sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Senador Pedro Simon, da Frente Suprapartidária Contra a Corrupção, diz que sociedade tem que liderar movimento


RIO - Apesar de nascer desacreditada por alguns colegas, a frente suprapartidária de combate à corrupção e à impunidade lançada no Senado, na última segunda-feira, terá sua primeira reunião oficial na próxima terça-feira, na Comissão de Direitos Humanos. Diversas entidades vão discutir a proposta do grupo liderado pelo senador Pedro Simon (PDMB-RS) de criar um movimento que ganhe as ruas no estilo Diretas Já. Em entrevista ao GLOBO, por telefone, Simon diz já contar com o apoio de 22 senadores e de importantes segmentos da sociedade. "Dilma está fazendo o que seus antecessores não fizeram. Estamos fazendo o movimento para que ela não seja isolada".
ÁUDIO: Ouça trecho da entrevista com o senador Pedro Simon
Como vai ser a primeira reunião do movimento?
PEDRO SIMON: Na terça-feira será a grande reunião, na qual vamos discutir os caminhos a serem seguidos juntamente com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil). Já na quarta-feira, a OAB vai lançar o Observatório da Corrupção, e, depois disso, vamos nos reunir na Universidade de Brasília com os jovens e depois na OAB do RS. O convite à UNE será definido na primeira reunião.
Fernando Henrique e o Lula não fizeram nada nesse sentido, não tomaram nenhuma decisão

O senhor chegou a fazer um paralelo com as Diretas Já...
SIMON: Quando nós lançamos as Diretas Já, e eu fui o presidente da comissão, o movimento caiu na piada, ninguém levou a sério, os generais ditadores se irritaram de um lado, o empresariado do outro, toda a imprensa, ninguém levou a sério. Mas o povo começou a sair na rua, o movimento começou a crescer e deu no que deu. A ditadura acabou.
Qual o principal objetivo da frente?
SIMON: O que a gente quer agora é fazer o movimento pela ética, pela moral, pela seriedade, e que a sociedade participe. Se ficar só no Congresso, só no Executivo e só no Judiciário, não vai acontecer nada. Se a sociedade disser chega de impunidade, vamos realmente fazer as coisas acontecerem.
Não há conflito com a CPI da Corrupção?
SIMON: O Alvaro Dias diz isso, mas é o seguinte: eu assinei a CPI da Corrupção. Mas agora, nesse momento, são duas posições diferentes. O Alvaro é o líder do PSDB e quer criar uma CPI para desgastar o governo, fazer oposição. Nós queremos um entendimento para ter a possibilidade de iniciar o fim da impunidade. Uma coisa não está ligada à outra.
Apenas 10% do Senado apoiando o movimento não é muito pouco?
SIMON: Hoje não temos praticamente nada. Se bem que tem muito mais do que no início da campanha das Diretas. Por isso, temos que ver se a sociedade vai aceitar, se o povo vai iniciar um grande movimento pelo fim da impunidade no Brasil. Mas se você analisar, na segunda-feira, 22 senadores se manifestaram a favor.
A corrupção está centralizada em qual setor?
SIMON: Na impunidade. Todo mundo rouba à vontade e ninguém vai para cadeia. Esse é o problema. Não pense que corrupção é coisa do Brasil. No mundo inteiro tem corrupção, mas no mundo inteiro o corrupto vai para cadeia. Repare no escândalo que fizeram aqui com as algemas? No Brasil, a impunidade é uma pífia realidade.
Como o senhor vê ações de Dilma contra a corrupção?
SIMON: Estou vendo com simpatia, porque o Fernando Henrique e o Lula não fizeram nada nesse sentido, não tomaram nenhuma decisão. O Lula, quando nós fomos lá cobrar a história do Waldomiro (Waldomiro Diniz, subchefe da Casa Civil) que praticou (corrupção), ele deixou. Quando nós quisemos tirar a CPI, ele não deixou. A Dilma já demitiu de cara o maior amigo dela, o chefe da Casa Civil (Antonio Palocci). E já demitiu três ministros. Então, ela está tomando uma posição que os outros não fizeram em 16 anos.
FONTE : O GLOBO

Sponholz: A mala

B DO ALUIZIO AMORIM

Com três anos de antecedência, a sucessão presidencial já começou, com Lula como candidato



E Dirceu, que tenta dominar o PT, vai ficar do lado de quem?

De Lula ou Dilma?

Por Carlos Newton

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidatíssimo para 2014, manobra com grande habilidade nos bastidores e planta notícias nos jornais para pavimentar sua volta ao poder.
Primeiro, foi o ministro Paulo Bernardo que deu entrevista defendendo habilmente a candidatura de Lula e adiantando que a escolha do candidato do PT à Presidência na próxima eleição não será feita pelo partido, mas numa simples conversa entre Lula e Dilma.
 
Agora, Lula usa jornalistas ligados ao PT para divulgar especulações e fazer chegar a líderes petistas a avaliação de que julga um “tiro no pé” debater agora a sucessão de 2014 e que o PT deve se preocupar no momento com as eleições municipais de 2012, o que, aliás, seria o óbvio.
O ex-presidente também divulga informações de que ele próprio desaprova o comportamento de petistas que, por estarem contrariados com a presidente Dilma, pregam a volta dele em 2014 como candidato do PT na eleição presidencial.  

Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada quarta-feira, especula que Dilma tenta se aproximar da sua base aliada, sobretudo PT e PMDB, para procurar conter pela raiz uma prematura e crescente especulação interna sobre uma nova candidatura presidencial de Lula em 2014. 
Sobre o palpitante tema, Lula mantém duas posições.  
Nos bastidores, manobra intensamente defendendo sua candidatura, mas sempre que se encontra com jornalistas, faz o contrário.Em diferentes oportunidades, o ex-presidente já manifestou apoio a uma eventual candidatura de Dilma à reeleição.  
Uma exemplo dessa manipulação nos bastidores é o caso das prévias para escolher o candidato a prefeito de São Paulo. O PT tem seis pré-candidatos: Marta Suplicy, Aloizio Mercadante, Eduardo Suplicy, Fernando Haddad e os deputados federais Carlos Zarattini e Jilmar Tatto.  
Lula já escolheu como candidato o ministro da Educação, Haddad, e estamos combinados.  
Mas para efeito externo, o ex-presidente afirma defender a realização de prévias.
Na direção do PT, quem realmente luta pelas prévias é José Dirceu, pretensamente defendendo os direitos dos demais pré-candidatos, especialmente Marta Suplicy e Aloizio Mercadante.  
O que se desenha, nesse xadrez político da maior importância, não é um possível embate entre Lula e Dilma, mas entre os dois e… José Dirceu, a grande incógnita da equação. 
Já colocamos aqui no blog que, por hora, quem dá as cartas é Lula. 
Mas Dirceu também sabe jogar e faz questão de entrar em cena como figura exponencial do PT. 
Como se sabe, Dirceu ficou milionário com as “consultorias” que deu a alguns dos maiores empresários que atuam no país, nacionais ou estrangeiros, entre eles o próprio Eike Batista. 
Por ora, não tem o que fazer e se diverte se tornando uma eminência parda no PT, cujo presidente atual, Rui Falcão, é inexpressivo, e deve ser substituído por José Genoíno, réu do mensalão, vejam a que ponto o partido chegou.  
Dirceu está fora da política eleitoral, devido à sua cassação, mas não deixa de lado a política partidária.  
“Até 2015 farei o que sempre faço: política. Sou dirigente do PT, militante e, como todo mundo, também tenho que trabalhar, sou advogado”, anuncia. Com esse objetivo, intervém em todas as questões de importância dentro do partido. Agora, por exemplo, está defendendo a candidatura do juiz aposentado João Gandini à Prefeitura de Ribeirão Preto, pelo PT, nas próximas eleições municipais.
Acreditem, se quiserem. Gandini foi o juiz que condenou Palocci em primeira instância por enriquecimento ilícito e prejuízo aos cofres públicos quando havia sido prefeito de Ribeirão Preto (2001-02), causando prejuízo de R$ 72 mil ao erário.
Dirceu esteve recentemente em Ribeirão Preto para participar de um encontro regional entre prefeitos, vices e vereadores do PT. 

