quarta-feira, 13 de abril de 2011

VAR-Palmares planejou execução de militares

Felipe Recondo e Leonencio Nossa, de o Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Documento da Aeronáutica que foi tornado público nesta quarta-feira, 13, pelo Arquivo Nacional, após ter sido mantido em segredo durante três décadas, revela que a organização guerrilheira VAR-Palmares, que contou em suas fileiras com a hoje presidente Dilma Rousseff, determinou o "justiçamento", isto é, o assassinato de oficiais do Exército e de agentes de outras forças considerados reacionários nos anos da ditadura militar.
Com cinco páginas, o relatório A Campanha de Propaganda Militar, redigido por líderes do grupo, avalia que a eliminação de agentes da repressão seria uma forma de sair do isolamento. O texto foi apreendido em um esconderijo da organização, o chamado aparelho, e encaminhado em caráter confidencial ao então Ministério da Aeronáutica.
O arquivo inédito, revelado pelo Estado no ano passado e aberto à consulta pública anteontem, faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (CISA). No Arquivo Nacional, em Brasília, novo endereço do acervo que estava em poder do serviço de inteligência da Aeronáutica, há um conjunto de documentos que tratam da VAR-Palmares. Mostram, entre outras coisas, a participação de militares da ativa e a queda de líderes do grupo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
Os nomes dos integrantes do grupo receberam uma tarja preta, o que impede estabelecer relações diretas entre eles e as ações relatadas. É possível saber, por exemplo, que militantes de Belo Horizonte receberam em certa ocasião dez revólveres calibre 38 e munição, mas não os nomes desses militantes.

FHC considera ‘precipitadas’ as críticas ao artigo

Gabriel Manzano, de O Estado de S. Paulo
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) considerou nesta quarta-feira, 13, "precipitadas" as reações ao seu artigo O Papel da Oposição, a ser publicado na revista Interesse Nacional, mas que já foi divulgado pela internet. "Primeiro, me espantei com o tamanho da repercussão. Afinal, o artigo nem saiu ainda na revista. Mas achei também precipitadas algumas reações. Sobretudo da oposição, que, pelo que percebi na imprensa, disse coisas que acabam fazendo o jogo do PT", afirmou ele ao Estado.
No artigo, o ex-presidente aprofunda uma análise sobre o que chama de "lulopetismo", defende seus oito anos na Presidência (entre 1995 e 2002) e faz fortes críticas ao PSDB. No trecho que acabou se tornando o foco central das reações, ele escreveu que, se os tucanos continuarem tentando dialogar com o "povão", acabarão "falando sozinhos". Por isso, aconselha o partido a priorizar "as novas classes médias", gente mais jovem e ainda não ligada partido nenhum e suscetível de ouvir a mensagem da social-democracia.
Na entrevista, o ex-presidente deteve-se um pouco mais no uso do termo "povão": "O que estou dizendo é que o PT e o governo dispõem de poderosos meios em amplos setores de camadas pobres mas cooptadas pelos sindicatos e pelas centrais sindicais." E adverte: "Também existe, é claro, um ‘povão’ nessa nova classe média".
Em seu entendimento, o ex-presidente não estava excluindo ninguém. O que ele pretendia era convencer as oposições a definir um foco de atuação. "Ora, eu venci duas eleições com o voto desse povão! Agora, temos de ter uma estratégia para esses setores mais sensíveis. Temos de fincar o pé na internet e nas redes sociais."

A maioria me acha idiota; a resposta será radical, disse atirador em vídeo

Homem escala mastro e queima Bandeira do Brasil em Brasília

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo
Um homem escalou agora o mastro da Bandeira do Brasil que fica na Praça dos Três Poderes, em Brasília, por volta das 11h desta quarta-feira, 13. Do alto, ele grita muito, mas não é possível identificar exatamente o que ele fala. É possível ouvir apenas algumas críticas ao senador Romero Jucá (PMDB-PR).

Ele atirou papéis e queimou um pedaço da bandeira. No momento em que o homem subiu no mastro, o presidente em exercício, Michel Temer, estava reunido com lideranças dos partidos para discutir o novo Código Florestal. Não se sabe ainda quais as providências que serão tomadas para evitar acidentes. Desde as 11h, bombeiros estão próximos ao manifestante e tentam fazê-lo descer

A rebelião no Palácio do Planalto


Os presidentes da Petrobras e do BNDES estão em frontal confronto com o Ministro da Fazenda Guido Mantega

Criticam, desmentem e tripudiam do homem encarregado da política econômica do país, num dos momentos mais delicados da economia brasileira, nos últimos anos.

A presidenta Dilma parece não querer colocar a sua mão nessa cumbuca.
Foto: Arquivo

Os rebelados: o presidente do BNDES, Luciano Coutinho e da Petrobras Sergio Gabrielli. Por trás deles ministros e o presidente do Senado


Tal qual como aconteceram nas ditaduras islâmicas da África, um grupo rebelde instalou-se no Palácio do Planalto. Suas pretensões são modestas, não pretendem derrubar a presidenta Dilma Rousseff, querem apenas a cabeça do ministro da fazenda Guido Mantega, um dos protegidos mais queridos do ex-presidente Lula, tudo como corpo estranho, incomodo e incompetente , pelos novos ocupantes das estatais e alguns ministérios.

