidente Dilma Rousseff e Joseph Blatter, presidente da Fifa, não foi muito além do êxito em retomar as conversações entre o governo brasileiro e a entidade máxima do futebol mundial. De prático, porém, tudo que Blatter vai levar de volta para a Suíça é a promessa de mais audiências com Dilma, e, ainda assim, sem data definida.
Após uma hora de conversa no Palácio do Planalto, Blatter não saiu com a garantia de que bebidas alcóolicas serão vendidas durante o Mundial, não diminuiu a desconfiança do governo brasileiro em relação à entidade esportiva e não eliminou as restrições a seu secretário-geral, que semanas atrás recomendou um nada diplomático “chute no traseiro” do Brasil por conta dos atrasos em obras relativas à Copa.
Quando será o próximo encontro? “Quando ela (a presidente Dilma) estiver na Europa, eu irei. Se estiver no Brasil, virei”, afirmou Blatter, após um almoço concedido pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).
Mais cedo, logo após a conversa na sede do governo, o suíço tentou mostrar algum otimismo, com uma dose de cobrança por colaboração entre Fifa e Brasil. “Já era hora de o presidente da Fifa ter uma reunião com a presidente do Brasil”, disse o cartola, ao lado do embaixador da Copa, Pelé, e do ex-jogador Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local (COL). “Concluímos que precisamos trabalhar juntos, de mãos dadas.”
Ciente da antipatia de Dilma pelo ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol Ricardo Teixeira, o presidente da Fifa não o citou na conversa. Dedicou o mesmo tratamento a seu substituto, José Maria Marin, que nem sequer estava no encontro. O suposto novo homem forte do COL (Comitê Organizador Local da Copa) está na Argentina, onde se reúne com o presidente da associação de futebol local, Júlio Grondona. “Não discutimos detalhes”, justificou-se.
Confusão sobre a lei Geral
Nem os governistas sabem explicar se há ou não um acordo assinado com a Fifa para a venda de bebidas alcóolicas no Mundial. A visita de Blatter não serviu para colocar ponto final no assunto e várias saídas legislativas estão sendo cogitadas para resolver o assunto. Entre elas, uma solução fácil para o Palácio do Planalto e difícil para a entidade esportiva: não proibir nem autorizar a venda, de forma que os Estados-sede decidam o que farão.
FONTE: UOL

Vale tudo na imprensa esportiva para melhorar imagem de Dilma

A trapalhada, inapta, acuada pelos aliados, confrontada pelas próprias mentiras de campanha eleitoral – só não vê quem não quer o desgaste de Dilma Rousseff após menos de um terço de seu mandato. Mas para algumas nobres cabeças do jornalismo esportivo como Juca Kfouri, qualquer notícia é motivo para tentar dar uma polida na imagem da presidente. Até mesmo quando não há notícia alguma.
Leia abaixo o texto publicado pelo blog do jornalista Juca Kfouri e procure encontrar alguma relação lógica entre o título (“Gol de Dilma”) e o post em si:
GOL DE DILMA
Cadê o Ricardo Teixeira?
Boca Raton comeu.
Cadê o Jéróme Valcke?
Brasília bebeu.
Cadê Joseph Blatter?
Está ao lado, todo pimpão, de Dilma Rousseff.
A presidenta, discretamente, mas com vigor, marcou seu gol.
Obstáculos removidos, fez, com altivez e sorridente, o que era para ser feito nestas alturas do campeonato, quando não há mais tempos para brincar de gato e rato com a Fifa e a Copa do Mundo no Brasil.
Num encontro de pouco mais de uma hora, que trouxe o presidente da Fifa da Suíça e a manteve em seu gabinete, tudo ficou no melhor dos mundos.
O Brasil, é claro, cumprirá o que Lula assinou, mas mudou o tom da relação.
Daqui pra frente tudo vai ser diferente.
E, ao que tudo indica, para melhor.
Até porque a qualidade do ar mudou consideravelmente do começo para o fim desta semana.
Kfouri quer fazer crer que Dilma teria atingido algum tipo de êxito na relação com a FIFA, e que ela seria responsável direta pela evolução do “estado de coisas”. Mas o jornalista não informa como, nem onde, nem por quê. Ele não informa nada, na verdade. O texto parece mero pretexto para o título simplório. O que melhorou? Por que “tudo será diferente daqui para frente” (e “para melhor”)? O que mudou na relação? Quais “obstáculos” foram removidos? Qual a relação entre a queda de Teixeira e Dilma? E entre ela e a ausência de Valcke?
O texto não faz nenhum sentido – exceto o publicitário. Bem, então talvez esteja tudo explicado.
DO MIDIA@MAIS

A aborteira e os médicos.