O objetivo era debater, a portas fechadas, a reforma eleitoral e as eleições de 2012. “O partido cresceu porque soube renovar e mudar. O PT é o responsável por essa nova classe média, que já tem emprego e agora quer melhores condições de vida, saneamento, transportes”, afirmou na reunião. 
Detalhe: em junho, após a queda de Palocci, o presidente do diretório do PT em Ribeirão, Pedro de Jesus Sampaio, afirmou que queria o petista como candidato às eleições municipais. 
Mas na reunião, Dirceu argumentou que a decisão de voltar ou não à política é de Palocci e que, caso faça isso, terá o seu apoio. “Ele sempre teve minha amizade. Você pode discordar do ponto de vista político, mas do ponto de vista ético não há nada que possa condená-lo neste sentido”. Assim, por enquanto, segue apoiando o juiz Gandini. 
E o jogo está só começando. 
De que lado está Dirceu? Do lado de Lula ou de Dilma?  
A propósito, é preciso lembrar que existe a possibilidade de ambos serem candidatos em 2014, se Dilma Rousseff romper com Lula e mudar de partido, beneficiada pela reforma eleitoral que já está em curso e vai abrir uma “janela” para possibilitar um troca-troca de legendas. São hipóteses, por enquanto, mas na política brasileira tudo é possível, não é mesmo?E vale à pena esperar para ver como é que fica. 19 de agosto de 2011
DO BLOG RESIST.DEMOCRATICA

Um toque de pudor

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
As lideranças do PT e do PMDB costuraram ontem uma saia justíssima na Câmara ao indicarem João Paulo Cunha, réu do mensalão, e o notório Eduardo Cunha, respectivamente para presidente e relator da proposta do novo Código de Processo Civil já aprovada pelo Senado e que começa a ser examinada em comissão especial na próxima quarta-feira.
Quase metade da bancada de 79 deputados do PMDB já se posicionou contrária à indicação de Eduardo Cunha, sustentada pelo líder Henrique Eduardo Alves, mas a reação envolve outros partidos preocupados com a repercussão negativa do fato de, mais uma vez, pessoas de condutas questionáveis serem levadas a postos e funções relevantes no Parlamento.
No caso do Código de Processo Civil soa até como ironia e evidentemente fragiliza a comissão antes mesmo de iniciados os trabalhos.
A notícia da indicação dos dois chegou durante o ato de recebimento da proposta pelo presidente da Câmara, Marco Maia. Na condição de "decano entre os deputados presentes", o deputado Miro Teixeira pediu a palavra para, na frente do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cobrar "agilidade" no julgamento de acusados a fim de evitar o constrangimento do colegiado no convívio com colegas alvos de processos e investigações.
"Falei no sentido de que a Justiça olhe para si e que o Parlamento também se respeite", explicou Miro.
Inevitável: correu a piada de que o mais adequado seria indicar João Paulo e Eduardo Cunha para cuidar de assuntos relativos ao Código Penal.
Descontadas as brincadeiras, o embaraço é geral. Alcança até mesmo o presidente da Câmara, que não veria com bons olhos as indicações. Marco Maia receia que a instituição seja objeto de duras críticas.
Na terça-feira 35 deputados do PMDB haviam se reunido para marcar posição contra a "dobradinha" Henrique Alves e Eduardo Cunha na exclusividade da interlocução com o governo, a fim de fazer ver ao governo que os dois não têm essa delegação. Naquela altura, já se sabia que Alves tinha a intenção de dar a Cunha a relatoria do Código, mas os deputados ainda achavam que ele pudesse recuar.
Ontem, o líder resolveu bancar a indicação e acabou alimentando o sentimento de revolta. Com isso, daqui até quarta-feira haverá uma tentativa de articular com outros partidos a apresentação de novos nomes que não os escolhidos.
Segundo Miro Teixeira, é um movimento sem dono, uma benfazeja "combustão espontânea".
Sejamos claros. Wagner Rossi não saiu do Ministério da Agricultura por ser vítima inocente de uma conspiração nem para livrar a família de ataques insidiosos. Saiu para se proteger.
Para não enfrentar a condenação da Comissão de Ética Pública por ter infringido a norma que veda o recebimento de presentes e favores, ao viajar no jatinho da empresa Ourofino Agronegócio.
Saiu porque a Polícia Federal abriu inquérito para investigar as denúncias feitas pelo ex-presidente da comissão de licitação do ministério sobre o envolvimento dele com fraudes em licitações e distribuição de propinas.
Saiu para preservar o vice-presidente Michel Temer, seu amigo e padrinho, dos malefícios do desgaste.
A serem verdadeiras as alegações (corroboradas pelo PMDB) do ex-ministro, caberia a Wagner Rossi anunciar abertura de processo por calúnia e difamação contra os que lhe fizeram ou veicularam acusações infundadas.
Disse na carta de demissão que seu ímpeto seria "confrontá-los". Aludiu à defesa da própria honra, mas preferiu não fazê-lo mediante os instrumentos judiciais à disposição de todo cidadão.
Rossi repete, assim, Luiz Antonio Pagot e Antonio Palocci, que também alegaram ter sido difamados, mas não foram buscar reparação na Justiça.
Causa própria. Lula diz que é "imbecilidade" e "tiro no pé" falar em eleição de 2014 agora. Por esse raciocínio, fazer campanha desde já enquanto os outros se calam e ficam parados deve ser argúcia estratégica.

Justiça ignorou os apelos e denúncias da juíza assassinada

A primeira mulher a exercer a Presidência da República ainda não deu um pio sobre a primeira juíza assassinada por um grupo de exterminío. Desde 11 de agosto, quando Patrícia Acioli foi abatida por 21 tiros disparados por armas privativas das Forças Armadas e da polícia, Dilma Rousseff não gaguejou uma frase que fosse sobre a emboscada em Niterói.
Quem joga conversa fora todo dia com Ideli Salvatti tem tempo de sobra para pensar na afronta intolerável ao Estado Democrático de Direito. O problema é que Dilma pensa primeiro no governador amigo. Não convém lembrar que Patrícia morreu sem proteção no Rio que Sérgio Cabral pacificou.
“Como cidadão, estou chocado”, concedeu Cabral ao saber do que acontecera do outro lado da ponte. Se o cidadão estava chocado, o governador permanecia tão tranquilo que dispensou a ajuda da Polícia Federal na elucidação do crime.
A Divisão de Homicídios da Polícia Civil saberá cuidar de tudo, garantiu no dia 12 o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Passados cinco dias, a delegada Marta Rocha, que dirige as investigações, não revela o que descobriu ─ se é que fez alguma descoberta. “Estamos trabalhando em silêncio”, explicou nesta quarta-feira.
Morta, Patrícia Acioli continua extraordinariamente mais eficaz que os sherloques muito vivos. Cópias de cartas que deixou provam que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a Secretaria de Segurança Pública ignoraram apelos e denúncias que poderiam ter impedido o desfecho terrível.
Num ofício enviado à presidência do tribunal, por exemplo, revelou que o major que a escoltava tinha vínculos com policiais bandidos que havia condenado. Em outro, mostra-se inconformada com a redução da escolta, determinada pelo Tribunal de Justiça. Em vez de três policiais, seria acompanhada por apenas um.
DO BLOG DO AUGUSTO NUNES

Líder do PSDB no Senado critica aproximação de FHC e Dilma

Senador Alvaro Dias (PR) afirma que oposição tem de insistir em pedido de CPI da Corrupção no atual governo