Há quem diga que nem Dilma gosta de Mantega e nem da sua forma de conduzir a política econômica. Além das costas quentes de ser um ministro da cota de Lula, a presidenta tem que avaliar que não seria de bom tom, diante da comunidade internacional, uma mexida radical na equipe econômica, há apenas três meses da sua posse.

Estanho porem, é o fato de nos seus primeiros dias de governo, a presidenta não vacilou em desautorizar publicamente alguns ministros que fizeram declarações em desacordo com o seu pensamento, e até agora, não se manifestou de forma contundente diante de um assunto tão relevante.

Não é coisa para amadora, liderar 39 ministros e centenas de presidentes de estatais poderosos, com interesses pessoais bem acima dos nacionais, com ambições políticas locais e nacionais, contas a prestar aos partidos e aos caciques políticos que os colocou no cargo.

O blogueiro da Folha, Josias de Souza, chamou a política econômica da nossa presidenta de “saco de gatos”, e disse que se ela não cuidar de realinhar os ministros, o Palácio do Planalto vai virar “a casa da mãe Joana’.

O grupo de rebeldes centrado em destronar o Ministro Guido Mantega, provavelmente não o fazem por razões republicanas. Querem o cargo para si, ou para algum apadrinhado, mais adequado aos seus interesses. Juntos minam as ações do ministro oriundo do governo Lula, e até convocam empresário a se rebelarem contra a atual política econômica, como se estivessem falando de outro governo.

O porta voz da ala rebelde, até então, tinha sido o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que sem meias palavras costuma confidenciar que não está sozinho na sua sublevação, que desfruta da concordância em divergir dos ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia).

O Brasil e Mantega estão fragilizados no momento: os efeitos colaterais do remédio dado para enfrentar a crise mundial, a famosa “marola de Lula”, mais os gastos descontrolados para exibir um falso cenário de Brasil pujante, para eleger a companheira poste, estão aparecendo agora em forma de inflação, descontrole nas contas públicas e minguados recursos para investimentos.

Portanto não é nada producente e até muito prejudicial à exibição dessa discordância pública aos rumos da condução da economia.

As fala de Luciano Coutinho, presidente do BNDES tem sido inconvenientemente didática e acidamente críticas afirmando por exemplo, “que a pretexto de conter a inflação, Brasília abandonou a ideia de segurar o câmbio. Algo que destrói a industria nacional.”

Apesar das noticia de ter sido admoestado por Dilma, devido às primeiras manifestações, nesta terça (12), Coutinho voltou ao tom orientador critico, ensinando a Mantega, através da mídia que “apesar de ser inevitável que investimentos fluam para uma economia em rápido crescimento como a do Brasil, o governo deveria emitir barreiras mais fortes contra dinheiro especulativo”.

E prosseguiu:

"Temos de selecionar os fluxos de capital benignos que ajudam a desenvolver a economia brasileira das atividades especulativas de curto prazo que, de certa maneira, são prejudiciais já que exageram a tendência de valorização da moeda", disse o rebelado Coutinho.

O real subiu na semana passada para o nível mais alto ante o dólar desde agosto de 2008, depois que o mercado desconsiderou as últimas medidas do governo para taxar investidores que estão lucrando com o juro de dois dígitos do país.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem tentado conter a contínua alta do real com uma série de medidas, incluindo impostos sobre empréstimos estrangeiros e outros controles de capitais, mas a ameaça e as novas medidas diluiem-se diante da realidade cambial.

Para infernizar ainda mais a vida de Mantega, na outra ponta do problema, que é sustentar a inflação, outra voz emergiu das trevas: o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ancorado no Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (com o Senador José Sarney, por trás), disse em Pequim que, se os preços do petróleo continuarem no nível atual - e ele acredita que sim- haverá reajuste no preço da gasolina. Coisa que o ministro da fazenda vem dizendo seguidamente que não ocorrerá.

"Se o preço do petróleo ficar nesse nível que está hoje, estável nesse nível, você vai ter de alterar [o preço da gasolina], porque nós estávamos trabalhando com US$ 65 a US$ 85 [o barril]", disse Gabrielli, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff, em sua viagem a China.

A fala de Gabrielli é irresponsável e danosa, pois, cria uma expectativa inflacionária, fazendo com que os efeitos do aumento, que ainda não ocorreu, comecem a aparecer por antecipação, sem contudo anular os efeitos reais quando a medida por ventura, vier a ser implementada.

O Brasil está pagando um preço muito alto por essa indefinição presidencial. Dilma precisa honrar as calças que veste, tomando uma atitude: ou apóia Mantega e cala a boca dos rebeldes ou manda Mantega passear e enfrenta as conseqüências.

Foto: Arquivo/Flickr


Dilma, cadê você?

DO RESISTENCIA DEMOCRATICA

Cuidado com a vigarice, Bono!


Por duas horas ele e o cantor discutiram sobre a possibilidade de uma futura parceria entre a Fundação One e o Instituto Lula. 
A fundação pertence a Bono e trata do auxílio a paises africanos e o instituto de Lula não existe e não se sabe se existirá algum dia.

