sábado, 30 de julho de 2011

NA VEJA DESTA SEMANA – Irmão de líder do governo no Senado cai atirando: “Só tem bandido na Conab”. Escândalo bate à porta de Michel Temer!

Luiz Inácio Apedeuta da Silva já se mobilizou para que tenha fim o esforço moralizador do governo. Ele quer que fique tudo como está, com cada corrupto em seu lugar, garantindo o equilíbrio do conjunto. Gilberto Carvalho, seu espião no Planalto, secretário-geral da Presidência, mandou um recado à base aliada: “Não haverá caça às bruxas”. Queria dizer com isso que, agora, vai ficar tudo bem, que o preço da governabilidade é a eterna impunidade. Esse é um raciocínio que, incrivelmente, começa a fazer frutos no Brasil. Um colunista da Folha Online até lançou uma questão que há de excitar a curiosidade acadêmica: Obama só estaria enfrentando dificuldades por falta de um PMDB… Então vamos falar um pouquinho sobre o… PMDB!
Há um mês, vocês se lembram, VEJA trouxe à luz as lambanças no Ministério dos Transportes. Até agora, já houve 22 demissões, incluindo o ministro, Alfredo Nascimento, do PR. Na semana passada, a revista informou que Oscar Jucá, então diretor financeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), órgão do Ministério da Agricultura, havia autorizado o pagamento de R$ 8 milhões a uma empresa-fantasma que tinha como sócios um pedreiro e um vendedor de carros. Oscar, que é irmão de um Jucá mais famoso, o Romero — líder do governo no Senado (PMDB-RR) —, foi demitido por Wagner Rossi, ministro da Agricultura. Rossi é considerado um dos homens fortes do vice-presidente Michel Temer.
O caso esquentou. Romero pegou o telefone e ligou para o vice-presidente: “Se você execrar o meu irmão, eu vou de foder”. O interlocutor respondeu que sua própria manutenção como líder do governo estava condicionada à demissão do irmão. Os dois negam que a conversa tenha tido esse tom. Bem, o fato é que Oscar deixou o posto, mas decidiu botar a boca no trombone em entrevista à VEJA desta semana.
Segundo o ex-diretor, existe uma verdadeira máfia tomando conta da Conab, e PMDB e PTB dividem os frutos da roubalheira. A estatal estaria, por exemplo, protelando o pagamento de uma dívida de R$ 14,9 milhões à empresa Caramuru Alimentos porque se está negociando um, atenção!, pagamento maior: R$ 20 milhões. Os R$ 5,1 milhões  a mais iriam para o bolso da cúpula do Ministério. Outra lambança: em janeiro deste ano, um terreno pertencente à empresa foi vendido por R$ 8 milhões, um quarto do valor de mercado. O comprador é um amigo do senador Gim Argello (PTB-DF). Oscar é taxativo: “A Conab é pior do que o Dnit”. Segundo ele, o esquema envolve o próprio ministro da Agricultura; o presidente da estatal, Evangevaldo Moreira dos Santos, e o procurador-geral, Rômulo Suls Gonsalves Júnior, ambos do PTB.
Leia íntegra da reportagem na revista desta semana. Seguem trechos da entrevista de Oscar Jucá à VEJA. Volto em seguida:
(…)
O senhor está insinuando que o ministro da Agricultura está envolvido com irregularidades?
Tenho convicção disso, mas não tenho como provar. O ministro e’ um homem do Michel Temer. Faz o que o Temer manda. Mostrou que é poderoso. Deve proporcionar ao vice-presidente muita coisa boa, que eu com certeza não proporcionaria.
É fato que seu irmão reagiu às acusações feitas contra o senhor ameaçando o vice-presidente da República?
Meu irmão deu um recado duro, muito firme ao vice-presidente Temer: não permitiria que eu fosse execrado publicamente. Todo o meio político sabe dos detalhes dessa conversa.
(…)
E o terceiro encontro?
O ministro me chamou outra vez ao gabinete dias depois. Dessa vez mais calmo, sugeriu que eu pensasse na possibilidade de mudar de cargo e disse num tom de voz enigmático: “Fica tranqüilo que você vai participar de tudo”.
O senhor entendeu isso de que maneira?
Receber dinheiro por fora.
Propina?
É, para eu ficar quieto. E eu não topei. Dias depois, quando vocês publicaram a matéria, o Milton Ortolan (secretário executivo do Ministério da Agricultura) ligou e disse que a minha situação era insustentável, que era para eu pedir demissão: “Oscar, fica tranqüilo porque nós vamos tentar compensar a sua perda salarial em outro lugar”. Eu não aceitei e decidi sair. Ali só tem bandido, e não vou trabalhar com bandidos.
Voltei
Sim, meus caros, é isto mesmo: o irmão do líder do governo no Senado acusa o ministro da Agricultura de lhe ter oferecido propina para que se calasse sobre as lambanças numa empresa pública. E eles são todos do mesmo partido, o PMDB — aquele que faria falta a Barack Obama…
Mas Gilberto Carvalho já anunciou: “Nada de caça ás bruxas!”
O lulo-petismo quer as bruxas soltas para tomar conta do governo, desde que o PT esteja no comando. Por isso Lula voltou a reclamar da imprensa.
É verdade, né?  Com a VEJA fazendo essas coisas, não há corrupto que governe em paz, pô!
Por Reinaldo Azevedo
VEJA

Para o torcedor, Brasil-2014 vai ser a 'Copa da corrupção'