Eu tinha salvado esta notícia para comentar mais tarde.
Veio o cansaço e não pude fazê-lo.
Faço agora.
Ela representa mais um absurdo saído da latrina mental que se localiza entre as duas orelhas aborteira Menecuci.
Sigamos.

Aborto-PTMinistra Eleonora Menicucci critica médico que não faz aborto legal
Para secretária de Políticas para Mulheres, profissional que não faz procedimento por princípio deve ser trocado

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. "É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar", disse Eleonora nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento.
Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos.
O discurso da ministra arrancou elogios de grupos feministas, mas foi imediatamente respondido pelo representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no conselho, Clóvis Bonfleur. "Religião é um direito que tem de ser respeitado. É preciso pensar em alternativas. A obrigação de ofertar serviços de saúde é do Estado", rebateu. Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas.
Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.
Até 2009, 442 hospitais estavam aptos a atender casos de violência sexual e 60 a realizar aborto previsto em lei.
Atualmente, são 557 centros para atendimento das mulheres e 63 capacitados para fazer o aborto. De acordo com ministério, outros 30 estão sendo capacitados para também fazer a interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei.
"Esse número de 63 centros é insuficiente. Basta ver as estatísticas de estupro. No Rio, por exemplo, esse número chega a 20 casos por dia", acrescentou a secretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não fez comentários sobre a objeção de consciência alegada por médicos que trabalham nos serviços, mas afirmou que a pasta prepara um levantamento para verificar a qualidade de atendimento prestado às vítimas de violência.
Por meio da assessoria de imprensa, o ministério informou que ainda não está definida quando essa estratégia será iniciada e quais critérios serão analisados.
Polêmica.
Nem bem foi montada, a estratégia já desperta críticas. O representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, o médico Arilson Cardoso da Silva, avalia que, mais importante do que registros de queixas ou análise de problemas está a capacitação dos profissionais.

O ministério informou ainda que estratégias serão montadas para melhorar a comunicação de dados de violência contra mulher. Durante a apresentação de ontem, foi informado que registros de violência passarão a ser obrigatoriamente inscritos nas fichas de atendimento de média e alta complexidade.
Comissão propõe mudar a lei.
Na semana passada, a comissão de juristas nomeada pelo Senado para elaborar o anteprojeto de lei de um novo Código Penal aprovou um texto que propõe o aumento das possibilidades para que uma mulher possa realizar abortos sem que a prática seja considerada crime. A principal inovação é que, se o documento for aprovado, uma gestante poderá interromper a gravidez até a 12.ª semana de gestação, caso um médico ou psicólogo avalie que ela não tem condições "para arcar com a maternidade". Para autorizar o aborto, seria necessário um laudo médico ou uma avaliação psicológica dentro de normas que serão regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina.

O anteprojeto garante às mulheres que possam interromper a gestação até os dois meses de um anencéfalo ou de um feto que tenham anomalias incuráveis.
O texto final será entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em maio.
MENECUCI É UMA ASSASSINA.
Além de assassina assumida, quer rasgar o CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA que diz que ao médico cabe lutar pela vida.
Mas não é só isso.
Ela quer punir o médico que adotar o "CRITÉRIO DE CONSCIÊNCIA" para não participar da chacina de bebês.
Além de terrorista essa senhora não obedece limites éticos e morais para atingir seu objetivo cretino de liberar o assassinato de crianças indefesas.
É um acinte que ela queira obrigar médicos que são contra a prática do aborto a executar o tipo de assassinato que ela defende.
Gente, estou avisando aqui faz tempo.
NÓS TEMOS QUE REAGIR DE FORMA CONTUNDENTE À SANHA DESTES CRETINOS ASSASSINOS.
ESTÁ PASSANDO DO LIMITE DE TODOS OS CONCEITOS DO QUE É ACEITÁVEL POR UMA SOCIEDADE.
NÓS NÃO PODEMOS FICAR CALADOS DIANTE DESTES CRETINOS SOB PENA DE VER A PAUTA DELES CAIR SOBRE NOSSAS CABEÇAS POR OMISSÃO.