Fernando Henrique e Dilma lado a lado
O líder do PSDB do Senado, Alvaro Dias (PR), criticou hoje a aproximação entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e a presidenta Dilma Rousseff. “Não cabe à oposição participar da encenação. Temos de exercer nosso direito de minoria e investigar a corrupção que existe no governo”, afirmou.
Ontem a FHC foi o grande anfitrião de Dilma na visita que a presidenta fez a São Paulo para lançar o programa Brasil Sem Miséria na região Sudeste. Na oportunidade, o ex-presidente da República teria dito aos governadores tucanos Antonio Anastasia, de Minas Gerais, e Geraldo Alckmin, que era contra a CPI da Corrupção.
“A manifestação dele não foi partidária. Ele deve ter se solidarizado pelo fato de já ter sido presidente e saber das agruras no poder”, afirmou. “A presidenta Dilma já tem muitos apoios na base aliada. Não precisa da oposição para ajudá-la”, completou o líder do PSDB no Senado, que é o principal articulador da CPI na Casa.
Apesar de integrarem o PSDB, Alckmin e Anastasia tentam manter uma boa relação com Dilma. O governo mineiro, por exemplo, já deu declarações amistosas sobre a presidenta. Disse até que não faria oposição administrativa ao governo da petista. Nos bastidores, Anastasia manter a aliança do PSDB mineiro com o PT para reeleger o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB). Firmado em 2008, o acordo pode ser renovado para a eleição de 2012.
O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse não acreditar que FHC seja contra a CPI da Corrupção. “Não vi nenhuma declaração dele neste sentido. Ele sabe separar a boa relação pessoal da política”, disse. “Do ponto vista partidário, o PSDB apoia em peso a CPI da Corrupção”, completou.
A reconquista
Com problemas na base aliada desde janeiro, Dilma deu início a um movimento para se reaproximar de lideranças no Congresso. Realizou uma série de encontros. Primeiro com deputados e senadores do PMDB. Depois com representantes do PTB, PRB, PSC e PP. Nesse último encontro, Dilma lamentou a saída do PR da base aliada.
Segundo o iG apurou, a presidenta chegou a dizer que o senador e presidente do PR, Alfredo Nascimento (AM),se precipitou ao deixar o Ministério dos Transportes, no começo de julho, em meio a denúncias de corrupção na pasta e no Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) _ o episódio ficou conhecido como “faxina” porque mais de 20 pessoas foram demitidas.
Nesta sexta-feira, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), afirmou que Dilma convidou o partido a voltar para a base aliada. Apesar de Nascimento ter dito que o partido entregaria todos os cargos, a sigla mantém posições importantes no segundo e terceiro escalões de governo.
Além de reconquistar os partidos da base, Dilma recebeu na quinta-feira lideranças do PSD, partido que está em processo de criação é comandado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Em café da manhã no Palácio do Planalto, estiveram presentes cerca de 40 deputados, um senador e dois governadores. Apesar de declarar a sigla independente, Kassab sinalizou apoio à Dilma.
FONTE: IG

FHC prega apoio tucano a Dilma

Nas conversas reservadas com dirigentes do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem defendido que o partido dê apoio à presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção. FHC acha que o PSDB deveria abandonar a articulação para criar uma CPI da Corrupção no Congresso.
O ex-presidente conversou sobre o assunto com os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG). A recomendação foi transmitida ao senador mineiro Aécio Neves, hoje o primeiro da fila tucana para disputar o Palácio do Planalto em 2014.
A presença de FHC no encontro de Dilma com governadores do Sudeste, na quinta (18/08), em São Paulo, foi calculada para se transformar num gesto de apoio à presidente. No evento, houve o lançamento do projeto "Brasil Sem Miséria" para a região.
Na visão de FHC, se o PSDB bombardear Dilma agora, o principal efeito será torná-la refém dos setores mais fisiológicos e atrasados de sua base de apoio no Congresso. Mais: reforçar Dilma diminuiria a possibilidade de uma eventual candidatura presidencial de Lula em 2014.
FHC tem se chocado com o ex-governador José Serra, candidato derrotado por Dilma na disputa presidencial do ano passado. O ex-presidente discorda do tom oposicionista mais duro de Serra, que, hoje, está isolado no PSDB.
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Dilma e Temer
Surtiu efeito a correção de rumos na articulação política do governo Dilma. Uma crise que se anunciava pior do que a do Ministério dos Transportes acabou contornada de modo profissional. Houve, de fato, uma melhora na relação entre a presidente e o PMDB.
Ao mesmo tempo, Dilma combinou a manutenção de maioria política no Congresso com rigor no combate às acusações de corrupção. Essa é uma tarefa difícil, que alguns que não têm a responsabilidade de governar um país complexo como o Brasil confundem com leniência ética.
A demissão de Wagner Rossi da pasta da Agricultura, episódio marcado para implodir a relação entre Dilma e o vice-presidente da República, Michel Temer, aproximou os dois. Dilma deu ao PMDB tratamento diferente daquele empregado com o PR.
Segurou Rossi até quando era possível. A saída e a substituição para preservar a família, o PMDB e o padrinho Temer foram feitas com rapidez. Por tabela, a escolha do deputado federal Mendes Ribeiro (RS) amenizou o clima de hostilidade da bancada do PMDB em relação ao Palácio do Planalto.
Dilma parece ter encontrado o tom político, bem como parceiro para a articulação (Temer). Já passava da hora. O governo tem convivido com uma instabilidade política precoce num momento de turbulência econômica internacional.
Na política, a prioridade do Palácio do Planalto é tentar retomar a retomar a iniciativa, como o republicano encontro da petista com tucanos em São Paulo. Na economia, encontrar as medidas certas para amenizar efeitos domésticos da crise econômica mundial. Uma delas é aumentar a pressão sobre o Banco Central por redução imediata da taxa de juros básica, a Selic.
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Criador e criatura
É equivocado o diagnóstico de incômodo de Lula com o jeito Dilma de tratar suspeitas de corrupção.
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A hora
O ex-ministro José Dirceu gostaria de ser julgado o mais breve possível pelo STF (Supremo Tribunal Federal). No entanto, dada a dificuldade de uma decisão sobre o processo do mensalão ainda neste ano, ganhou força no PT a avaliação de que um julgamento adiante possa resultar em um eventual placar favorável e mais dilatado em benefício de Dirceu e de outros acusados.
Os petistas que têm feito essa avaliação acreditam que 2013 seria um ano em que o Supremo teria uma composição menos hostil aos réus _mesmo sabendo que a pressão da opinião pública terá peso e voto na decisão.
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Asfixia social
Com o tempo, reforçam-se as impressões de que os saques de Londres têm bem menos tempero de banditismo do que apregoa o primeiro-ministro David Cameron.
FONDTE: FOLHA

Depois de acidente, Cabral faz novo contrato com a Delta

AE - Agência Estado
Exatamente dois meses após o acidente de helicóptero no litoral da Bahia que tornou pública a proximidade entre o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, a administração estadual fluminense voltou a firmar com a empreiteira contratos emergenciais, com dispensa de licitação.
A edição de anteontem do Diário Oficial fluminense publicou a formalização de oito acordos que totalizam R$ 37,6 milhões. Os valores devem ser usados em obras consideradas emergenciais em cinco municípios da região metropolitana e do interior do Estado: Cachoeira de Macacu, Itaboraí, Rio Bonito, São Gonçalo e Seropédica.
Os contratos foram assinados pela Secretaria de Estado de Obras, cujo responsável é Luiz Fernando Pezão, que acumula as funções de titular de pasta e vice-governador. Homem de confiança de Cabral, Pezão é apontado como o candidato oficial do PMDB para a sucessão estadual.
Até o acidente de helicóptero, que matou uma nora de Cabral e parentes de Cavendish, no dia 17 de julho, as dispensas de licitação em favor da Delta somavam R$ 58,7 milhões somente este ano. Os R$ 37,6 milhões contratados sem concorrência anteontem representam um incremento de 64% nesta modalidade.
Nos quatro anos e sete meses da gestão do peemedebista, a construtora faturou mais de R$ 1,3 bilhão em contratos com o governo do Estado - sendo R$ 214 milhões em contratos emergenciais. Os dados foram levantados pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) no Sistema de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem).
As oito obras da Delta integram um pacote de 18 contratos emergenciais publicados anteontem do Diário Oficial. Outras cinco empresas dividiram os demais contratos.
FONTE; O ESTADÃO 

Petralhas insatisfeitos com faxina de fachada já falam que Dilma pode “nem terminar mandato”