Lula perdeu a cabeça

Giulio Sanmartini - Prosa & Política


O ex-presidente Lula faz questão de não ser ex. Não largou e nem largará o cargo e faz questão de mostrar isso a Dilma, lembrando-a que se ela está sentada no gabinete presidencial é só por causa do apoio que ele lhe deu.

Por enquanto ele continua fazendo o que gosta e da forma como gosta: encher os cornos, viajar, fazer discursos, auto-elogiar-se e bostejar com uma incrível fertilidade. Tudo, de preferência, pago pelo contribuinte brasileiro.

Sua atividade de “conferencista”, só vai durar até o momento que deixar de ser folclore, mas quando isso acontecer, ele tentará ficar sob os holofotes através de seu tal de “Instituto Lula”, mas este está cumprindo um período de gestação dos asininos (12 meses).

Apareceu em nome, quando Lula recebeu um veículo blindado, doação feita pelo libanês Youssef Chataoui, empresário que se estabeleceu no Brasil após ser preso e acusado de se envolver na disseminação da doença da “vaca louca” na França, em 2001 e por importação ilegal de insumos contaminados para ração animal.

Nessa segunda feira, não querendo ser superado em badalações pela presidente Dilma Rousseff, resolveu também ele encontrar-se com vocalista da banda U2, Bono, em um hotel em São Paulo. Levou de contra peso a dona da pensão Marisa Letícia, o amigo pagador de suas contas Paulo Okamotto e ainda dois assessores. Não se sabe o que fizeram esses dois numa reunião caracterizada pela total inutilidade. 

Por duas horas ele e o cantor discutiram sobre a possibilidade de uma futura parceria entre a Fundação One e o Instituto Lula. 
A fundação pertence a Bono e trata do auxílio a paises africanos e a instituto de Lula não existe e não se sabe se existirá algum dia.

Ao que tudo indica, Lula está passando por uma crise de abstinência de poder, que associada a destruição de neurônios por alcoolismo, mostra que ele perdeu a cabeça.
DO MOV.ORDEM VIG.CONTRA CORRUPÇAO

FHC LANÇA PORTAL NA INTERNET PARA DISCUTIR O PAPEL DA OPOSIÇÃO. ENTRETANTO SOLUÇÃO É SIMPLES: BASTA FAZER OPOSIÇÃO!


O movimento capitaneado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de refundar a oposição ao governo federal ganhará um braço digital a partir de junho. Com a contribuição de tucanos e intelectuais, o ex-presidente organiza o lançamento de uma comunidade virtual para a discussão de propostas políticas e econômicas para o Brasil.
O portal que pretende adotar um padrão de rede social, com a extensão de conteúdos para o Twitter e Facebook, tem a meta de reunir até um milhão de usuários e deve contar com um amplo time de blogueiros. Até o momento, foram convidados para colaborar com a iniciativa Francisco Weffort, Soninha Francine, Gustavo Franco, Pedro Abramovay e Paulo Renato Souza, entre outros.

O ex-deputado federal Xico Graziano, assessor do ex-presidente, tem idealizado o projeto que, segundo ele, vai receber o nome de Observador Político e terá como mote o princípio de acompanhar, participar e espalhar a informação. O lançamento oficial do site está programado para 18 de junho, dia em que o ex-presidente completa 80 anos, mas ele deverá entrar no ar em maio.

"O objetivo é oferecer uma plataforma para a discussão de temas atuais, partindo do ponto de que essa discussão é feita pouco pelos partidos políticos. Ela será aberta, transparente e apartidária, como em qualquer rede social. É um convite para que as pessoas criem páginas, discutam e se tornem observadores", explicou Graziano, complementando que o papel atual da oposição deve ser um dos temas discutidos na nova rede. "A ideia é aproximar temas atuais, como a discussão sobre a democracia e a questão das drogas, da juventude, promovendo um debate amplo entre gerações", acrescentou.
O portal surge num momento em que é discutido o futuro do PSDB. No centro do debate, há a tese de criação de um conselho político no partido, instância formada por líderes da sigla, sem funções administrativas, para discutir a atuação nacional da legenda. Uma outra teoria sugerida, e defendida inclusive pelo governador Geraldo Alckmin, é sobre a implantação de um rodízio anual para o comando nacional da agremiação.

Entre as propostas, o ex-presidente sugeriu em artigo divulgado na terça-feira, para a revista Interesse Nacional, que a oposição se aproxime da classe média e pare de disputar com o PT a influência sobre o "povão", opinião que gerou comentários tanto positivos como negativos de membros do PSDB. Do portal da revista Veja

Lula não fala mais com pobre.

Desculpem a piada, mas ela é inevitável. Ex-presidentes do Brasil, quando saem do governo, querem distância dos pobres. A última vez que Lula falou com alguém das camadas menos favorecidas foi no natal dos catadores. Depois disso, só grandes empresários, governantes, intelectuais. Nada daquele Lula suarento enroscado com os pobres. Lula está novamente na Europa, para onde foi de jatinho executivo. Hoje discutiu pobreza com o historiador Eric Hobsbawm, amanhã vai dar palestra sobre o assunto para os executivos da Telefônica e depois vai almoçar com Zapatero, primeiro-ministro da Espanha. Quem gosta de pobre é intelectual, já dizia Joãozinho Trinta. O Lula agora é doutor, igualzinho ao FHC.