DO GENTE DECENTE

Toffoli julgando o crime do Mensalão não é ilegal. É imoral.

Sempre que lhe perguntam se participará do julgamento do processo do mensalão — o escândalo de corrupção envolvendo políticos durante o governo Lula —, o ministro José Antonio Dias Toffoli responde de maneira evasiva. Antes de assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2009, Toffoli foi advogado do PT, assessor jurídico do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e advogado-geral da União. Para juristas, apenas essa relação funcional com o grupo acusado de comandar o maior esquema de corrupção da história já seria um motivo suficiente para que o magistrado considerasse a hipótese de se afastar do julgamento, cujo início está previsto para maio. Existe, porém, outra razão que deve precipitar a decisão do ministro: sua ex-sócia e atual companheira atuou diretamente na defesa de três acusados de envolvimento com o escândalo do mensalão, incluindo José Dirceu, apontado pelo procurador-geral da República como o chefe da quadrilha. Leia mais na Veja. 
CELEAKS

Reage o Brasil real - Magistrados criticam fim de crucifixos no Judiciário; desembargadores dizem que manterão signo em suas respectivas salas

Por Felipe Bächtold, na Folha:
A retirada de crucifixos de salas do Judiciário gaúcho, decidida na semana passada, causou controvérsia pelo Estado e já desperta reações, da igreja ao meio político. Dois desembargadores declararam oposição à medida e anunciaram que não vão retirar o símbolo religioso de suas salas até que haja decisão definitiva sobre o caso. No último dia 6, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu atender a pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e mandou tirar os crucifixos de todas as salas da Justiça do Estado. O desembargador que relatou o caso argumentou que a presença do objeto religioso pode levar o julgador a não ficar de modo “equidistante” dos valores em conflito.
Cidadãos comuns e a Associação de Juristas Católicos mandaram representações ao tribunal solicitando a reconsideração da medida. O arcebispo de Porto Alegre, Dadeus Grings, disse que a atitude não foi democrática. Anteontem, Grings se encontrou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Paulo Brossard, também crítico da decisão, e conversou sobre o assunto. Em artigo, Brossard citou a medida como sinal de “tempos apocalípticos”.
O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) disse que irá enviar representação ao Conselho Nacional de Justiça contra a medida e prometeu levar o debate ao Congresso. Um dos desembargadores que se opõem à decisão, Carlos Marchionatti, diz que o Conselho da Magistratura não é a instância adequada para tratar do assunto e que a separação entre Igreja e Estado não é absoluta no país. “A maioria tem sentimento religioso, o hino nacional tem referência à divindade. Cristo, no âmbito do Judiciário, representa a Justiça”, diz.
Por Reinaldo Azevedo

Chegou a hora de a oposição dar um chute no próprio traseiro. A tradução é ruim, mas o conselho é bom!