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“Dilma Rousseff pode ser vítima de um golpe e corre o risco de nem terminar seu mandato”. Este era o papo furado que rolava ontem em rodas de petralhas visivelmente contrariados com as ações da Presidenta, na tal história da faxina de fachada que foge completamente ao controle da cúpula partidária. Informações reservadas asseguram que, apesar das insistentes declarações públicas em contrário, é péssima a relação entre Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva.
Os cardeais do PT, que nunca engoliram “a histórica brizolista Dilma”, conspiram, como nunca, contra ela. Seja para defender o líder Extalinácio, ou para se protegerem de ataques seletivos da “vassoura” de Dilma – que está mais para arrumadeira que para faxineira. Em vez de limpar de verdade, como a marketagem na imprensa amestrada sugere, Dilma tenta arrumar a casa bagunçada por sujeiras politicamente incontornáveis produzidas pela base aliada e pelos petralhas que não se relacionam pessoalmente com ela.
Ao jornal O Globo, de maneira conspiratória e covarde, não assumindo publicamente o que diz, um petralha comentou: “Não concordamos com a tentativa de ataque à herança do presidente Lula. Lula é o nosso comandante. Dilma está constrangendo o PT ao desmontar a imagem de um governo que deu certo”. As palavras do anônimo petralha, que tem estilo de porta-voz dos cardeais do PT, indicam que Dilma corre o risco de “levar um troco” interno no partido.
O problema prático é: quem tem realmente poder é a mão que assina os despachos para o Diário Oficial. E todos sabem que a mão de Dilma costuma ser pesada com aqueles que a contrariam. No fundo, a malvada petralhada não tem condições de aplicar e muito menos fomentar um golpe contra Dilma. O que eles farão é apostar em intrigas e pressões internas que possam desestabilizar, emocionalmente, a Presidenta. Eles acham que, com esta tática, podem afetar a delicada saúde dela, que ainda se trata de câncer linfático, embora seus médicos garantam, publicamente, que o mal foi inteiramente superado.
Mesmo recuperada, Dilma tem dois verdadeiros linfomas políticos para administrar. O mais próximo, institucionalmente, é seu vice-Presidente Michel Temer e a base peemedebista sedenta por cargos e negócios lucrativos na máquina estatal. Quem joga um pesinho na balança, em favor de Dilma, é o fiel companheiro José Sarney, que freia, nos bastidores, ataques mais virulentos dos peemedebistas.
Outro perigoso linfoma político vive à sombra de Dilma: Luiz Inácio Lula da Silva, que tem prontinho o Plano B para tentar retornar ao Palácio do Planalto, na eleição de 2014, se algo der muito errado com Dilma ou se ela, em ato considerado de “traição”, romper com ele. Simbolicamente, Dilma tenta dar sinais de “independência”, como nos beijinhos e abraços com o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, em recente “encontro de trabalho”. Por que Lula não esteve no mesmo encontro? Eis a questão...
Agora, é muito cedo para falar de sucessão. Tudo que for dito é mera especulação e ação comunicativa para iludir os incautos.
No Pântano
"Dilma chegou ao Palácio com a reputação de uma gerente 'no-nonsense', mas que nunca havia ocupado o cargo anteriormente. Quase oito meses depois do início de seu mandato, Dilma Rousseff se viu sugada para dentro do pântano político que é Brasília".
A imagem é de reportagem da revista inglesa The Economist, que circula esta semana, indicando que “Dilma está colocando sua própria marca em um governo que ela herdou de seu antecessor e mentor político, Luiz Inácio Lula da Silva":
"Ela reagiu com firmeza aos escândalos de corrupção, e está se esforçando para preencher as vagas do governo pelo mérito e não através de conexões políticas. Sua recompensa tem sido sinais de motim em sua coligação. Com a deterioração da economia mundial, a capacidade de Dilma Rousseff em impor sua autoridade sobre seus aliados importa bastante para as perspectivas do Brasil".
Próximo alvo
O governador Serginho Cabral já está morrendo de preocupação.
Recrudesce o informe de que o próximo alvo de “faxina” será o Ministério da Saúde.
O objetivo é atingi-lo diretamente, revelando negócios tocados por apadrinhados e empresas muito ligadas ao vascaíno doente que chefia o Palácio Guanabara.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.
DO BLOG ALERTA TOTAL


FATOS PARA REAVIVAR A MEMÓRIA PETISTA SOBRE O GOVERNO CORRUPTO DE LULA

Postado por Lúcio Neto On 10:36 0 comentários

Informação publicada no Estadão Online sobre a "faxina" da Dilma, que é apenas uma faxininha, informa da preocupação dos petistas que temem que isso venha a carimbar a gestão Lula como corrupta. Esses elementos são mesmo desmiolados, não têm memória e querem se passar por inocentes. A gestão Lula, comprovadamente, foi a até agora a mais corrupta da história do Brasil desde a descoberta de Cabral. Vou apresentar a informação do Estadão na íntegra, em contraponto com matérias do Acervo Digital da revista VEJA, que você pode acessar aqui e conhecer a verdadeira ou recordar os fatos da gestão Lula. Você poderá entender porque Lula Apedeuta da Silva fez e faz um mal terrível a este país. Sem ele na vida política do Brasil, já estaríamos em outro estágio do nosso crescimento. Com ele, regredimos para este lamaçal da praga da corrupção que contamina a tudo e a todos.


Petistas temem que ‘faxina’ de Dilma carimbe gestão de Lula como ‘corrupta’


A "faxina" no governo da presidente Dilma Rousseff, que já derrubou quatro ministros em dois meses e doze dias, causa extremo desconforto no PT. Dirigentes do partido, senadores, deputados e até ministros temem que, com a escalada de escândalos revelados nos últimos meses - especialmente nas pastas dos Transportes, do Turismo e da Agricultura -, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva acabe carimbado como corrupto. Todos os abatidos foram "herdados" de Lula.


Em conversas a portas fechadas, petistas criticam o estilo de Dilma, a "descoordenação" na seara política e o que chamam de "jeito duro" da presidente. Uma das frases mais ouvidas nessas rodas é: "Temos de defender o nosso projeto e o Lula." Mesmo os que não defendem abertamente a volta de Lula na eleição de 2014 dizem que Dilma está comprando brigas em todas as frentes - do Congresso ao movimento sindical -, sem perceber que, com sua atitude, alimenta o "insaciável leão" do noticiário e incentiva o tiroteio entre aliados.



Na avaliação de petistas, o poderoso PMDB - que na quarta-feira, 17, perdeu o ministro da Agricultura, Wagner Rossi - não é confiável e acabará dando o troco a qualquer momento.



Convocação. Dilma chamou ministros do PT e dirigentes do partido para uma conversa no domingo à noite, no Palácio da Alvorada. Chegou a telefonar para os que estavam fora de Brasília e ordenou que todos chegassem mais cedo à capital. A presidente pediu o encontro para ouvir a avaliação dos auxiliares sobre a crise na base aliada.



Ela contou ali sobre a reunião com Lula na semana anterior, admitiu a necessidade de se reaproximar dos partidos que compõem a coligação e avisou que teria um tête-à-tête no dia seguinte com o vice-presidente Michel Temer e com os líderes do PMDB na Câmara e no Senado. Àquela altura, a situação de Rossi era considerada complicada, mas ainda não havia sido divulgada a notícia do uso do jatinho de uma empresa que tem negócios com o governo pelo então ministro, afilhado de Temer.


Com receio da reação de Dilma - conhecida pelo temperamento explosivo -, alguns ministros pontuaram, com todo o cuidado, os problemas de relacionamento no Congresso após as demissões e citaram o PMDB e o PR. As alianças para as eleições municipais de 2012 também entraram na conversa.



Pois é, a história está aí para quem desejar ler e refrescar a memória. Dilma não está sujando Lula. Ela e Lula já estão sujos há muito tempo na lama da corrupção. Contra fatos não há argumentos. Navegue pelas páginas do Acervo Digital de VEJA para entender o que é este governo petista.
DO BLOG DO LUCIONETO