DO COTURNO NOTURNO

Um segundo turno para brincar com a dor


À tragédia que tanto sofrimento e comoção provocou no Brasil, o Ministério da Justiça reagiu propondo desarmar a população e já começa a campanha. No entender do governo, se o MJ tivesse tomado igual medida há um mês, o assassino Wellington Menezes teria ido a um posto de arrecadação do Realengo e entrado na fila para entregar seu 38 com a numeração raspada e o 32 produto de roubo. Outros bandidos, País a fora, lotariam sedes de entidades, delegacias e quartéis para passar de suas mãos leves para os braços da lei o arsenal que amedronta até a polícia.
Apesar de atrasado, o governo federal parte em busca do tempo perdido e conta com o apoio da população para levar espingardas e revólveres. A moda pegou. O governo paulista faz a semana da troca de espadas de plástico por gibis e o Congresso Nacional idealiza o segundo turno do plebiscito do desarmamento, seis anos depois de o eleitor decidir que quer desarmar os criminosos, não o cidadão de bem. Em sua pureza, essas autoridades esperam que PCC, Comando Vermelho e congêneres declarem moratória unilateral e deponham metralhadoras, fuzis, lança-mísseis, granadas.
Sendo otimistas, ingênuos, imaginemos que o governo realmente acredita que sociopatas, psicopatas, assassinos em série e outros sinônimos de monstro se apiedem das futuras vítimas. Antes da barbárie, os desumanos colaborariam com a segurança depositando abaixo de um logotipo de ONG as armas que os catapultariam dos recônditos para as manchetes. É de um surrealismo de tal forma gritante que parece conversa do coelhinho da Páscoa com a Velhinha de Taubaté.
Leia a íntegra do artigo em Um segundo turno para brincar com a dor

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM/GO)
DO BLOG DO NOBLAT-GLOBO

O petista-desempregado sumiu

Ando procurando há muito tempo duas brasileirices que, como a ararinha-azul, existem oficialmente mas nunca aparecem: o entrevistado-pelo-instituto-de-pesquisa e o comunista-assumido-com-menos-de-100-anos. Conheço gente que jura ter conhecido um entrevistado pelo Ibope ou alguém que abranda a olímpica solidão de Oscar Niemeyer. Um amigo garante ter visto as duas raridades. Eu nunca vi. E só acredito vendo.

A essas obsessões somou-se há quase oito anos uma terceira: procuro um petista-desempregado. Não conheço nenhum, nem conheço quem conheça. Se os leitores também não conhecerem, a espécie será declarada oficialmente extinta. E um comício com a dupla Lula e Dilma vai festejar o sucesso incomparável do programa Desemprego Zero para a Companheirada.
Os doutores de verdade e as doutoras dilmas, os gênios da raça e os cretinos fundamentais, os que raciocinam em bloco e os repetentes de carteirinha, os primeiros da classe e os que babam na gravata, os varados de luz e os doidos varridos, os menores de idade e os caducos sem remédio, os sóbrios congênitos e os bêbados de berço ─ todos os que viram a luz numa estrela vermelha deram um jeito na vida. Ninguém ficou ao relento. Sem concursos, exames, nada. Só com o bilhete do padrinho e a cópia da ficha de inscrição do PT.
A multidão defende o salário e o partido no Planalto, no Congresso, no Judiciário, na Petrobras, na Eletrobras, nos Correios, no Ibama, no Incra, na Funai, nas Ongs, nos blogs federais, na Caixa Econômica, no Banco do Brasil, no pré-sal, no Bolsa Família, no Fome Zero ─ nenhum cabide de empregos escapou. Onde houver uma folha de pagamentos anabolizada por dinheiro público, haverá um militante companheiro.
A espécie dos entrevistados-pelo-instituto-de-pesquisa nunca foi nuito numerosa. Os pesquisadores precisam de pouca gente para saber o que estão achando milhões de brasileiros. Os comunistas-assumidos-com-menos-de-100-anos viveram tanto tempo na clandestinidade que se sentem melhor nas sombras que na claridade. Portadores da Síndrome do Cristão de Catacumba, acham que o povo não está preparado para saber o que pensam quem vai salvá-lo. E caminham rumo à ditadura do proletariado disfarçados de socialistas, bolivarianos ou simplesmente esquerdistas.
Mas os petistas-desempregados eram dezenas de milhares no começo do século. O sumiço de todos os exemplares é uma proeza e tanto. Agora, para que a raça não reapareça com os filhos dos casais já amparados, o presidente Lula enviou à Câmara dez projetos que criam 40 mil cargos públicos. É tanta vaga que até quem não nasceu já tem salário garantido no cabideiro federal. A conta (R$ 1.388 bilhão por ano) será espetada no bolso dos pagadores de impostos.
É natural que a hipótese da derrota na sucessão presidencial seja recebida pela companheirada a socos e pontapés. Perder a eleição é péssimo. Perder o salário é um pesadelo. Dilma Rousseff não lidera uma campanha eleitoral. Lidera uma campanha contra o desemprego.
AUGUSTO NUNES-REV.VEJA

Ministério da Cretinice

“Devemos aprender com as lições das tragédias aprendidas pela população do Rio de Janeiro para que tragédias como essas não se repitam. Precisamos trabalhar com afinco para que, quando acontecerem as tragédias, estarmos preparados”.

Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional, sobre a tragédia na Região Serrana, informando em dilmês primitivo que, em vez de investir na prevenção de desastres naturais, o governo está decidido a aperfeiçoar os métodos de contagem de mortos e flagelados.
AUGUSTO NUNES-REV.VEJA

Armas no Brasil. Referendo ou oportunismo?



O ano era 2005, foram gastos (MEIO BILHÃO DE REAIS) dos cofres públicos para fazer o referendo sobre as armas no Brasil.
Muita grana também foi investida na campanha pelos grupos pró e contra o desarmamento da população.
Os eleitores foram às urnas e votaram, o resultado foi que mais de 60% dos que compareceram à votação diseram NÃO ao desarmamento.
No ano de 2005 foram vendidas 3.000 armas registradas e a população era de pouco mais de 183.000.000 habitantes.
Hoje, volta ao noticiario nacional essa conversa de fazer um novo referendo para discutir um assunto que a população soberana e democraticamente já decidiu.
Políticos espertalhões surfando na "onda" do massacre de Realengo querem tirar dividendos políticos aproveitando o momento de comoção da sociedade. Além de pilantras são covardes, pois, abrem discussões em momentos que deveriam ser apenas de reflexão. 
E sempre com a intenção de auferir lucros políticos e nunca pensando no bem estar da população. Se assim fosse, o Brasil com as promessas feitas por toda classe de políticanalha que habita estas paragens seria um paraíso na terra.
Muito se fala em desarmar a população para "melhorar" a segurança pública. Isso não passa de uma deslavada MENTIRA!!!
Sempre mentindo ou enganando os menos favorecidos de inteligência que são os que mais sofrem os efeitos da violência urbana aberta e impune que temos no Brasil. O pobre é o que sempre leva ferro por conta das mentiras contadas por políticos safados que só querem os votos e mais nada.
E depois das eleições...quanto mais longe do povo melhor!
Nos Estados Unidos que tem 311 milhões de habitantes e o porte de arma é legalizado na maioria dos estados, as mortes por armas de fogo no ano passado não foram mais do que 15 mil. Isso contabilizado as ações da polícia e da política de tolerância zero que praticamente ACABOU  com o crime em Nova Yorque.
No Brasil onde a venda de armas é controlada e o porte é proíbido, foram mortos no ano passado 50 mil pessoas contabilizadas também as ações políciais.
Nossa população é de 190 milhões de habitantes. Isso prova que o porte de armas não é motivo para o aumento da violência. O que diminui a violência são leis mais rígidas e bem aplicadas e muita educação, o resto é papo de político mal intencionado que quer jogar um país inteiro de joelhos diante de uma ideologia atrasada e burra.
60% da população votou pela manutenção da venda de armas no Brasil, e agora estranhamente querem desconstruir essa votação para mais uma vez usarem o massacre como motivo de rereferendar o referendo de 2005.
Ontem assistindo ao noticiário da TV vejo a reportagem onde dizem os "experts" no assunto que 60% das armas que circulam ilegalmente no Rio são produtos de furtos em residência. Outra mentira tão descarada quanto o interlocutor que vomitou tamanha sandice.
Quer dizer que a população do Rio de Janeiro tem em casa armas tipo AR 15 e pistolas calibre .40?  O que vemos no Rio é o uso de armas contrabandeadas. Mesmo as que são fabricadas no Brasil e não são vendidas aqui são compradas no Paraguai e entram via fronteira para abastecer o crime. Os roubos nos quartéis e nos DPs, os assaltos a bancos onde os seguranças são feitos de reféns e suas armas levadas pelos bandidos, e até os políciais que vendem armas não entram nessa conta né?
Falaram tanto do maluco que massacrou as crianças em Realengo, diserram que as armas são roubadas e acabaram nas mãos dele para que cometece aquele absurdo. Mas...e a munição e os Speedloaders? Esses também e em grande quantidade como foram encontradas com o "FDP" também vieram de furtos em residências?
A mentira é contada constantemente como uma verdade para induzir os idiotas a engrossarem o coro do desarmamento, mas porque não dão conta de onde vieram as munições? Afinal para uma arma mesmo que roubada de um cidadão funcionar ela precisa de munição e os cidadãos não possuem caixas e mais caixas de munição em casa, em algum lugar o vagabundo compra a munição e é isso que tem que acabar.
Compram no contrabando e até nas mãos dos policiais que vendem armas para "engordar" o orçamento.
As milicias e os traficantes então viraram ladrões de residência que só assaltam casas que tem armas guardadas para abastecer os arsenais de geurra que possuem, né?
A hipocrisia e o oprtunismo tomam conta da classe políticanalha a cada nova tragédia que se abate sobre a população, mas nada de sério é feito, e passado o tempo da comoção todo mundo esquece e a conversa cai no conveniente esquecimento.
Tanta coisa para ser discutida em um plebiscito.
Maioridade penal, pena de morte, prisão perpétua, financiamento de campanha, diminuição do número de deputados e senadores, reeleição, foro privilegiado dos políticos, ética, cidadania, educação, saúde, segurança séria, salários de políticos...etc.
Mas não, preferem fazer oba-oba e inventar de referendar o que já foi decidido democraticamente.
E ainda mais absurdo é ver o Sinistro da Justiça que gritava no Foro de San Pablo "Socialismo o Muerte" se fazendo de paladino da justiça e pedindo o desarmamento do cidadão brasileiro.
Qual é a real intenção de um ser que fala em ideologia ou morte querer que uma população inteira esteja ajoelhada diante de seus governantes?
Isso é para se pensar com muita atenção, pois, poderemos cair na armadilha do "politicamente correto" e virarmos súditos em vez de cidadãos.
O estatuto do desarmamento é outra inutilidade, uma vez que pune o cidadão de bem pelo porte ilegal, mas não coíbe que o VAGABUNDO ande armado, e para um vagabundo que cometeu "N" crimes o de porte ilegal é o....menos pior...
Para ter um efeito sério no desarmamento o porte deveria ter duas punições, o cidadão que ande ilegalmente armado tem que ser preso e multado, agora, o vagabundo que comete um crime com arma ilegal tem que ter sua pena triplicada sem direito a nenhum tipo de benefício. Só por aí já poderiam ser reduzidos os índices de violência, mas para que isso aconteça tem que ter vontade política, seriedade, comprometimento e responsabilidade, coisa rara em político brasileiro.
DO BLOG O MASCATE 