Não adianta a oposição insistir! Ela não vai conseguir me matar de tédio. Assunto é o que não falta — os temas estão aí, dados pela sociedade. E lamento não haver tempo para cuidar de todos eles.
Assim, a oposição pode continuar nesse seu eloquente mutismo que nós vamos cuidar de outras coisas, certo? Onde anda Sérgio Guerra? Cadê Aécio Neves, que é agora “o homem”?
Eu nunca vi — e ninguém nunca viu porque isso não existe — uma política que se caracteriza pela… negação da política! Naquela que foi, sem dúvida, a pior semana vivida pelo governo Dilma — superando em muito as Tensões Pré-Demissão (TPDs) dos ministros acusados de corrupção —, ficamos todos com a impressão de que este é um país onde só há governo. O outro lado sumiu do noticiário. E não venham dizer que é só má vontade da imprensa. Um partido de oposição tem de render ao menos um lead.
Que nada! Se você quiser encontrar descontentes com o governo, procure-os na base aliada. Há ali peemedebistas em penca que são “um pote até aqui de mágoa”. Mais surpreendente: não são raros os magoados também entre os petistas. O nome de Ideli Slavatti foi parar na boca do sapo. Ontem, num ato de quase desespero, o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), correu para tirar uma foto ao lado de Lula. Afrouxem os cintos, o governo sumiu (às vezes, acho que é melhor sem ele…). Essa algaravia toda, esse ritmo buliçoso no Congresso, esse ranger de dentes nos bastidores… Tudo coisa da base aliada!
Há tempos não se via em Brasília uma patetice como a da Lei Geral da Copa! Quer dizer que o governo não havia definido ainda uma linha de ação em algo tão simples: liberar ou não bebida nos estádios? Isso dá uma medida de como anda o resto. A cúpula do Planalto se mobilizou para passar uma orientação e teve de recuar menos de 24 horas depois! E se ouvem muitos resmungos e até ameaças de resistência vindos da… base aliada! “São todos chantagistas!”, gritará alguém. São? Fazer o quê? Eis os parceiros de caminhada de Lula e da Soberana.
Não estou aqui afirmando que a oposição deveria necessariamente fechar questão contra esta ou aquela propostas só para “pegar no pé” do governo. Mas é evidente que há nisso tudo uma questão que é de natureza institucional. O país tem leis. Não pode ficar fabricando outras, ah hoc, a cada vez que decidir sediar um evento. Se a base aliada não vai dar bola pra isso porque entende que seu papel é dizer “sim” ao Planalto, que as oposicionistas se encarreguem, então, dessa defesa institucional.
Não há nada de surpreendente nisso que digo! É assim em todo o mundo. As forças que estão no governo tendem a fazer do pragmatismo seu único Deus. Se seus adversários não reagem, elas caminham para o despotismo até na Dinamarca! É por isso que lembro sempre que é a existência da oposição a prova da democracia — afinal, também existe governo nas tiranias. Mas os nossos oposicionistas — como voz institucional, reitero, não como vozes isoladas deste ou daquele — não querem saber de nada. Ausentam-se do debate.
Na semana passada, Dilma Rousseff mandou para o lixo, por exemplo, uma de suas principais promessas de campanha: a criação de UPPs Brasil afora! No 15º mês de governo, ela descobriu que não bastaria construir prédios (não que o governo seja bom nisso ao menos; não é!). Seria preciso também treinar milhares de homens para a tarefa. Para que o serviço funcionasse, teria de ser operado em conjunto com os estados. Seria um trabalho gigantesco. Tratar a violência como questão federal é uma obrigação, sim. Afinal, há mais de 50 mil homicídios por ano no país. Acreditar, no entanto, que o governo federal pudesse tocar esse megaprograma de instalação de unidades de polícia era uma tolice formidável. Mas parecia divertido prometer que o modelo do Rio se espalharia — como se ele tivesse sido massificado lá, o que é mentira. Indiretamente, fazia-se um ataque a São Paulo. Não tem mais UPPs financiadas pelo governo federal, não!  Também não saíram do papel as creches, as quadras, as UPA… E sabem o que disse a oposição? Se souberem, me contem!
Hoje, como se vê, a principal fonte de críticas ao governo é o próprio governismo. Faltassem os temas administrativo-institucionais — e não faltam! —, há os outros, que mobilizam e dividem a sociedade, alguns ligados ao governo, outros nem tanto. Fico com a impressão de que os candidatos a líderes da oposição — e, por enquanto, não passam disso! — vivem a ilusão de que, caso não opinem sobre nada, caso jamais entrem numa bola dividida, conseguirão angariar a simpatia de todos. Engraçado… A minha impressão é outra: por omissos, acho que acontece o contrário: granjeiam é a antipatia de todos. Eleonora Menicucci voltou a disparar barbaridades sobre o aborto; valores importantes da sociedade brasileira — sim, os religiosos também — estão sofrendo o assédio do laicismo ignorante; pipocam manifestações de desrespeito ao estado de direito…
Não estou dizendo que as oposições deveriam, necessariamente, abraçar esses temas todos. Não faço agenda pra ninguém. Não me cabe. Só estou lembrando que a sociedade brasileira está muito mais viva do que essa oposição cartorial e burocrática. Sei que muita gente torce o nariz para a bancada evangélica, por exemplo, porque há mesmo aqui e ali manipuladores da fé, que criam dificuldades para vender facilidades. Mas há aqueles que levam a sério seus princípios. Cito o grupo só para lembrar que sua mobilização obrigou o governo a vir a público para se explicar sobre alguns temas.
Parlamentares que fazem um trabalho esforçado e decente — e existem! — não devem se zangar com a minha crítica. Reitero que estou aqui a cobrar o que chamei de “voz institucional” da oposição, que tenha a coragem de vir a público para afrontar, quando necessário, um governo popular, sim. Popular e ruim!
Chegou a hora de a oposição se donner un coup de pied aux fesses”!
Por Reinaldo Azevedo
VEJA