Guerra declarada! CBF ameaça divulgar gravações que comprometem a Globo


Campos Filho e presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio
Rio de Janeiro, RJ, 18 (AFI) – O racha entre Rede Globo e CBF ganhou um novo capítulo e pode esquentar ainda mais nas próximas semanas. É que o jornalista Ricardo Feltrin divulgou em sua coluna, no jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, que a entidade máxima do futebol brasileira ameaça divulgar gravações que podem comprometer o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Filho, o “homem-forte” no que se refere às negociações dos direitos de transmissões de eventos esportivos dentro da emissora.
Considerado um dos maiores aliados do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Campos Filho parece ter virado inimigo número 1 da entidade. De acordo as informações, as gravações telefônicas contariam como o diretor da Globo manipulou horários das partidas de times do Brasileirão e da Seleção Brasileira para atender interesses da emissora. Além disso, a CBF também iria revelar, através destas gravações, situações em que Campos Filhos menospreza algumas de suas concorrentes. Segundo Feltrin, além de tratar as demais emissoras um ar de superioridade, as gravações também revelariamo executivo global usando palavras de baixo calão contra a Record e até mesmo contra a Bandeirantes, que hoje transmite o Brasileirão em parceria com a Globo.
A decisão de “abrir jogo” e mostrar a “podridão” que permeiam a relação Globo/CBF seria uma retaliação da entidade por ter levado uma “bola nas costas” de sua grande parceira. Além de seus comentaristas terem dado início a críticas contra CBF e Ricardo Teixeira, a Globo exibiu uma reportagem, no último sábado, no Jornal Nacional, que falou sobre os gastos públicos do Distrito Federal no amistoso Brasil 6 x 2 Portugal, em 2008.
Aliados ou inimigos
Nos últimos dias, Ricardo Teixeira viu seu “pseudo-prestígio” ir por água abaixo. Após ser alvo de denúncias do jornalista inglês Andrew Jennings,da BBC, sobre recebimento de propina e corrupção, o dirigente passou a ver alguns de seus aliados “pularem do barco”, como é o caso da Rede Globo.
Os veículos de comunicação ameaçados pelo cartola, na entrevista à revista Piauí há algumas semanas, também intensificaram suas críticas e denúncias contra o mandatário da CBF. Entre eles, estão a Rede Record, o site UOL, o jornal Lance! e o canal fechado ESPN Brasil. Na visão Teixeira, esses órgãos “fazem parte da mesma patota”.
"Esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance!? 80 mil pessoas? Traço. Quem vê essa ESPN? Traço... só vou ficar preocupado (com as denúncias de corrupção envolvendo seu nome) quando sair no Jornal Nacional", disparou na época, à revista Piauí. "Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito na Globo", ironizou na época. 
Planalto virou as costasOs mandos e desmandos de Teixeira também fizeram “barulho” no Planalto. Tanto que o Governo Federal começou a adotar algumas medidas para “cortar as asinhas” do dirigente. A presidente da República, Dilma Roussef, por exemplo, nomeou Pelé, que é desafeto de Teixeira, como embaixador da Copa.Enquanto isso, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deu declarações no programa Roda Vida, da TV Cultura, que vão de encontro com o pensamento de Teixeira, sobre a afirmação de atrapalhar o trabalho da imprensa.“O Brasil é uma democracia e uma das suas características é a imprensa livre. Todos os profissionais que oferecem informaçãi à sociedade terão direito de se credenciar. Não é a vontade de Orlando, Ricardo ou Marília (Gabriela, ex-âncora do programa) que vá definir a cobertura da Copa. O Brasil tem regras”, disparou o ministro.
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AUSÊNCIA DA OPOSIÇÃO É O CAMINHO MAIS CURTO PARA A IMPLANTAÇÃO DE UMA DITADURA

Momento insólito que deixa eleitor da oposição pasmado
Leiam o que segue após este prólogo e que está em destaque na Folha de São Paulo desta sexta-feira com a foto que reproduzo acima. Vejam o PSDB, vítima das piores sacanagens do PT que começaram com Fora FHC, passaram pelo mensalão, pelo escândalo do dossiê fajuto em 2006, pelas agressões de Dilma a FHC durante a última campanha eleitoral, pela quebra de sigilos de líderes tucanos e o que é pior, culminaram com o dossiê que Dilma preparou, quando era Ministra da Casa Civil, para enxovalhar a falecida D. Ruth Cardoso, esposa de Fernando Henrique.
A construção e manutenção da democracia dependem fundamentalmente da existência da oposição. A ausência de oposição firme e clara é o caminho mais curto para a ditadura. Há questões, até por razões morais e de decoro, sobre as quais não se pode transigir porque colocam a dignidade de qualquer homem na sarjeta.
Em crise com os aliados, a presidente Dilma Rousseff encontrou afago na oposição. Cercada por tucanos, ela transformou ontem o lançamento para a região Sudeste do plano Brasil sem Miséria, carro-chefe de sua política social, no gesto mais enfático de aproximação com o PSDB desde sua posse.

O programa, que unifica ações de transferência de renda federais e estaduais, foi apresentado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, feudo dos tucanos desde 1995.


Ao final, o evento foi classificado pela presidente como "um grande pacto republicano", capaz de "mudar a realidade do país".


Para atuar ao seu lado como anfitrião de Dilma, o governador Geraldo Alckmin convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -com quem ela já havia trocado elogios públicos.


Além de Dilma e Alckmin, participaram do evento os governadores de Minas, Antônio Anastasia (PSDB), do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).


Na comitiva presidencial vieram cinco ministros -entre eles Ideli Salvatti, de Relações Institucionais.


No discurso, o governador paulista só se dirigiu a Dilma como "presidenta" -tratamento usado por petistas e aliados do Planalto- e atribuiu a ela qualidades como "patriotismo", "generosidade" e "espírito conciliador".


Alckmin disse que a parceria com o governo federal era um "marco". A fala foi interpretada como uma demonstração de rompimento com a relação imposta por seu antecessor, José Serra, com o governo federal.


"Ultrapassamos o período de disputas, para unir esforços em prol dos que precisam", disse Alckmin.


Apesar de convidado, Serra não compareceu. Seus aliados mais próximos também não. Em artigo publicado recentemente, ele criticou o Brasil sem Miséria.
Após os afagos, Dilma convidou Alckmin a acompanhá-la hoje, em agenda na qual entregará 1.900 casas do programa Minha Casa, Minha Vida.


O governador passará a defender publicamente a faxina no governo federal.

FAXINA DA MISÉRIA Última a discursar, a presidente chamou os governadores de "queridos" e ressaltou o aspecto "simbólico" do evento. "O pacto republicano e pluripartidário que estamos firmando hoje é capaz de transformar a realidade social que vivemos", disse.

 
Numa citação ao antecessor, ela enalteceu a política social de Lula e a chamou de "herança bendita".


Dirigindo-se aos governadores, a presidente disse ver semelhanças entre o Brasil sonhado por ela e por eles.


"O Brasil sonhado por todos nós pode ser diferente em muitos aspectos. Porém, eu estou certa que ele é semelhante nas questões fundamentais", afirmou.


Dilma fechou o discurso ressaltando a participação dos governadores no combate à pobreza e aproveitou para fazer uma alusão aos escândalos que levaram à instabilidade no governo.


"Quero reafirmar a importância do pacto que firmamos hoje. É o Brasil inteiro fazendo a verdadeira faxina que esse país tem que fazer: a faxina contra a miséria", afirmou, usando o termo que tem designado a demissão de membros de ministérios. Da Folha de São Paulo desta sexta-feira : do blog do aluizio amorim
 




O tripé do equilíbrio instável

No transcurso desde ano, até 16 de agosto, entraram no Brasil US$ 63,2 bilhões. Assim, apesar do saldo em conta corrente do Balanço de Pagamentos ser crescentemente negativo, o país continua a acumular reservas. Entra dinheiro de sobra, ampliando nosso passivo externo.
É ingênua a ideia de que o caudaloso movimento de dólares é causado por uma solidez da economia brasileira. A razão é outra: a taxa de juros do Brasil é a mais alta do planeta. Nenhum país tem uma taxa nem sequer próxima à nossa; em termos reais, é cinco ou seis vezes maior do que a taxa média dos países emergentes. Assim, as aplicações financeiras vêm para cá faturar a diferença entre os juros brasileiros e os que prevalecem na economia internacional.
Trata-se de um negócio do outro mundo, que dá prejuízo ao Brasil. As reservas brasileiras, aplicadas no exterior, rendem juros baixíssimos: entre 1% e 2% ao ano, ou até menos,  nas atuais circunstâncias. Mas, para comprá-las, o governo capta dinheiro em reais a 12,5% ao ano. Além disso, com a apreciação da moeda nacional, as reservas perdem valor em reais.
Assim, no primeiro trimestre de 2011, o custo fiscal de carregamento das reservas foi de R$ 19 bilhões. Para que se tenha uma idéia, os gastos federais em Saúde nesse período ficaram próximos a R$ 13 bilhões. Em Educação, R$ 8,2 bilhões. No ano passado, aquele custo chegou perto dos R$ 50 bilhões.
Outro prejuízo provém da sobrevalorização do real em relação às moedas de outros países, começando pelo dólar. Repete-se à saciedade que esse é um fenômeno mundial, não apenas brasileiro, pois o dólar está se enfraquecendo. Mas o fenômeno brasileiro é maior, pois somos os primeiros do mundo em matéria de apreciação cambial, precisamente por causa dos juros.
A sobrevalorização cambial encarece as nossas exportações de produtos manufaturados, que perdem competitividade. E barateia as importações desses produtos, que destroem capacidade produtiva doméstica. Em ambos os casos, a desindustrialização provoca a perda de bons empregos. Do ponto de vista da balança comercial, a tragédia só não é maior devido ao forte aumento dos preços das exportações brasileiras de matérias-primas e alimentos.
Não apenas por causa da perda de competitividade em relação ao exterior, mas também por causa dela, a economia brasileira vem perdendo dinamismo. O indicador de atividade econômica calculado pelo Banco Central mostrou retração em junho. O consumo industrial de energia elétrica em São Paulo cresceu somente 3% no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado.
O governo não foi além de algumas medidas pontuais para tentar arrefecer a enxurrada de dólares. Como se previa, independentemente do seu mérito, não funcionaram. O erro vem de longe.
Em 2002, as taxas de juros brasileiras eram muito altas devido, principalmente, à restrição cambial e à maior inflação — em razão da instabilidade provocada pela campanha eleitoral. Mas, acompanhando o novo governo (Lula), a instabilidade passou, e a restrição cambial foi sendo eliminada, até virar bonança pelo simples fato de que os preços das exportações brasileiras de commodities — alimentos e matérias primas -— aumentaram espetacularmente. Um presente dos céus que, no entanto, foi desperdiçado, pois acabou não tendo uma contrapartida proporcional no aumento do investimento público ou industrial; o que cresceu mesmo foi o consumo, especialmente importado.
Montou-se, assim, a armadilha do tripé: “juros elevados com câmbio supervalorizado, alta carga fiscal e baixos investimentos públicos federais”. É a armadilha que prende os passos do atual governo, que ainda está longe de encarar o assunto, pois nem sequer o diagnóstico foi por ele assimilado. Em economia, como na saúde, a eficácia depende da prevenção. Mas se a crise internacional vem ao Brasil pela enxurrada de dólares (é o começo), em vez de diques preventivos para atenuar seus impactos, foram feitos declives acentuados para facilitar seus efeitos.
POR JOSÉ SERRA