PSD SERÁ LANÇADO NESTA QUARTA E PROMETE SER UM PARTIDO DEDICADO À CLASSE MÉDIA

Presidente de honra do PSDB, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso recomendou ao próprio partido, em artigo divulgado na terça-feira, atenção à classe média. Para FHC, não adianta a oposição tentar afagar o “povão”. Os tucanos podem até ignorar o conselho de Fernando Henrique, mas devem estar atentos, porque alguém já o ouviu. Nasce nesta quarta em Brasília o Partido Social Democrático (PSD). Mas pode chamar de partido da classe média.


“São milhões de brasileiros sem representação, sem ninguém para defender seus interesses”, explica o ex-deputado federal Indio da Costa, líder do PSD no Rio de Janeiro. “Seremos um partido voltado para as necessidades da classe média.” Indio diz que os criadores da nova legenda adotaram a causa antes da fala de FHC. Não escondeu, no entanto, o entusiasmo com o tucano na defesa do lema e brincou que o ex-presidente seria bem-vindo no PSD.

O mote de “partido da classe média” será apresentado nesta quarta em Brasília. No evento serão colhidas as 101 assinaturas daqueles que constarão como fundadores do partido. A ata de fundação será registrada na Justiça Eleitoral. A partir daí será feita em todo o Brasil uma força-tarefa para a coleta das quase 500 mil assinaturas de eleitores necessárias para o registro definitivo da legenda junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa dos articuladores da sigla é obter o registro até o fim de junho.

A primeira providência dos líderes do PSD será aproximar a legenda do eleitorado. A partir do pré-registro do partido serão tomadas duas medidas: criar um movimento civil, com forte presença na internet, e contratar uma pesquisa nacional sobre as demandas mais urgentes dos brasileiros.

O movimento vai centralizar manifestações de apoio e sugestões vindas de populares. Servirá de base também para a organização de seminários pelo Brasil para falar sobre as ideias do partido. De quebra, ajudará a divulgar o PSD e a turbinar a coleta de assinaturas para criação da legenda.

O cronograma dos seminários está sendo montado pelo vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, cabeça da legenda no estado, ao lado do prefeito da capital, Gilberto Kassab. As reuniões terão como ponto de partida os Doze Mandamentos do PSD, redigidos e apresentados por Afif em março. As diretrizes incluem a defesa da liberdade, o direito de propriedade e a descentralização do governo. 

Apoio nos estados – Desde o primeiro lançamento regional do PSD, em Salvador, Gilberto Kassab conseguiu costurar apoios em doze estados – entre eles os quatro maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O paulistano puxou ainda figuras de expressão do DEM, como Afif, o ex-governador Claudio Lembo e a senadora Kátia Abreu. Há articulações em andamento em outros onze estados.

O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia, tenta evitar uma debandada rumo ao PSD. Até agora conseguiu conter o deputado Rodrigo Garcia, aliado histórico de Kassab, e a prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera. Não se sabe por quanto tempo. Entre os dezesseis líderes regionais do PSD, oito são do DEM, quatro do PMN, dois do PSDB, um do PTB e um do PP. Deputados, vereadores, prefeitos e lideranças locais estão de olho na nova sigla e o movimento preocupa dirigentes partidários. 