IMAGEM DE CRISTO REDENTOR NO RIO DE JANEIRO PODE ESTAR COM SEUS DIAS CONTADOS

Estátua de Cristo Redentor no Rio: o próximo alvo dos comunistas.
Depois que o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu atender a pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas e mandou tirar os crucifixos de todas as salas da Justiça do Estado, há quem diga que a gigantesca imagem do Cristo Redentor, emblema do Rio de Janeiro está com seus dias contados. Falta pouco para que a turma do PT mande por abaixo o Cristo Redentor carioca. Ah! - dirão alguns - mas não foi o PT que exigiu a proibição, mas a ONG  de lésbicas. Ao que eu retruco com uma indagação: Tá bom. Então essa ONG de lésbicas é contra o PT e vota na oposição?
Os que me dão a honra da leitura aqui no blog sabem que eu sou ateu. Mas como disse inúmeras vezes, sou ateu mas não sou estúpido e burro a ponto de não reconhecer o impacto do cristianismo e do judaísmo na formação cultural do Ocidente. E já afirmei também em post mais abaixo que sou contra a proibição de crucifixos, porquanto a iniciativa faz parte do diabólico plano do movimento comunista internacional cuja finalidade é a destruição da cultura ocidental. E cabe acrescentar a isso que fazem parte dessa conspiração anárquica, turbinada pelo pensamento politicamente correto que deseja destruir todos os valores da civilização ocidental, os padres e teólogos belzebus.
Não se trata de uma ação pontual de uma ONG de lésbicas, mas de um conjunto de ações baseadas no pensamento politicamente correto cuja meta é a destruição da civilização ocidental. Dou alguns exemplos: recentemente houve um movimento em Nova York que defendia a construção de um centro islâmico a uma quadra do marco zero, o local onde estavam as torres gêmeas do WTC que foram alvo do atentado perpetrado por terroristas islâmicos. 
Outro fato: sabe-se que há um projeto para construção de uma mesquita com minarete e salas para madraçais próximo ao aeroporto Salgado Filho, que foi exultada em artigo no jornal Zero Hora, de Porto Alegre no ano passado.
Verifica-se também com freqüência inusitada a presença cada vez maior de mulheres com o véu islâmico transitando em todo o Brasil, embora não se veja seus maridos de toalhas na cabeça. Há uma invasão muçulmana em todo o mundo ocidental, embora em seus países não tolerem a existência de cristãos. Se algum cristão tentar erguer uma igreja numa dessas nações islâmicas será preso e condenado à morte!
Outro aspecto a ser notado e que não está desligado desse plano de destruição do Ocidente pelo movimento comunista internacional, do qual o PT faz parte, diz respeito à inusitada campanha em favor da legalização do aborto e até mesmo o assassinato de recém-nascidos como o defendido por acadêmicos da bioética australianos conforme noticiei aqui no blog há alguns dias. Tanto é que não se ouviu um pio contrário à macabra proposta por parte dos petistas.
A proibição de signos e emblemas que tipificam valores da civilização ocidental, como está ocorrendo no Rio Grande do Sul, é apenas o começo de uma avalanche de práticas iníquas que vai solapando a civilização ocidental. A ação deletéria do comunismo internacional não se dará mais através de atos violentos como no passado, mas no plano cultural.
O que acabei que afirmar nestas linhas não é nenhuma teoria conspiratória. No entanto, o PT e seus sequazes irão ironizar, escarnecer e tentar de todos os modos me desmoralizar. E isto é a prova cabal de que estou dizendo apenas a verdade.
O Cristo Redentor, com os braços abertos sobre a Guanabara, poderá sobreviver apenas na poesia suave e alegre da música do saudoso Tom Jobim. 
Tem razão o jurista Paulo Brossard, quando resume em duas palavras essa escalada da vagabundagem comunista: "Tempos apocalípticos". 
DOALUIZIOAMORIM