Enfim, o Sebento desencarna quando?

Tenho lido e visto em alguns vídeos o Sebento dizendo que ainda não desencarnou. Certamente que ele aprendeu essa palavra recentemente e vive usando como se fosse uma forma de "se achismo" político.
Na verdade ele quer dizer que ainda não saiu do governo. E para nós o desencarnar tem uma conotação ao pé da letra. Vai para a casa do capeta quando?
O não desencarne efetivo ainda é óbvio a partir do momento em que vemos aquela alcoólica e zombeteira figura vagando pelo mundo dos vivos, vomitando sandices e fazendo o que mais sabe que é desagregar, mentir e não trabalhar.
Mas a pergunta é: Quando é que o Sebento desencarna de uma vez no sentido real da palavra?
O Capeta não está disposto a ficar esperando por mais tempo. E nós brasileiros não estamos mais aguentando ouvir aquela voz pastosa do espírito zombeteiro que atende pela alcunha de Defuntus Sebentus, se metendo em tudo que é confusão política deste Brasil.
E com o evidente fracasso da Dilmarionete no governo, é certo que se o Sebento não desencarnar efetivamente até 2014, ele volta a presidência como herói nos braços do povo burro que nem irá lembrar que toda merda do governo da Dentuça é por culpa dele.

Vai Sebento, desencarna de uma vez!!! 
Abandona este corpo que não te pertence!!!! 
Pelo bem do Brasil!!!
DO BLOG O MASCATE

Pânico domina os mercados diante do medo de quebra de bancos europeus

Os principais mercados do mundo derreteram, ontem, em uma nova rodada de pânico e fuga de investidores. Sem exceção, as principais bolsas dos Estados Unidos, da Europa, da Ásia e da América Latina fecharam no vermelho. No Brasil, o tombo foi de 3,52%, com o Ibovespa, principal índice de lucratividade da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechando nos 53.134 pontos — a queda no ano passa dos 23%.

Tamanha onda de prejuízos foi patrocinada pelo medo de quebra dos bancos europeus, que estão atolados com títulos podres de países à beira do colapso, como a Grécia. O indicador que mede a cotação dos papéis das maiores instituições cedeu 6,7%. Também empurraram as bolsas ladeira abaixo as perspectivas de uma nova recessão global, previsão que ganhou mais força depois da divulgação de dados ruins da economia dos Estados Unidos.

O dia sombrio, como classificaram os analistas, mostrou que a atual crise está longe de uma solução, o que tem motivado a corrida de investidores por ativos considerados mais seguros, como o ouro, cotado a US$ 1.816 a onça (31,1 gramas). “A situação é preocupante. O mundo, de fato, está em desaceleração e em risco de entrar em recessão”, alertou Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra. As preocupações se acentuaram depois que o Banco Central Europeu divulgou que uma instituição financeira pediu empréstimo de mais de US$ 500 milhões para honrar compromissos nos EUA (veja texto abaixo).

Tantas informações negativas transformaram-se em perdas disseminadas mundo afora. Entre os mercados, o que mais sofreu foi o de Milão, na Itália. A Bolsa de Valores local fechou o dia como líder de perdas ao registrar queda de 6,15%. Frankfurt, na Alemanha, terminou o pregão com recuo de 5,82%, o maior desde novembro de 2008, o auge da crise provocada pela quebra do banco norte-americano Lehman Brothers. Os mercados acionários de Paris, Madri, Londres, Amsterdã, Zurique e Lisboa amargaram baixas superiores a 4%. “O dia foi bem negativo para todos”, avaliou Kawall. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio perdeu 1,25%, o pior resultado desde 15 de março devido à inquietação despertada pela alta de 0,05% do iene frente ao dólar.

No Brasil, o movimento financeiro da Bovespa foi de R$ 6,9 bilhões, montante 15,8% menor que a média de agosto. Na visão de Rodrigo Falcão, operador Corretora Icap, a queda das ações da Vale foi determinante para o resultado negativo do dia. Tomados por um temor de desaceleração na China e a expectativa de derretimento para os preço das commodities(produtos básicos com cotação internacional), os papéis da mineradora recuaram quase 5%. “Os investidores acabaram influenciados por aquela velha crença de que os chineses puxam o consumo de commodities no mundo e qualquer coisa por lá afeta diretamente a Vale”, explicou. Entretanto, o maior tombo do dia ocorreu com os papéis do frigorífico Marfrig, que recuaram 8%.

Pessimismo
Nos Estados Unidos, o mercado absorveu com pessimismo o aumento de pedidos de seguro desemprego na semana passada. A expectativa era de 400 mil solicitações, mas o número divulgado foi de 408 mil. Além disso, a inflação de julho registrou alta de 0,5% enquanto os economistas esperavam 0,2%. Para piorar, o índice de atividade fabril, medido pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central da Filadélfia), despencou para o menor nível desde março de 2009 e a venda de moradias usadas contrariou estimativas de alta e recuou 3,5 % entre junho e julho.

Com um cenário tão negativo para os norte-americanos, as principais bolsas do país ficaram no vermelho. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 3,68%, para 10.990 pontos. A Nasdaq, o mercado eletrônico, caiu 5,22%. O índice Standard & Poor's 500 registrou desvalorização de 4,46%. “Esses dados reforçam a tese dos mais pessimistas, que acreditam na possibilidade de um duplo mergulho (uma recessão seguida da outra)”, afirmou Alexandra Almawi, economista da Corretora Lerosa Investimentos. “Com tudo isso, as chances de uma recessão estão crescendo”, concluiu. Toda essa aversão influenciou o dólar, que subiu 0,96% e fechou o dia cotado a R$ 1,599 para venda.

Apesar da ameaça concreta de a economia global despencar e dos impactos disso sobre a produção e o consumo no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não pretende ampliar os desembolsos para o setor privado. Luciano Coutinho, presidente da instituição, também não cogita uma ajuda à Petrobras na captação de recursos para executar seu plano de investimentos. “Não há necessidade de nada extraordinário, nenhum pacote. A perspectiva de crescimento dos Estados Unidos é medíocre, mas não desastrosa como se pensava antes. A possibilidade de rupturas nos dois blocos (EUA e Europa) foram afastadas”, disse. Os investidores estão, porém, longe de endossar tais palavras
FONTE: VICTOR MARTINS
DO CORREIO BRASILIENSE

Ranking mostra as 500 melhores universidades do mundo; veja lista completa

A Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, divulgou uma lista com as 500 melhores universidades do mundo. O ranking é feito desde 2003 e leva em conta seis indicadores, entre eles o número de professores e alunos que ganharam prêmios Nobel e outros prêmios em ciências e economia, menções a seus pesquisadores e artigos publicados em jornais científicos.
O primeiro lugar ficou com a universidade de Harvard - entre as dez primeiras, oito são dos Estados Unidos da América e duas da Inglaterra. O Brasil é representado por sete universidades: a USP (Universidade de São Paulo) é a primeira delas e aparece entre o 102º e o 150º lugar.
O estudo é conhecido como ARWU, sigla em inglês para Ranking Acadêmico de Universidades Mundiais. Confira no quadro a lista completa de universidades:
Para mais informações, clique aqui.
DO UOL-NOTICIAS

VLOG DO FERNANDO = "O VÉIO QUE ENDOIDOU DE VEZ" -


Seu Fernando, "cumé" que o senhor ganha salário minimo, paga pensão pra duas mulheres e ainda" gasta uma grana dessas pra criar um "vlog"?