Uma pesquisa inédita mostra que o Mundial, por enquanto, desperta sensações profundamente negativas. Para oito em dez pessoas, país deixará imagem ruim

Giancarlo Lepiani - Veja

A história das Copas do Mundo ensina que receber o torneio aumenta as chances de vitória da seleção que joga em casa. Nas últimas edições, porém, esse retrospecto vem sendo contrariado - nas últimas três décadas, apenas a França, em 1998, festejou a conquista de um Mundial como país-sede. Outro benefício atribuído à realização de uma Copa é o impulso no crescimento econômico da nação que acolhe a festa. Esse efeito positivo, no entanto, também provoca controvérsia: para muitos economistas, o reforço no PIB no ano do Mundial acaba sendo pulverizado nos anos seguintes, quando os lucros colhidos com o evento desaparecem e sobram apenas as contas deixadas pelas obras monumentais exigidas pela Fifa. Existe, ainda, outro desdobramento comum de uma Copa em casa, algo que causa um impacto mais evidente e imediato, ainda que seja mais difícil de ser mensurado. Trata-se de uma injeção poderosa de confiança e orgulho nacional, que desperta na população um clima de euforia pela chance de desfilar o sucesso de seu país diante do resto do planeta. Depois do oceano de bandeiras tricolores que cobriu a Alemanha em 2006 e do rugido das vuvuzelas que uniu a África do Sul em 2010 (leia mais no quadro no fim do texto), a Copa do Mundo corre o risco de amargar seu anticlímax em 2014 - justamente num lugar fascinado pelo futebol e, segundo consta, especialista em fazer uma grande festa. Se depender das expectativas atuais da torcida, o Mundial do Brasil será uma estrepitosa decepção, talvez até um vexame internacional. Pouca gente se sente satisfeita com a Copa. Menos gente ainda está ansiosa para ver o maior evento esportivo do planeta acontecer em seu próprio país.


A pouco menos de três anos para o início do Mundial, o site de VEJA recorreu a seus leitores para medir a percepção da torcida sobre 2014. Numa pesquisa de opinião realizada entre os dias 20 e 25 de julho, 1.879 pessoas de todas as regiões do país responderam a doze perguntas a respeito da Copa. Os leitores foram consultados sobre os preparativos do país, sobre o papel do poder público no evento, sobre as sensações provocadas pela realização do torneio e, claro, sobre as chances da seleção brasileira. O cenário desenhado pelos resultados da sondagem é absolutamente desastroso. Em todas as doze questões propostas, a opinião majoritária sempre foi negativa. Ainda mais alarmante para a Fifa, a CBF e o governo - os responsáveis pela escolha do país como sede, pela organização da Copa e pela realização das principais obras - é a dimensão desse pessimismo. Em nenhuma questão incluída na pesquisa há equilíbrio entre as respostas positivas e negativas. As piores opções possíveis foram assinaladas por uma sólida maioria dos participantes da sondagem. As amplas margens que separam os porcentuais favoráveis e desfavoráveis do levantamento não deixam dúvidas: hoje, a Copa do Mundo de 2014 não empolga nem cativa o torcedor, desperta temores sobre a imagem do brasileiro no exterior e provoca insatisfação por causa do gasto excessivo e pouco inteligente de dinheiro público nas obras. A 34 meses da abertura, marcada para 12 de junho, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, ainda há tempo de sobra para que essas opiniões se amenizem - principalmente se as obras enfim começarem a avançar de verdade. É de se esperar, aliás, que o brasileiro se anime um pouco mais quando o clima da Copa começar a ser sentido. Até agora, entretanto, o Mundial é um fiasco, conforme revelam os números detalhados a seguir. 
Péssima Impressão
DO BLOG MOB.ORDEM VIG.CONTRA CORRUPÇÃO

Começou oficialmente a Copa da Roubalheira.

Foram duas horas de um espetáculo chocho e sem graça, a não ser pela bela Fernanda Lima. O palco brega, na forma de uma bola de futebol giratória, representou uma economia e tanto para a Rede Globo, que ganhou R$ 30 milhões de Sérgio Cabral, governador do Rio, para promover o espetáculo.Nada lembrou nem mesmo a criatividade dos carnavalescos cariocas, muito menos uma entrega de Oscar. Um evento simbólico, que bem representa a roubalheira que acontecerá na Copa do Mundo no Brasil.

O Ministério do Turismo estima em 600.000 turistas a vistação ao país durante a Copa 2014. Já a respeitada FGV afirma que a média de gastos de cada visitante será de R$ 11,4 mil. Assim temos o bolo da Copa: R$ 6,8 bilhões. Jogando uma carga tributária de 40% sobre o valor, o governo federal, estadual e municipal arrecadarão R$ 2,7 bilhões. Este é o retorno efetivo que o evento deixará para o caixa do estado brasileiro, para os cofres públicos que pagam a conta. Porque é assim que governos devem avaliar investimentos, no retorno efetivo que trazem para a sociedade.

Hoje uma matéria publicada pelo Estadão afirma que a Copa do Mundo abrirá extraordinárias oportunidades em negócios para as empresas. Entre aspas!Em vermelho! Em negrito! "Daqui até julho de 2014, os preparativos para receber os jogos e o fluxo de turistas no País renderão à economia brasileira R$ 142,39 bilhões." O estudo é da mesma respeitável FGV, feito a pedido do Sebrae.