Indio da Costa aponta dois motivos para o interesse dos políticos pelo PSD. “As pessoas não suportam mais a opressão partidária”, diz. “Há também aqueles que acham que a prática de seus partidos não condiz mais com a ideologia e querem uma alternativa nova.” Do portal da revista Veja

Mantega está perdidaço


Brasil Econômico -  Poucos políticos são tão próximos de José Serra quanto o Senador tucano Aloysio Nunes Ferreira. Com o capital político ampliado depois das eleições do ano passado, quando mostrou que também é bom de voto, ele se tornou uma referência obrigatória nos momentos de crise do PSDB. Ao BRASIL ECONÔMICO, ele falou abertamente sobre o embate do partido em São Paulo e se posicionou sobre a reforma política. se colocando contra o financiamento público de campanha.
Como avalia o embate interno entre vereadores e dirigentes do PSDB em São Paulo?
Acho que excluir os vereadores (do comando do partido na capital) é um erro grave do grupo majoritário. A bancada de vereadores é o seguimento mais próximo do eleitorado da capital.
Os vereadores tucanos são muito próximos ao prefeito Gilberto Kassab. Acha que esse racha pode ter sido influenciado por ele?
Não houve influencia do Kassab no racha. A bancada dos vereadores está unificada e afinada como projeto do PSDB. A pretensão dos vereadores (de participar do comando da legenda) é legítima.
José Serra será candidato a prefeito em São Paulo
Não existe essa hipótese.
O sr. pretende ser candidato?
Não há debate ainda, só ambições. Mas eu não serei…
Qual será então o papel de Serra no PSDB?
Dentro do PSDB, o Serra é o político com maior capital eleitoral. Ele terá um papel importante na preparação do partido para os embates futuros.
Como a saída de Gilberto Kassab do DEM pode prejudicar o PSDB?
Ele deixou o DEM, mas espero que continuemos aliados ao Kassab em seu novo partido. Acho importante a manutençãode uma frente semelhante a que tivemos em 2010 em São Paulo.
O Senador Aécio Neves é o líder natural da oposição?
É um dos líderes mais expressivos, mas nem ele pretende ter esse papel (de liderar a oposição).
Vamos falar sobre reforma política. Defende o financiamento público de campanha?
Sou contra. Já há muito dinheiro público financiando atividades partidárias. O dinheiro público não deve ser canalizado para campanhas individuais. Isso só teria sentido com o voto em lista, que tambémsou contra.
Não acha que uma comissão mista entre Senado e Câmara tornaria o debate mais ágil?
Uma comissão mista teria sido mais produtiva,mas esse não é o problema. O que me parece excessivo é o prazo da Câmara (180 dias para formular um projeto). Alguns deputados da comissão da Câmara criticam justamente a pressa do Senado… Ninguémvai inventar a roda. As propostas já estão sedimentadas há muito tempo. O voto majoritário para eleições proporcionais, o distritão, é a única novidade. E, na minha opinião, é uma ideia nefasta.
Por que nefasta?
Porque ele só exacerba os defeitos do sistema atual: personalismo, precariedade dos vínculos entre eleitores e eleitos, fim dos partidos políticos e custo elevadíssimo das eleições parlamentares. Não há um grande interesse popular pela reforma. A própria Presidente da República, ao apresentar sua mensagem ao Congresso no começo do ano, colocou a reforma política como prioridade urgente. Mas até hoje o governo não deu sinal sobre quais são suas ideias.
O que acha da lista fechada?
A lista fechada caça o direito de voto do eleitor e deixa a escolha de quem será deputado e vereador a cargo da burocracia partidária. O problema do sistema político brasileiro é o esgarçamento da relação do eleitos com eleitores. Proponho sistema distrital, que aproxima eleitor do eleito. É uma idéia revolucionária. Misto para deputados e puro para vereadores nas cidades com mais de 200 mil. Não é consenso no PSDB, mas é bem aceita. Já apresentei e esta tramitando uma PEC e um Projeto de Lei. Tem chance de passar porque não exige reforma constitucional.
Defende que a reforma política inclua a janela da transferência de partido no fim de mandato (ou janela da traição)?
Radicalmente contra. Sou a favor do entendimento do STF, mandato pertence ao partido.
Quais pontos da reforma terão mais aceitação no plenário do Senado?
A ideia com maior aceitação e que conta com uma maioria expressiva é o fim da coligação em eleições proporcionais. Outros temas mais irrelevantes, como a mudança da data da posse para governador e presidente, também ser aprovados com tranqüilidade. Não contribui em nada para aperfeiçoar o sistema político. Posse no dia 1 é ruim para quem perde, para quem ganha é otimo.
Acredita que as mudanças da reforma política serão válidas para 2012?
Não creio. Se a Câmara arrastar isso para o segundo semestre, acho muito difícil qualquer proposta valer para 2012.
Como avalia a política econômica de Dilma nos 100 dias de governo?
O Guido Mantega está perdidaço e andando de um lado para outro como peru em véspera de natal que ingeriu cachaça. Está preso em dilemas que não consegue resolver. Os cortes são para valer? Dilma anunciou desoneração tributária da folha de pagamento há três meses como a primeira fatia do projeto de reforma tributária. Cadê o projeto? Estou esperando a primeira fatia do salame até agora.
Acha necessária a criação de um ministério pare micro e pequena empresa?
É um exagero. Vão criar um ministério só para acomodar o (José Eduardo Dutra) no senado.