Petistas temem que “faxina” de Dilma carimbe gestão de Lula como ”corrupta”

Por Vera Rosa, no Estadão:

A “faxina” no governo da presidente Dilma Rousseff, que já derrubou quatro ministros em dois meses e doze dias, causa extremo desconforto no PT. Dirigentes do partido, senadores, deputados e até ministros temem que, com a escalada de escândalos revelados nos últimos meses - especialmente nas pastas dos Transportes, do Turismo e da Agricultura -, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva acabe carimbado como corrupto. Todos os abatidos na Esplanada foram herdados de Lula.
Em conversas a portas fechadas, petistas criticam o estilo de Dilma, a “descoordenação” na seara política e o que chamam de “jeito duro” da presidente. Uma das frases mais ouvidas nessas rodas é: “Temos de defender o nosso projeto e o Lula.” Mesmo os que não pregam abertamente a volta de Lula na eleição de 2014 dizem que Dilma está comprando brigas em todas as frentes - do Congresso ao movimento sindical -, sem perceber que, com sua atitude, alimenta o “insaciável leão” do noticiário e incentiva o tiroteio entre aliados.
Na avaliação de petistas, o poderoso PMDB - que na quarta-feira perdeu o ministro da Agricultura, Wagner Rossi - não é confiável e acabará dando o troco a qualquer momento.
Dilma chamou ministros e dirigentes do PT para uma conversa no domingo à noite, no Alvorada. A presidente pediu o encontro para ouvir a avaliação de auxiliares sobre a crise na base.
Ela contou ali sobre a reunião com Lula na semana anterior, admitiu a necessidade de se reaproximar dos partidos que compõem a coligação e avisou que teria um tête-à-tête no dia seguinte com o vice-presidente Michel Temer e com os líderes do PMDB na Câmara e no Senado. Àquela altura, a situação de Rossi era considerada complicada, mas ainda não havia sido divulgada a notícia do uso do jatinho de uma empresa que tem negócios com o governo pelo então ministro, afilhado de Temer.
Com receio da reação de Dilma - conhecida pelo temperamento explosivo -, alguns ministros pontuaram, com todo o cuidado, os problemas de relacionamento no Congresso após as demissões e citaram o PMDB e o PR. As alianças para as eleições municipais de 2012 também entraram na conversa. Diante de Dilma, no entanto, ninguém rasgou o verbo e muito menos criticou o estilo adotado por ela.
Um ministro disse ao Estado, sob a condição de anonimato, que, não fosse a pesquisa CNI/Ibope recém saída do forno - o levantamento fora divulgado na quarta-feira, quatro dias antes da reunião no Alvorada -, a presidente acharia que tudo estava bem. Naquela pesquisa, a avaliação favorável do governo Dilma caiu 8 pontos em relação à sondagem anterior, de março, quando 56% dos entrevistados consideraram o governo Dilma “ótimo ou bom”. Agora foram 48%.
Embora Dilma tenha falado sobre a necessidade de curar feridas em sua base de sustentação no Congresso, em nenhum momento ela mostrou arrependimento na forma como tem agido. Segundo relatos, a presidente disse que precisou fazer uma reformulação no Ministério dos Transportes, administrado pelo PR, por causa de irregularidades descobertas no setor. Mas não seria sua intenção recorrer a uma “faxina geral” na Esplanada, sem motivos concretos.
Uma mudança de estratégia, no entanto, foi acertada no Alvorada. Dilma concordou que o governo precisa divulgar melhor os seus programas e criar uma agenda positiva para reagir à crise. Não foi só: ela também garantiu aos petistas que viajará mais e dará mais entrevistas aos veículos de comunicação do interior. Aqui
Por Reinaldo Azevedo

O mito Lula precisa morrer se o Brasil contemporâneo quiser nascer. Ou: #DesencarnaLula!

As palavras fazem sentido. Essa é uma das mais antigas batalhas deste escriba. Têm aquele sentido estanque, do dicionário, elucidado por sinônimos ou perífrases. E têm o sentido que lhes conferem as circunstâncias, o contexto. Luiz Inácio Apedeuta da Silva, a face mais visível da doença que toma conta da política brasileira, esteve ontem em Minas. E, mais uma vez, nos deu a oportunidade de ler as palavras pelo sentido que elas têm e interpretá-las pelos silêncios que enunciam. Voltou a negar que possa ser o candidato em 2014. E se pergunta então: “Por que um ex-presidente da República, que já havia anunciado que não seria candidato, nega que pretenda se candidatar se não for  com o objetivo de que sua candidatura seja debatida como realidade plausível?” Vale dizer: as palavras de Lula devem ser lidas pelo avesso. Ele afirma o que nega; nega o que afirma.
Foi adiante: “Dilma só não será candidata se não quiser”. A oração subordinada adverbial condicional — “se não quiser” — traz uma hipótese com a qual ninguém contava até outro dia, muito menos os petistas, especialmente quando a mandatária não concluiu ainda o seu oitavo mês de governo. Então está dado que existe a possibilidade de Dilma não querer. É Lula quem sustenta isso. Em política, “querer” ou “não querer” depende mais da vontade de terceiros do que da própria. O Babalorixá, ele próprio, faz de tudo, já está claro a esta altura, para que ela não queira. Ou não se moveria no tabuleiro da política com tanta saliência.
Não estamos diante daquela situação em que a criatura se volta contra o criador, como o monstrengo criado por Doutor Victor Frankenstein. De certo modo, é o contrário: Lula padece de uma inveja patológica da sua criatura. Considera-se o dono de Dilma de Rousseff. E está profundamente insatisfeito com os rumos que as coisas estão tomando. A imagem da faxina, ainda que uma expressão usada pela imprensa, colou. Só se limpa o que está sujo. E a sujeira foi, sim, a herança maldita que caiu no colo da sucessora. É evidente que ela era da turma. E figura de proa. Tanto é que foi escolhida para conduzir o navio — ou, ao menos, para representar esse papel. Mas a dinâmica da política não depende, reitero, só de vontades. A sujeira começou a aparecer. E os “descontentes” só não estão na rua porque os nossos esquerdopatas transformaram sindicatos, ONGs, movimentos sociais e entidades de classe em sucursais do partido. O PT está hoje mais presente na sociedade do que o Baath no auge do poder de Saddam Hussein. Os tolos dirão: “Mas foi pela via democrática”. O aparelhamento é sempre uma afronta à democracia, jamais a sua expressão.
É inaceitável que um ex-presidente da República se coloque, de peito aberto, como uma espécie de articulador informal do governo, seu intérprete mais avalizado, seu condestável. E é o que Lula está fazendo, tentando empurrar Dilma para fora do tabuleiro, embora reafirme, claro, seu apoio à sucessora.
Ele é popular? E daí?
Eu estou pouco me lixando se o Apedeuta é ou não popular. Aliás, falar mal de impopulares é coisa que qualquer covarde pode fazer. Lula é, sim, o nome da “doença” da política brasileira — e vamos, então, ampliar a briga, porque aí o barulho fica bom —,  assim como Getúlio Vargas já foi um dia e, em muitos aspectos, ainda é. As pessoas têm os seus valores, e eu também. Não nutro a menor simpatia por um líder fascistóide, que prendeu, torturou e matou nas masmorras. “Ah, mas ele fundou o Brasil moderno!” Que Brasil moderno? O Getúlio do Estado Novo compôs com todas as forças reacionárias com a qual a dita Revolução de 30 prometia acabar — de fato, em certo sentido, Lula mimetiza Getúlio… Não leio a sua carta de suicídio sem atentar para o seu lado patético, sua literatice chula, seus contrastes vigaristas entre os “bons” e os “maus”, sua irresponsabilidade fundamental. Não se deve especular, por pudor, sobre a razão dos suicidas — desde que o sujeito não decida “sair da vida para entrar na história”. Arghhh… Politicamente, e é de política que falo, teria sido bem mais corajoso enfrentar seus acusadores. Era grande a chance de que terminasse deposto e na cadeia.
Essas almas “intensas”, “amorosas”, ” passionais”, “carismáticas” deseducam o povo e conduzem os países, com freqüência, ao desastre. Muito bem: Getúlio era fruto de um tempo que produziu varias formas do fascismo mundo afora — e aqui também, portanto. Mas os outros países exorcizaram seus fascistas. Nós amamos os nossos. Ou melhor: “eles” (porque não sou da turma) amam os deles. É claro que a “moral revolucionária” das esquerdas, muito especialmente dos comunistas, colaborou para isso. Luiz Carlos Prestes saiu da cadeia, onde tinha sido barbaramente torturado pela polícia de Getúlio — sua mulher, Olga, tinha sido deportada grávida para a Alemanha, onde foi morta — para subir no palanque do ditador contra “as forças do imperialismo”. Olga estava longe de ser a heroína pintada pelo chavista (e agora biógrafo de Lula) Fernando Morais. Mas isso não livra a cara de Getúlio.
Eu não opero com uma balança em que a canalhice é posta num prato, e as conquistas, noutro, em busca de um equilíbrio. Findo o estado novo, o lugar de Getúlio era a cadeia, não tentando voltar ao poder, aí pela via democrática, com o apoio dos comunas, que odiavam a democracia… Que circo nojento!  Por que falo de Getúlio? Porque estepaiz ainda vive à mercê desses redentores — e Lula ocupou esse papel, à custa de uma máquina de mentiras e de manipulação da informação de fazer inveja ao DIP getulista. Não! Não tenho absolutamente nada de pessoal contra o Babolorixá. Até me policio um pouquinho para não me deixar tocar minimamente por  sua inegável simpatia pessoal — quando não está sobre um palanque, possuído pelo ogro eleitoral. É a sua figura política que é nefasta, que deseduca, que desinforma, que dá sobrevida ao que há de mais atrasado na política .
O mito Lula precisa morrer — não o Lula! Que tenha tataranetos, mas sem passaporte diplomático! — se um Brasil minimamente afinado com a contemporaneidade quer nascer. O homem está mobilizando o seu partido e outros da base aliada contra um movimento — ainda incipiente, que é mais da sociedade do que de Dilma, é óbvio — contra a corrupção! Esse Shrek do Mal está tentando nos convencer de que  a sem-vergonhice é um preço que o Brasil precisa pagar para avançar. E não é! Uma coisa é admitir que o malfeito existe, é parte da política e precisa ser extirpado. Outra, distinta, é encará-lo como virtude.
No momento em que ministros atolados em lambanças perdem seus cargos, o que faz o “pai do povo”? Sai por aí estimulando, na prática, o debate sobre a sucessão de Dilma, que está no poder há menos de oito meses. Em defesa do que mesmo? De quais princípios? Se isso não é uma forma de chantagem política, é o quê?
O Brasil avança, sim! Avança apesar da corrupção e do permanente assalto ao dinheiro público. Avança pela força dos brasileiros que trabalham, apesar dos vagabundos que vivem do esforço alheio; avança pela capacidade empreendedora dos seus empresários, apesar daqueles que vivem do compadrio e dos favores do estado; avança pela força — e eles existem — dos políticos honestos, apesar da escória que entra na vida pública para se arrumar.
E é isto que precisamos ter muito claro: OS DEFEITOS DA VIDA PÚBLICA BRASILEIRA DEFEITOS SÃO, E NÃO VIRTUDES! Por mais que pareça absurdo a muitos, O BRASIL AVANÇA APESAR DE LULA, NÃO POR CAUSA DELE.
Ele havia prometido “desencarnar”, vocês se lembram. Mais uma vez, não cumpriu uma promessa. É chegada a hora de fazer uma campanha pública: #DesencarnaLula!
Por Reinaldo Azevedo
REV VEJA