Acontece que a FGV é suspeitíssima para fazer este tipo de estudo, pois está faturando alto com a Copa 2014. Só por um contrato para prestação de serviço de apoio técnico e pedagógico, gestão, monitoramento e avaliação "Programa Bem Receber Copa" está recebendo R$ 3.600.000,00. Já para prestação de serviços de monitoramento de projetos para a realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo FIFA de 2014, está recebendo mais R$ 10.000.000,00. E para prestação de serviços de planejamento, orçamentação, seleção e acompanhamento da execução de estudos voltados para implantação do Sistema Nacional de Controle de Acesso e Monitoramento de Torcedores em Estádios de Futebol integrantes do Projeto Torcida Legal está recebendo outros R$ 4 milhões. Toda a vez que você ouvir falar em FGV e em estudos sobre a Copa do Mundo, releve e desconsidere. Ela não tem isenção para validar qualquer dado.Ela está sendo paga exatamente para isso.

Na verdade, temos uma conta que não fecha. O que a descarada FGV está afirmando é que  para cada R$ 1 que o turista vai gastar no Brasil, estamos investindo R$ 20 em ações as mais diversas para recebê-lo. É o que dá dividir R$ 142,4 bilhões por R$ 6,8 bilhões. Estamos ou não estamos diante de um grande chute, o maior chute da história, utilizando a mesma expressão batida e safada que a nossa presidente usou na cerimônia de hoje?

O revoltante é que em apenas estádios de futebol, completamente desnecessários,serão enterrados R$ 5,7 bilhões. À base de BNDES, isenções e futuros calotes, configurando-se em dinheiro público, com toda a certeza. Outros R$ 11,4 bilhões estão destinados para obras de mobilidade urbana, que poderiam ser muito melhor aplicados se fossem para atender trabalhador que demora duas horas para ir ou voltar para a casa, todos os dias, em vez de dar comodidade para turista eventual. 

A oposição é covarde. Se uma porra de um destes institutos Teotônio Vilela ou Tancredo Neves que comem 40% da verba partidária tivesse feito uma pesquisa para saber o que o povo pensa da Copa do Mundo no Brasil, teria transformado uma campanha de esclarecimento séria, honesta e decente em um grande trunfo para vencer as eleições em 2014. No entanto, Kassab e Alckmin preferiram dar isenção e botar dinheiro no estádio do Corinthians, dirigido por um mafioso corrupto. Mais adiante pagarão um sério preço por isto. Quer dizer: eles não perderão nada mais do que uma eleição. Quem pagará a conta, somos nós. 
DO B. DO CEL

Obama é um fiasco e está preparado para presidir o Findomundistão!



Há coisas que têm tudo para dar errado e que, vejam vocês, dão!

É o caso de Barack Obama nos EUA.

O que sempre pensei a respeito deste senhor está nos arquivos.

Sempre vi nele o traço inconfundível de um populista do Terceiro Mundo.

 É claro que isso nada tem a ver com a sua cor ou origem, mas com os seus métodos. Achava detestável sua mania de se referir a “Washington” como o lugar da picaretagem, como se ele não fosse, afinal, alguém de… Washington! No Brasil, Lula atacava — e ataca ainda — as “elites”. Ambos têm histórias, origens e formações muito distintas. Mas algo os reúne de maneira inegável: não estão nem aí para as instituições; acreditam que uma de suas tarefas é atropelá-las. E as atropelam. Obama, só para citar um caso, foi à guerra contra a Líbia sem pedir autorização para o Congresso e, na prática, jogou no lixo os termos da resolução da ONU que autorizava a ação naquele país. Sim, ele acha que pode. Nego-me a discutir a questão estúpida sobre se a crise é ou não herança do governo Bush. Deixo isso para o Arnaldo Jabor. Essa é outra marca da mentalidade tacanha terceiro-mundista. Quem se apresenta como candidato e se dispõe a ganhar uma eleição está afirmando que sabe como resolver o impasse — se há um. Se o governo Bush tivesse sido um espetáculo, Obama não teria sido eleito. É simples assim. E ele se tornou presidente justamente porque o outro se deu mal. O que lhe garantiu a ascensão não pode ser fonte permanente de desculpa para o seu insucesso. É uma questão óbvia, de lógica elementar. Os republicanos não fizeram sozinhos a crise sobre o limite do endividamento. Aliás, Obama passou dois anos com maioria nas duas Casas. Foram os seus apoiadores que ajudaram a extrapolar o limite de gastos. E, numa democracia, ele tem de negociar com o Congresso — quem lhe tirou a maioria na Câmara foi o eleitorado, não uma conspiração. Não gostam do Tea Party, é? Troquem o eleitorado americano, então!!!Ou ele é legítimo quando elege Obama, mas ilegítimo quando dá mandatos à direita republicana? Tenham a santa paciência! Obama transformou os EUA no Findomundistão, um paiseco ridículo, em que o presidente da República se comporta como um propagandista vulgar.Em meio a uma das maiores crises da história recente dos EUA, sabem o que fez o homem ontem? Um tuitaço, jogando a população contra o Congresso. Ou melhor: tentando incitar as massas contra os republicanos.
Leiam este trecho de reportagem da Folha:
Ontem, o twitter @BarackObama, mantido pela campanha de 2012, passou a tarde listando contatos de republicanos que os eleitores deveriam pressionar a ceder.A primeira mensagem foi enviada pelo próprio presidente, que assina como “BO”: “A hora de pôr o partido em primeiro plano acabou.Se você quer ver um acordo (#compromise) bipartidário, diga ao Congresso. Ligue. Mande e-mail. Tuíte”.Você entenderam direito: o endereço criado para a campanha presidencial do ano que vem foi usado para insuflar os americanos contra os republicanos. Isso tudo porque, afinal, o presidente quer se apresentar como um magistrado!!! Num de seus milionésimos pronunciamentos na TV, referindo-se ao plano dos republicanos, aprovado na Câmara e depois rejeitado no Senado, afirmou:
“Esse plano nos forçará a reviver essa crise em poucos meses, mantendo nossa economia cativa da politicagem de Washington outra vez”.