Editorial - Estado de São Paulo

Os arreganhos da tigrada

logo-estadaoA parte que cabe à presidente Dilma Rousseff nas desavenças do governo com a assim chamada base aliada já foi exaustivamente exposta. Vai desde o seu temperamento impositivo à aparente relutância a dominar os códigos da política, passando pela incompreensão do fato elementar de que, nas sociedades democráticas, a propensão para o entendimento com os partidos e o Parlamento, mais do que um atributo subjetivo dos governantes a ser usado em proveito próprio, é condição de legitimidade de seus atos e matéria-prima para a construção da sua liderança. No entanto, as carências da presidente não esgotam a narrativa de seus percalços políticos.
Eles resultam também do fardo que Dilma herdou do mentor Luiz Inácio Lula da Silva e da natureza do jogo político no Brasil. Para ajudar a elegê-la e ajudá-la, no poder, a aplastar a oposição, o então presidente montou e se tornou fiador da mais derramada coligação partidária da história nacional. Entre agremiações grandes, médias, pequenas e nanicas, nada menos de 18 subiram (ou acharam que subiram) a rampa do Planalto com a criatura política do líder que investiu o seu imenso carisma, popularidade e desenvoltura no uso da função para perpetuar nas instituições de governo a supremacia do esquema de sua lavra. À frente situacionista se juntaria, tão logo nasceu, o PSD, que não é de esquerda, nem de direita, nem de centro, mas de Gilberto Kassab, o prefeito paulistano.
Haja bocas a sustentar - ainda mais quando a expectativa por verbas e cargos é tudo o que aproximou da nova presidente a esmagadora maioria dos membros da coalizão de governo. Excluem-se dos aspirantes a comensais as microssiglas, fadadas a se satisfazerem, se tanto, com as migalhas do banquete, e, naturalmente, o PT, o dono dos comes e bebes. Mal acostumados com a mão aberta de Lula no segundo mandato - no primeiro, a sua gente preferiu comprar apoios com metal sonante mesmo, com os resultados conhecidos do mensalão -, os aliados deram de cara com a sovinice da sucessora. Acrescentando insulto à injúria, ela ainda demitiu uma penca de ministros, embora a contragosto, e estabeleceu uma antinomia humilhante para a politicalha em geral: ela, a faxineira; eles, o entulho.
Não fosse a maioria parlamentar tão desprovida de decoro, e fossem os motivos do estranhamento com Dilma divergências substantivas de orientação governamental, as tensões que transbordam do noticiário de Brasília mereceriam ser levadas a sério. Em vez disso, prevalece a imagem de uma chefe de governo cujas limitações avultam diante dos arreganhos de uma tigrada ávida por se lançar sobre os meios que lhes garantem a sobrevivência: a alocação de verbas para os seus feudos e a partilha do Planalto. A crise aberta com a demissão dos líderes do governo na Câmara e no Senado teve novo lance quarta-feira com o "rompimento" da bancada do PR no Senado (7 cadeiras em 81) com a presidente. O episódio é de livro de texto.
Em junho do ano passado, uma barragem de denúncias atingiu o Ministério dos Transportes em posse do partido desde os anos Lula. O escândalo derrubou, além de 15 suspeitos, o titular da pasta, o senador licenciado Alfredo Nascimento, homem forte da legenda. No seu lugar Dilma nomeou o economista Paulo Passos, também do PR. Mas os caciques da sigla nunca o aceitaram como ministro, por não ter sido indicado por eles. O governo, por sua vez, vinha evitando dizer não, com todas as letras, à pretensão perrepista de emplacar outro correligionário. O caldo entornou de vez depois que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, riscou, um a um, os nomes de uma lista que lhe apresentara o líder da legenda no Senado, Blairo Maggi.
"Cansei", reagiu o rei da soja. "PT saudações." Não por acaso, um dia antes o governo havia escolhido Eduardo Braga, do PMDB, para seu líder na Casa. Nascimento e Braga são adversários na política amazonense. O cansaço de Blairo, porém, tem conserto. Ele tomou o cuidado de bater a porta na cara do Planalto e mantê-la entreaberta. Disse, com a naturalidade com que seus pares embaralham esfera pública e ambições privadas, que o PR "não abre mão" de voltar aos Transportes. Mas disse também que, se a presidente, afinal, ceder, o partido voltará a ser governo.
DOGENTEDECENTE

Lula e Dilma fugindo dos evangélicos como o diabo da cruz. E querendo distância dos velhos aliados do PMDB.