Tratamento vip


18 de agosto de 2011
Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

dora_kramerEnquanto permaneceu no cargo de ministro da Agricultura, Wagner Rossi foi a expressão viva do ditado segundo o qual quem tem padrinho não morre pagão.
Seu braço direito e amigo há 25 anos foi demitido por conta de relações perigosas com um lobista que transitava livremente com autonomia e autoridade dentro do ministério.
Contra Rossi pesam suspeições de irregularidades não só no posto atual, mas também relativas à época em que ocupou as presidências da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
O Estado mostrou que cooperativas agrícolas que receberam dinheiro da Conab financiaram campanhas de parlamentares, entre eles o filho do ministro, Baleia Rossi. O jornal Folha de S. Paulo publicou entrevista do ex-chefe da comissão de licitação do Ministério da Agricultura falando sobre "licitações corrompidas" na pasta.
Isso para não falar sobre a frase - "lá (no ministério) só tem ladrão" - do irmão do líder do governo no Senado, demitido da Conab por ter saldado uma dívida de R$ 8 milhões para uma empresa de fachada.
Nesta semana se descobriu que o já ex-ministro Rossi se valeu dos favores da Ourofino Agronegócios - com negócios no ministério e doadora da campanha de Rossi júnior (Baleia) - para ir de São Paulo a Ribeirão Preto no jatinho da empresa.
Wagner Rossi admitiu que viajou de carona no Embraer Phenon da Ourofino algumas vezes. Na verdade, ele falou em "raras vezes", na tentativa de amenizar o evidente conflito de interesses.
Por muito menos Eliseu Resende foi demitido do Ministério da Fazenda no governo Itamar Franco. Ficou sob suspeição de ter tido diárias de hotel em Nova York pagas por uma empreiteira, mostrou que pagara do próprio bolso, mas Itamar considerou impróprio até o fato de seu ministro ter se hospedado no mesmo hotel que os diretores da construtora.
Eram outros tempos, outra gente.
Na quadra atual da nossa história, a Wagner Rossi foi dada a prerrogativa de pedir demissão dizendo-se injustiçado e perseguido. Por quê? Porque é do PMDB e Dilma Rousseff não quer confusão com o partido. Porque Rossi era indicação pessoal do vice-presidente Michel Temer.

ELLe, enfim, se reconhece: EU SOU UM IMBECIL.

LuLLa_afronta_DilmaCertas coisas são tão explícitas que chegam a doer como tapa na cara.
Um dia após ter tirado a bunda da cadeira mais importante deste país, o Cachaça-Mor de Banânia, se pôs em campanha.
Os fatos comprovam. Sua falação medíocre é prova cabal. Suas andanças pelo país funciona como uma testemunha concreta.
A foto ao lado é um completo desrespeito para com a dona Papisa do terrorismo, diante de sua primeira encrenca.
O recado explicitado pela foto, dizia para sua terrorista de algibeira, que quem manda ainda é eLLe.

Fez tudo isso após determinar, para dona Mintira, A Primeira Obediente Faxineira de Banânia, quem iria compor o ministério de seu mandato tampão.
Pois bem, vejam o que este cretino disse hoje:

Lula diz ser 'imbecilidade' falar de 2014 e critica EUA
PAULO PEIXOTO / FOLHA DE BELO HORIZONTE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (18) ser uma "imbecilidade" falar da eleição de 2014 neste momento. Segundo ele, o tempo é para tratar da crise econômica, que é culpa dos países ricos.
Ele criticou os Estados Unidos por antecipar a disputa eleitoral presidencial neste momento de crise.
A fala de Lula aconteceu em um restaurante de Belo Horizonte, com a participação de cerca de 140 políticos mineiros.
A imprensa não teve acesso ao interior do restaurante, mas captou de fora a fala do ex-presidente, que durou aproximadamente 20 minutos.
Ele rebateu o assunto de 2014 trazido à tona nesta semana pelo ministro Paulo Bernardo (Comunicação), em entrevista ao programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Barnardo disse que a definição sobre as eleições de 2014 passa por uma conversa entre Lula e Dilma. O ex-presidente disse que só a presidente Dilma Rousseff poderá iniciar essas discussões.
"Acho uma imbecilidade e loucura falar de 2014 se nem sentamos à mesa para falar de 2012. Sobre 2014, só tem uma pessoa que pode chamar essa conversa, é a companheira Dilma", afirmou o ex-presidente. "Senão começa um debate atravessado."

Quem mais atuou em causa própria no quesito sucessão presidencial de 2014, portanto, foi o IMBECIL LuLLa, o CHEFE DO MENSALÃO.
Ao chamar de "IMBECILIDADE" a discussão por ele mesmo levantada, por obviedade, o grande IMBECIL DESTA NAÇÃO chama-se:

LUIS INÁCIO LULLA DA SILVA
DO COM GENTE DECENTE