O homem que usa o seu Twitter de candidato para pressionar em favor de uma questão que interessa ao presidente ataca a “politicagem” de Washington…
Ele, afinal de contas, faz o quê?
A verdade insofismável é que Obama é ruim de doer; trata-se de uma dos mais vistosos fiascos da história política dos EUA. Ontem, irritados com a pressão, nada menos de 37 mil seguidores do presidente no Twitter resolveram desertar.Perceberam que estavam sendo vítimas de uma espécie de assédio — e que Obama, afinal, está molestando as instituições do país. Não por acaso, hoje seu governo é aprovado apenas por 40% dos americanos.O homem pode até vir a ser reeleito — como mais um sintoma da crise, diga-se. Os republicanos, por enquanto, parecem não ter uma alternativa sólida. Um presidente dos EUA, diante de um caso dessa gravidade, senta para negociar com o Congresso em vez de sacar do bolso o BlackBerry… Foi eleito para governar o país mais importante do mundo e se comporta como um tuitero do Findomundistão… É patético! E ridículo!É perigoso! Um colunista da Folha Online, mandaram-me o link, comparou a situação dos EUA à estabilidade brasileira e concluiu que o que falta ao presidente americano, acreditem ou não, é um PMDB!
Essa sabedoria convencional, que vê no partido um, digamos assim, monumento à fisiologia e ao troca-troca, é só uma visão reacionária de mundo. O PMDB seria, segundo entendi, o grande fator de estabilidade do Brasil.O PR também, claro…
É, vai ver é isto mesmo: a política americana anda muito ideologizada, né, gente? Faltam alguns larápios para fazer a moderação, cobrando o devido pedágio… O mundo é bárbaro.

Prefeitura do Rio enche 30 ônibus entre idosos e "funças" para ver o Sebento


Idosos e agentes de saúde municipais foram levados por 30 ônibus com logotipos da Prefeitura do Rio a um evento com participação do ex-presidente Defuntus Sebentus  na quinta-feira (28), no Rio.

Vários ônibus traziam participantes de programas da Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, que tem como titular Cristiane Brasil, filha do deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Ela, porém, não estava presente.

"Chama o Sebento, rapaz", pediu o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao locutor que apresentava a inauguração de uma clínica municipal à tarde na zona norte da cidade. O ex-presidente foi saudado com gritos de "Sebento lá".



O governador Sérgio Cabral, que já passara a manhã com Sebento --o levou para conhecer o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia "Dona Lindu Sebenta" nome da mãe do Sebento, em Paraíba do Sul (RJ)--, disse que ele foi o "maior presidente da história do Brasil". Paes afirmou que ele era "a visita mais especial do Brasil e do mundo".

"O professor [da academia da terceira idade] avisou a gente, viemos em grupo de ônibus", contou Ana Maria Sobrinho, 72, moradora de Brás de Pina.

Na visita ao Hospital Dona Lindu Sebenta, o ex-presidente, mais uma vez, reclamou da imprensa. Disse que "o que é ruim tem preferência no noticiário" e defendeu gastos do governo em publicidade para divulgar "as coisas boas".
O Sebento também sugeriu a Cabral que invista em publicidade para divulgar os resultados considerados por ele positivos. "Vocês têm a obrigação política de dizer o que estão fazendo aqui.
.......................
Onde está o MP que não coíbe essa atitude odiosa do governador e do prefeito do Hell de Janeiro?
Onde está a oposição que não protesta contra essa palhaçada?
E onde está a ética e a transparência, a responsabilidade e a moral do governador e do prefeito que usam veículos do estado ou da prefeitura para levar uma legião de palhaços apenas para babar os ovos desse odioso ex presidente?
E cá entre nós, o que é que a tal de Dona Lindú fez pelo país que mereça tantas homenagens?
O Sebento é o caso típico dos retirantes nordestinos de antigamente do filho que "vingou". Não morreu antes de completar 3 anos de idade. Fora isso não tem mérito algum nessa senhora que é igual a tantas outras milhares de mães nordestinas que vivem na miséria extrema, na ignorância e na fome. Criando seus filhos que "vingaram" na marra e na raça e não são lembradas pelos governantes deste país. Muito menos homenageadas.
Tenho que dar o braço a torcer que o Sebento foi inteligente. Enquanto a maioria da população só pensa em futebol, ele pensava em uma maneira de viver sem ter que trabalhar....e conseguiu.
Agora essas atitudes do governador provam apenas que ele não respeita o cargo que ocupa. Sua fução maior é lamber as bolas do Sebento.
E hoje veremos como a classe política desta merda de nação consegue queimar 30 milhões de reais em quatro horas. E o pior, vai estar lotado de mediocres, pobres, e vítimas das mazelas do estado ausente, aplaudindo e rindo desdentadamente.