Depois de visitar Lula antes de visitar Dilma, Eduardo Braga (PMDB-AM), novo líder do Senado, deu a seguinte entrevista, oficalizando a Operação Limpeza que será feita na base, para criar uma nova frente distante do mensalão, da corrupção e do fisiologismo que o eles mesmos, do PT, montaram para tomar de assalto o poder
Estadão: Lula agora apoia a proposta de mudança na relação com o Congresso, mas governou com velhas práticas, como o fisiologismo.
Eduardo Braga: Lula está convencido de que o País mudou e está preparado para enfrentar essas transformações. Ele, eu e a presidente Dilma Rousseff sabemos que não é para implodir pontes. É mostrar que há um novo modo de fazer política. Não é possível que a classe política não entenda que se pode adequar práticas republicanas a uma nova consciência nacional.
Que novas práticas serão estas?
É fazer a interlocução com o Congresso não baseada no varejo, mas em projetos e políticas públicas. Aconselho-me com Lula há mais de dez anos e ele me disse que o Brasil de hoje não é mais o de 2002 e que vale a pena fazer uma frente pela transformação. Que Deus me proteja, porque sei o tamanho da bronca que é isto.
Esta mudança exige nova postura do governo. Aliados se queixam de que não são ouvidos. A presidente está disposta a isso?
Claro que sim. Ninguém muda nada sozinho. A presidente está convencida de que vale a pena fazer este esforço. Não existe mudança sem luta.
Será possível mudar com um Congresso habituado a velhas práticas fisiológicas?
Uma base tão grande como a da presidente tem bons valores. Por que aliados como os senadores Pedro Taques (PDT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia (PP-RS) e Pedro Simon (PMDB-RS) não podem ser mais ouvidos e influentes no governo?
E como ficam velhos aliados?
Isso não significa que a experiência e sabedoria do presidente (do Senado) José Sarney não são valorosas. Foi a partir de sua atuação na transição democrática que se abriu espaço para transformações.
Como ficará o PR nesse novo conceito de interlocução?
O PR tem de entender esse clamor que acreditamos ser da sociedade. Cargo é consequência e não se pode inverter a ordem do fator porque, nesse caso, altera o produto. Temos de discutir o projeto e concluir que fulano tem perfil capaz de conduzi-lo. O que não pode é dizer: nomeia o fulano, porque ele é do partido tal.
DO
CELEAKS

PT, PSDB E OS DEMAIS Ps ...... FARINHA DO MESMO SACO - ENÉAS CARNEIRO



Parece ate profética esta fala do Enéas, ele compara PT.. PSDB e demais Ps.. incrível a visão deste homem, penso que o Brasil perdeu a última chance de sair da lama quando elegeu esta quadrilha organizada que se divide em facções criminosas que chamamos de partidos e que faz jogo de situação e oposição e se alterna no poder.
Escute e repasse.. serve para nossa reflexão, estamos em um ano político.