E tome pão e circo, porque é disso que o povo gostcha!!!
DO B. O MASCATE

Irmão de Romero Jucá denuncia esquema de corrupção no Ministério da Agricultura


Corrupção

Em VEJA desta semana, Oscar Jucá Neto diz a pasta de Wagner Rossi foi loteada por PMDB e PTB com o objetivo de arrecadar dinheiro ilegal
(O senador Romero Jucá PMDB-RR)

"Ali só tem bandido"

Oscar Jucá Neto, sobre o Ministério da Agricultura

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado levanta indícios de que mais um esquema de desvio de recursos e dilapidação do patrimônio público corroi o Planalto.

Desta vez, os escândalos envolvem o Ministério da Agricultura, tendo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, como posto avançado, e o ministro Wagner Rossi, do PMDB, como virtual comandante do esquema.

O esquema de corrupção foi denunciado por Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, irmão do senador Romero Jucá, líder do governo no Senado.

Jucazinho foi exonerado na semana passada do cargo de diretor financeiro da Conab. A demissão aconteceu depois de VEJA revelar que ele havia autorizado um pagamento de 8 milhões de reais a uma empresa-fantasma que já foi ligada à sua família e que hoje tem como “sócios” um pedreiro e um vendedor de carros - laranjas dos verdadeiros donos, evidentemente.

Jucazinho decidiu contar o que sabe porque atribuiu sua saída a uma armação de peemedebistas contra seu irmão - e também porque se sentiu humilhado com a exoneração. O caso azedou as relações entre o senador Jucá e o vice-presidente, Michel Temer, padrinho do ministro Wagner Rossi. Os dois trocaram ameaças e xingamentos por telefone.
Em entrevista a VEJA, Jucazinho contou que existe um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do Ministério da Agricultura com o objetivo de arrecadar dinheiro.

Suas informações incluem dois casos concretos de negócios nebulosos envolvendo a Conab. Em um deles, a estatal estaria protelando o repasse de 14,9 milhões de reais à gigante do mercado agrícola Caramuru Alimentos.

O pagamento foi determinado pela Justiça e se refere a dívidas contratuais reclamadas há quase vinte anos. O motivo da demora: representantes da Conab negociam um “acerto” para aumentar o montante a ser pago para 20 milhões de reais. Desse total, 5 milhões seriam repassados por fora a autoridades do ministério.

O segundo caso envolve a venda, em janeiro deste ano, de um terreno da Conab numa das regiões mais valorizadas de Brasília, distante menos de 2 quilômetros do Congresso e do Palácio do Planalto.

Apesar de ser uma área cobiçada, uma pequena empresa da cidade apareceu no leilão e adquiriu o imóvel pelo preço mínimo: 8 milhões de reais – um quarto do valor estimado de mercado.

O comprador, Hanna Massouh, é amigo e vizinho do senador Gim Argello do PTB, mandachuva do partido e influente na Conab.

Nas mais de seis horas de entrevista, que pode ser lida na edição de VEJA desta semana, Oscar Jucá Neto não poupa seus antigos companheiros de ministério.

Diz que o ministro Wagner Rossi lhe ofereceu dinheiro quando sua situação ficou insustentável.

“Era para eu ficar quieto”, afirma.

“Ali só tem bandido.”

DO RESIST.DEMOCRATICA

Cabral gasta R$ 30 milhões ou 10 UPAs de lata para fazer sorteio da Copa.

A Rede Globo está exultante. Está recebendo R$ 30 milhões para promover a festa das eliminatórias. Há poucos metros da Marina da Glória o povão é atendido em UPAS de lata. Com o dinheiro desta festa, daria para construir mais 10 unidades que, mesmo superfaturadas em mais de 30% em relação às UPAs de alvenaria, cumpririam função mais nobre. É uma vergonha. Para saber como o Cabral, governador do Rio e amigão do Lula, a quem homenageou com o Hospital Dona Lindu,  está jogando dinheiro fora com as UPAS de lata, leia aqui. 
DO COTURNO NOTURNO

Por falar em Cabral, quem disse que o seu amigão da Delta parou de faturar com o DNIT corrupto?

Lembram do Cavendish, que bota helicóptero e resort de luxo na mão do Cabral para ganhar obra sem licitação? Pois é. O  esquema é nacional. Caem os podres no DNIT, mas ele continua. Cliquem na imagem para ampliar e ver os contratos que ele pegou na semana passada...  
DO B. DO CEL

Onde estão as passeatas?


Para iniciar uma manifestação, basta uma fila inicial de 4 ou 5 pessoas com os braços dados e não ter medo de gritar nossa revolta


Eva Tudor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel abrem uma passeata contra a censura, no longínquo ano de 1968.
A foto é do Ziraldo.

Cenas como essa existem aos montes na internet, mostrando comícios, piquetes, brigas com a polícia, enfim, manifestações populares em uma época que era preciso ter muito cuidado e pensar o mais silenciosamente possível.

Hoje, mais de quarenta anos depois, podemos nos reunir à vontade e temos, inclusive, leis garantindo nosso direito de protestar. Ao contrário daqueles anos perdidos, pensar é um bem sagrado.

E no entanto nos calamos, vergonhosamente, diante de todos os desmandos que afligem nosso dia a dia.

Um menino é brutalizado nas ruas do Rio e temos que ouvir dois presidentes, o da República e o do STF declarar que o “mal está feito”, “não podemos agir ao calor das emoções”!

Uma menina de 13 anos leva uma bala perdida na coluna, que vai lhe deixar sequelas para o resto da vida.

Três franceses são torturados e trucidados por orientação de um ex-menor de rua, que foi por eles abrigado por mais de 10 anos.

É a completa banalização da vida humana!


Políticos mensaleiros, sanguessugas, indiciados pela justiça, corruptos e canalhas de todos os matizes que não tem pudor de subir à tribuna daquela que deveria ser a Casa do Povo, para nos envergonhar com a sua impunidade.
 

Fico espantado, porque era jovem em 1968 e acreditava que aquelas mobilizações, algumas ingênuas até, poderiam nos conduzir a um futuro melhor.

Que engano…

Conseguimos a liberdade e não nos mobilizamos mais, não reclamamos, não nos indignamos. Aceitamos passivamente todo o tipo de barbaridades e nos conformamos em ser meros espectadores, cúmplices de facínoras assassinos e corruptos contumazes.

E o mais triste, esperando a nossa vez de ir para o abatedouro…

Não precisamos nem queremos mais líderes ou políticos pra nos conduzir, isso é bobagem, já bastam os que estão no Congresso.

Enquanto ficarmos quietos, esses bandidos continuarão com suas quadrilhas e muitos satisfeitos com o povo brasileiro.

Para iniciar uma manifestação, basta uma fila inicial de 4 ou 5 pessoas com os braços dados e não ter medo de gritar nossa revolta.
Afinal, para ter esse Brasil que tanta gente deu a vida?

*****

Esta crônica foi publicada no meu antigo Blog do Cejunior, no começo do ano de 2007.

Estou trazendo para cá porque, guardadas as proporções, o friburguense continua anestesiado com a tragédia ambiental que destruiu nossa cidade e não tem mostrado nenhuma reação ao pouco caso com que a cidade está sendo tratada.

Cinco meses já se passaram e nada foi feito, a não ser muito blá-blá-blá, visitas de autoridades prá cá e prá lá, discursos e reuniões inócuas.

Enquanto isso, assistimos o loteamento político da cidade e torcemos para que as chuvas do verão de 2012 não sejam tão fortes.

Lamentável.

DO BLOG RESIST.DEMOCRATICA

Sponholz: A Destruição do Brasil!


Com que direito o TCU e o Ministério Público Federal esconderam o listão dos políticos corruptos que roubam o país?

Está no editorial do Estadão, de hoje. Desde o ano passado, antes das eleições, o TCU e o Ministério Público Federal possuem uma lista de políticos que mantêm negócios escusos com o governo, o que é probido por lei. O listão dos corrruptos também é de conhecimento da Mesa da Câmara e da Mesa do Senado, que decidiram mantê-la em sigilo. Só agora, a conta-gotas, começam a ser revelados os Alfredos, os Nascimentos e até mesmo os Malufs que estão roubando despudoradamente os cofres públicos. É roubo sim, porque é ilegal político com mandato estabelecer relação comercial com o governo.  Por que o TCU e o MPF esconderam esta lista? Com que direito? Se quem deve punir vira cúmplice, que esperança existe para o país?Clique na imagem para ampliar e ler.












DO BLOG DO CEL

"Bora andar de bicicleta?" Amanhã os cariocas vão pedalar contra a corrupção.

Do Blog do Sindicontas:

“Bora andar de bicicleta?” Está tem sido nossa chamada no Twitter. É, a frase da nossa campanha. Mas o que estamos pretendendo? Quem somos nós? E o que é este movimento #corrupçãonão? Bem, nós somos do SINDICONTAS que é uns dos sindicatos fundados no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro – TCE, você conhece o TCE? Não, não faz mal, pouca gente conhece. Basicamente o que fazermos é fiscalizar como é gasto o dinheiro público, é mais ou menos isso...

Amanhã(domingo), dia 31 de julho, no Aterro do Flamengo, Monumento a Estácio de Sá, a partir da 8:00hs, estaremos te esperando. Não vamos precisar a hora da partida, porque nem é tão controlada assim, nossa idéia é juntar um pouco de gente e ir. Não haverá discursos, nem nada disso, vamos apenas passear de bicicleta. Venha com a gente. "

Leia mais aqui e, se no Rio ou do Rio, participe. E dê uma pedalada na corrupção.  Se você é blogueiro, repercuta este post no seu espaço e nas redes sociais. "Bora" ajudar o pessoal do Sindicontas!

Em decisão, desembargador diz que prefeito deveria entrar para Guiness

Irritado com a insistência de uma prefeitura em criar sucessivas leis que aumentavam o número de cargos de confiança no município, um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reagiu de forma inusitada em uma decisão judicial.
No documento, o desembargador Genaro Baroni Borges relatou que o município de São Leopoldo (na região metropolitana de Porto Alegre) criou seguidamente 22 leis que sabia ser ilegais.
"[Elas] já ensejaram oito ações diretas [na Justiça]; esta é a nona. O Guiness ainda vai registrar esse recorde", disse. O processo contestava os novos cargos criados.
Borges disse ainda que a conduta da prefeitura é "desafiadora e desconcertante" e revela "menosprezo às instituições". O Ministério Público ajuizou ação de improbidade contra o prefeito Ary José Vanazzi (PT).
Só a última das leis municipais contestadas criava 68 cargos de diretor, 47 de assessor e 146 cargos de "assessor de diretoria". Procurada, a prefeitura disse que só o procurador-geral do município poderia falar sobre o assunto. Ele não foi localizado.
DA FOLHA

Mãe do PAC quer ser Mãe dos Miseráveis, mas é Mãe dos Banqueiros: R$ 27,5 bi a mais de juros em 6 meses de governo.