O senador esqueceu que defensores da lei não podem ter bandidos de estimação

Integrante do Ministério Público de Goiás desde 1983 e secretário de Segurança entre 1999 e 2002, o promotor licenciado Demóstenes Torres deveria saber que quem prende não pode conviver fraternalmente com candidatos à cadeia. Reeleito em 2010 por brasileiros entusiasmados com o combate movido por Demóstenes contra a corrupção institucionalizada e impune, o senador do DEM deveria saber que a coerência proíbe a quem estigmatiza publicamente parcerias promíscuas o cultivo, na vida privada, de ligações igualmente perigosas. Deveria saber, mas não sabe. Ou finge que não, o que dá na mesma.
Se compreendesse que um defensor da lei não pode ser amigo de um caso de polícia, como ressalta o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o senador não teria admitido no círculo restrito aos muito íntimos o delinquente de estimação Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, condenado há dias a dez anos e meio de prisão. Segundo reportagem de VEJA, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça registraram 288 diálogos travados em 2010 entre o parlamentar oposicionista e o oficial graduado da máfia dos caça-niqueis. Uma conversa por dia. Coisa de irmão.
“Carlinhos é meu amigo”, reconheceu. “É uma figura conhecida em Goiás, simpática com todo mundo, é um empresário daqui”. A descrição pode ser estendida aos bicheiros cariocas ─ ou “empresários carnavalescos do Rio”, talvez prefira o senador. “Carlinhos não era conhecido entre nós por explorar jogos de azar”, garantiu. “Para os amigos, dizia que não mexia com nada ilegal”. Todo meliante diz a mesma coisa aos amigos, aos parentes e à polícia. Mas só índios das tribos isoladas ignoram que, desde o século passado, o risonho mafioso atropela o Código Penal com o desembaraço de quem confia nas relações especiais estabelecidas com poderosos em geral e, em particular, políticos sempre disponíveis para pedidos de socorro emitidos por celular.
Na terça-feira, Demóstenas escalou a tribuna para tratar da história mal contada. Tinha uma única e escassa chance de salvação: reconhecer a gravidade do pecado e pedir desculpas aos brasileiros decentes. Em vez disso, dirigiu-se ao plenário para reafirmar a amizade constrangedora e proclamar a inocência. Depois de reiterar que não cometeu nenhum crime nem foi alvejado por acusações formais, foi homenageado por 44 apartes enfaticamente solidários. Representantes de todas as bancadas ─ de Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos a Romero Jucá e Lobão Filho, de Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira a Alfredo Nascimento e Eduardo Suplicy ─ louvaram as virtudes do colega injustiçado.
Marta Suplicy, por exemplo, presenteou-o com o título de “maior e mais brilhante opositor na Casa” e uma frase em dilmês primitivo: “A atitude de ter vindo se colocar em plenário levou toda a Casa a ter uma postura uníssona, de situação e oposição, o que é muito raro”, disse a vice-presidente do Senado. “Deve ter sido agradável perceber o respeito que seus companheiros têm e a sua presunção de inocência, o gesto que todos lhe fizeram”. A novata Ana Amélia, do PP gaúcho, foi incentivada pelo balanço afirmativo de muitas cabelas ao enunciar a interrogação tremenda: “A quem interessa calar a voz mais dura, mais contundente, às vezes até ferina, às denúncias das mazelas da corrupção em nosso país? A quem interessa?”.
Interessa à maioria dos presentes à sessão, berraria um senador sincero se tal raridade da fauna política ainda existisse. Quase todos os 44 apartes poderiam ser fundidos numa frase: “Bem-vindo ao clube, Demóstenes Torres”. O que pareceu um desagravo coletivo a um colega exposto ao temporal não passou de uma demonstração de força corporativista dos presididos por José Sarney. O aplauso unânime da Casa do Espanto não deixou Demóstenes melhor no retrato. Como sempre, só reforçou a sensação de que o aplaudido fez algo de errado.
É difícil acreditar que o senador nunca viu o vídeo, em cartaz desde 2004, em que Carlinhos Cachoeira contracena com Waldomiro Diniz, um dos incontáveis parceiros bandalhos de José Dirceu. Tenha mentido ou não, Demóstenes está obrigado a assistir à mais recente produção de Carlinhos Cachoeira, divulgada nesta sexta-feira. Agora, o mafioso sem cura trama pilantragens com o deputado federal Rubens Otoni, do PT goiano. “Todo mundo, de todos os partidos, fala com Carlinhos e com os demais empresários”, disse Demóstenes na terça-feira. É verdade, comprova o vídeo.
É improvável que o senador se anime a comentar as cenas de safadeza explícita. Caso resolva provar que já não anda em má companhia, e voltar à tribuna para condenar a dupla de gatunos, ouvirá em sucessivos apartes o mesmo lembrete formulado no diapasão dos indignados: não se abandona um velho amigo em apuros. A Casa do Espanto festejou o discurso de Demóstenes para inibir os próximos. Pela primeira vez, o senador deverá calar-se diante de um escândalo. E o primeiro silêncio é a anunciação da mudez definitiva.
POR AUGUSTO NUNES
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