O aumento na taxa básica de juros e a alta da inflação levaram o setor público brasileiro a pagar um valor recorde em encargos da dívida no primeiro semestre do ano. Se por um lado o governo teve que segurar investimentos e adiar gastos para economizar, por outro pagou R$ 119,7 bilhões para os credores, o que representa 6,12% do PIB (Produto Interno Brasileiro). Foram R$ 27,5 bilhões a mais do que no mesmo período de 2010. Neste ano, a taxa básica subiu de 10,75% para 12,50% ao ano, o que aumenta significativamente o custo da dívida, pois mais de dois terços dela são indexados à Selic. De janeiro a junho, o setor público, que inclui estatais, Estados, municípios e a União, economizou R$ 78,1 bilhões, o equivalente a quase 4% do PIB. Após o pagamento recorde de juros, porém, o resultado final foi negativo em R$ 41,5 bilhões.

"Os resultados mostram que, se por um lado esse superavit foi atingido e as contas parecem estar sob controle, por outro essa política leva a gastos extremamente excessivos nos juros", afirma o professor de Finanças do Ibmec, Gilberto Braga. Segundo Braga, a única forma de o governo reduzir as despesas com a dívida é diminuindo os gastos, principalmente com a manutenção da máquina pública. Isso ajudaria em duas frentes: reduzindo a necessidade de emissão de novos títulos para financiar as despesas e diminuindo a demanda por produtos e serviços na economia, o que leva à queda da inflação e permite ao Banco Central diminuir a taxa Selic."Existe espaço para isso nesse momento até por conta dessa folga gerada pelo superavit primário. A folga, porém, não deve ser utilizada para aumentar despesa. Esse esforço de corte deve permanecer", completou. (Da Folha de São Paulo)

Mãe do PAC entrega filho para babá. Agora o negócio dela é ser Mãe da Miséria.

O PAC é um filho já que deu o que tinha que dar: fotos, festinhas, eventos de ocasião, mostrando que a mãe era produtiva. O filho, que parecia crescer forte, agora aparece, além de anêmico, com maus hábitos de querer comer o que não deve e de roubar a merenda dos outros na creche. A mãe, que não soube criar, deixou o filho com a babá e foi fazer caridade com o chapéu dos outros. Quer ser a mãe dos pobrezinhos. A Mãe da Miséria.

O Programa de Aceleração de Crescimento perdeu fôlego nos primeiros seis meses do governo Dilma Rousseff, chamada de "mãe do PAC" pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Criado em 2007, o PAC é a principal bandeira de investimentos do país e foi usado como arma eleitoral por Dilma na campanha que a elegeu presidente. Como ministra da Casa Civil, cabia a ela a coordenação do PAC. Ontem, a presidente não foi ao evento que revelou os números. Ao apresentar o primeiro balanço do ano, a ministra Miriam Belchior (Planejamento), que coordena agora o PAC, anunciou uma execução de R$ 86,4 bilhões entre janeiro e junho. O número é 10,8% menor que os R$ 95,7 bilhões registrados entre maio e outubro de 2010 -ano eleitoral e, tradicionalmente, de gastos maiores. Além disso, as novas cifras incluem investimentos em projetos que já deveriam estar concluídos desde o ano passado.

Das 126 obras analisadas no balanço, apenas 24 (19%) estão em nível fora do adequado, de acordo com a interpretação oficial. Entre as obras cuja execução estaria dentro do cronograma previsto está o trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O empreendimento, com preço estimado em R$ 33 bilhões pelo governo, não foi sequer leiloado. Nenhuma empresa se interessou em participar do leilão que ocorreria no primeiro semestre. As regras estão sendo revistas e a próxima tentativa de licitação deverá ocorrer apenas em 2012.De 36 obras apresentadas como concluídas, 25 deveriam ter sido entregues ainda em 2010. (Da Folha de São Paulo)

Sobre a cabeça os aviões.

Quem acompanha o episódio com Nelson Jobim, ministro da Defesa, que afirmou publicamente que votou em José Serra, está pasmo em ver Dilma não demitindo o traíra imediatamente e Lula defendendo o inimigo na trincheira. Ora, Jobim e Lula, de comum acordo, iriam comprar os Rafale, os piores e mais caros caças franceses, decisão que foi postergada por Dilma. Se Jobim for demitido, perde Lula, se é que vocês entendem, mas estão proibidos de comentar. Por isso, a defesa exacerbada e fora de hora que o ex-presidente faz do ministro traíra. De qualquer maneira, a saída não será à francesa, se ocorrer. Na segunda o ministro Jobim dará entrevista no Roda Viva. Panos quentes ou chute no balde? Melhor esperar pra ver, porque sobre a cabeça os aviões...
DO COTURNO NOTURNO

O “PAC” que funciona: Programa de Aceleração da Corrupção

Leia Editorial do Estadão:
O sistema de vale-tudo nas relações entre a burocracia do Executivo, parlamentares e as empresas que conhecem o caminho das pedras para fazer negócios com a área federal engendrou no governo Lula um outro “PAC”, mais bem-sucedido do que o original. Seria o Programa de Aceleração da Corrupção. Diga-se desde logo que conluios entre servidores venais, políticos de mãos sujas e negociantes desonestos não são uma exclusividade nacional e tampouco surgiram sob o lulismo. Mas tudo indica que a roubalheira na escolha dos fornecedores de bens e prestadores de serviços ao Estado brasileiro e nos contratos que os privilegiaram alcançou amplitude nunca antes atingida na história deste país nos governos petistas, e não apenas em função do patamar de gastos públicos. Mais decisivo para o resultado estarrecedor a que se chegou foi o perverso exemplo de cima para baixo. No regime do mensalão e das relações calorosas entre o presidente da República e a escória da política empoleirada em posições-chave no Parlamento, corruptores e corruptíveis em potencial se sentiram incentivados a assaltar o erário com a desenvoltura dos que nada têm a perder e tudo a ganhar. Nos últimos 30 dias, as histórias escabrosas trazidas à tona pelos escândalos revelados no Ministério dos Transportes tiveram o impacto de uma bomba de fragmentação que lançasse estilhaços em todas as direções da capital do País. Mas elas parecem apenas uma amostra do que vinha (e decerto ainda vem) se passando na máquina federal.
Ao passar o pente-fino em 142 mil licitações e contratos do governo assinados entre 2006 e 2010, referentes a obras e serviços no valor de R$ 104 bilhões, o Tribunal de Contas da União (TCU) topou com escabrosidades que caracterizam um padrão consolidado de delinquência, evidenciado em praticamente todos os aspectos de cada empreendimento (pág. A-4 do Estado de sexta-feira). As licitações se transformaram no proverbial jogo de cartas marcadas. Não apenas o governo fechava negócios com firmas cujos sócios eram servidores públicos aninhados no próprio órgão que encomendava a empreitada, mas em um dos casos esses funcionários integravam a comissão de licitação que acabaria por dar preferência às suas respectivas empresas.
Licitações eram dispensadas sem a apresentação de justa causa. Só uma empresa interessada ganhou 12 mil licitações; desistiu de todas para favorecer “concorrentes” que haviam apresentado lances mais altos. Duas ou mais empresas com os mesmos sócios participaram de 16 mil disputas. Cerca de 1.500 contratos foram assinados com empresas inidôneas ou condenadas por improbidade. Aditivos da ordem de 125% sobre o valor original - o limite legal é de 25% - engordaram 9.400 contratos. As irregularidades, que somam mais de 100 mil, “estão disseminadas entre todos os gestores”, concluiu o relatório de 70 páginas da mega-auditoria realizada pelo tribunal de abril a setembro do ano passado.
Lamentavelmente, o tribunal manteve em sigilo - salvo para as Mesas da Câmara e do Senado, e o Ministério Público Eleitoral - a relação de parlamentares sócios de empresas contratadas pelo governo. A participação dos políticos nesses negócios ajuda a fomentar a corrupção, em razão dos seus íntimos entrelaçamentos com os centros de decisão no aparato administrativo. Além disso, a Constituição proíbe explicitamente que empresas que tenham parlamentares entre os seus sócios sejam contratadas pelo governo. Para contornar essa barreira, os políticos costumam deixar a gestão direta de suas firmas. Em pelo menos um caso, porém, o mandatário não se pejou de assinar ele próprio o contrato com uma repartição pública.
Quanto aos políticos citados no relatório, só dois nomes são conhecidos, graças ao trabalho de reportagem do Estado. São o senador e ex-ministro das Comunicações (afastado por suspeita de ilícitos) Eunício Oliveira e o notório deputado Paulo Maluf. Uma empresa do primeiro venceu uma licitação fraudada de R$ 300 milhões na Petrobrás. Uma empresa do segundo alugou um imóvel para o governo por R$ 1,3 milhão ao ano. Com “dispensa de licitação”.
Vamos aguardar a divulgação da lista em poder dos membros das mesas do Senado e da Câmara dos Deputados.
Por Reinaldo Azevedo

Dilma constrange Jobim e cogita afastá-lo da Defesa

  Lula Marques/Folha

Dilma Rousseff não digeriu a declaração de Nelson ‘Eu Votei no Serra’ Jobim. Com a frase atravessado na traquéia, a presidente constrangeu o ministro.
Deu-se numa cerimônia militar, no Planalto. Testemunhas, os repórteres Natuza Nery, Fernando Rodrigues e Márcio Falcão contam, na Folha, o que se passou.
Dilma tratou o titular da pasta da Defesa com frieza protocolar e ostensiva. Absteve-se de mencionar o nome de Jobim em seu discurso, como seria de praxe.
A presidente não ignorava que Jobim votara no rival tucano José Serra na eleição de 2010. Abespinhou-se mesmo assim.
Enxergou na entrevista em que Jobim fez menção à sua preferência no mínimo uma descortesia. No máximo, uma provocação.
Cogitou demiti-lo de bate-pronto. Preferiu adiar a providência. Nos arredores de Dilma, Jobim passou a ser visto como uma exoneração esperando para acontecer.
O próprio Jobim já confidenciou a amigos que não se planeja permanecer no governo até o término do mandato de Dilma. Pode ter precipitado as coisas.
Nesta sexta (29), de passagem pela ESG (Escola Superior de Guerra), no Rio, Lula manuseou panos quentes:
"Nunca me preocupei em perguntar aos meus amigos em quem votam, o voto é sagrado e cada um vota em quem quer…”
“…O Jobim não foi convidado para o meu governo por causa do voto dele."
Do Rio, Lula voou até Brasília. Avistou-se com Dilma na embaixada da Argentina. Jantariam juntos. Mas o ex-soberano tomou o avião para São Paulo mais cedo.
Nesta segunda (1o), Jobim dará nova entrevista, dessa vez ao Programa Roda Viva, da TV Cultura.
Decerto será reinquirido sobre o tema. Dependendo do que disser, pode deixar o estúdio como ex-ministro.