O casamento da ignorância com a mistificação



Por que, de súbito, tantos bacanas e “progressistas” se entregam à tese exótica de que a tragédia na escola do Rio, protagonizada por um desequilibrado — obcecado, vê-se, quando menos, pela estética do terror —, pede o desarmamento da sociedade, entendendo-se por isso, como resta óbvio, não o desarmamento dos bandidos, mas o do homem comum?
Não conseguem explicar a sua tese por meio da lógica; não conseguem estabelecer um liame histórico entre uma coisa e outra; não conseguem apresentar números, pesquisas, dados que abonem sua teoria; não se dão ao trabalho de justificar nem mesmo moralmente essa opção. Basta-lhes, como a gente nota, o dito bom sentimento, que não dispensa nem mesmo o suposto caráter didático, tragicamente pedagógico (para eles), do massacre. Certo senhor da tal entidade Viva Rio — que opina sobre Copa do Mundo, Olimpíada, violência e unha encravada — acredita que se pode fazer uma limonada do sangue dos infantes.
É uma gente infame, incapaz de argumentar com um mínimo de coerência, animada por vigaristas intelectuais que se negam a reconhecer o óbvio: violência se combate com polícia na rua — segundo a lei; não segundo o arbítrio —, enfrentando bandidos, prendendo-os, impondo a rotina da ordem em que escolheu viver a esmagadora maioria das pessoas, razão pela qual AS PESSOAS QUE ESCOLHERAM SER BANDIDAS têm de ser retiradas do convívio social. Mas é nesse ponto que bicho pega.
As esquerdas — as de hoje —, lá no fundo de sua alma perturbada, acreditam que o bandido é só um revolucionário que não deu certo, entendem?, um proto-rebelde. Vocês conhecem a atração que os marginais exercem em certa intelligentsia descolada. Houve um que achegou até a ser adotado por um banqueiro. Era o Rousseau do Comando Vermelho; o intelectual orgânico da pistola e do tráfico de drogas. Apostava-se nele para produzir um outro saber, alternativo, que não estivesse mascarado pelos interesses dessa sociedade burguesa e mesquinha…
Não é que essa gente considere a sério que os bandidos farão revolução um dia — porque isso, de fato, ninguém quer. Sabem que não acontecerá. É que esses caras precisam ter a certeza de que vivem na boa consciência; de que se distinguem dessa classe média abestada que paga impostos, que produz o pão que garante o circo. Em 2005, identifiquei direitinho o que queria a turma que disse “sim” no referendo sobre a proibição da venda legal de armas: criar a “aristocracia da bala”, já que só a alguns selecionados seria dada a licença para portar armas — empresas privadas de segurança de artistas e políticos, por exemplo. Ou como disse o leitor “Jokha”, num comentário: “Daqui a pouco ,o governo do PT vai aprovar uma lei que só permitirá porte de arma a quem possuir passaporte diplomático.” Na mosca! Especialmente a quem possui passaporte dipomático e… ilegal!
Esse amor “desarmamentista” da esquerda é coisa recente, bem como essa paixão pela bandidagem. Lênin mandava passar fogo na turma, não porque fosse um moralista — ele mandava matar, antes de tudo, gente boa —, mas porque bandido era contra-revolucionário, entenderam? Os esquerdistas modernos é que descobriram o potencial transformador do crime e passaram a flertar com ele, até que se tornasse uma verdadeira “cultura”.
Quanto às armas, dizer o quê? Era mais importante para os esquerdistas do que o Capítulo XXIV de  “O Capital”. Como ler Marx era difícil e chato — consta que Dilma dava aula de marxismo quando moça… Jesus! —, preferiam a metranca. Hoje em dia, as esquerdas se fizeram pacifistas, entendendo-se por isso, obviamente, tirar as armas da mão de quem não é nem revolucionário nem bandido. É… De certo modo, não mudaram.  Continuam sem ler o Capítulo XXIV…
É o casamento da ignorância com a mistificação.
Por Reinaldo Azevedo

Parece que só Serra leu o artigo de FHC antes de dar opinião. Haja bobagem!

É, meus amigos, a tarefa realmente é gigantesca. FHC escreveu um ótimo artigo - na verdade, um ensaio - sobre o papel da oposição no Brasil. Discordo de pouquíssima coisa, de que ainda tratarei com mais tempo. No essencial, está corretíssimo. Uma única palavra tomou a atenção de setores da imprensa e dos políticos: “povão” - é a “imprudência” de quem escreve sem se deixar patrulhas. O ex-presidente disse o óbvio: há setores que foram capturados pelo PT. O PSDB tem de pensar em outra agenda.

Reportagem publicada hoje pela Folha passa a impressão de que só José Serra leu o que FHC escreveu. O resto se contentou com resumos um tanto desonestos feitos por alguns jornalistas. E sobrou bobagem pra todo lado. É, FHC, é desalentador! Se ilustres tucanos não conseguem entender o que lêem, esperar o quê? Com certa ironia, claro!, seria o caso de perguntar de FHC e Serra não acham que é chegada a hora de mudar de partido…
FHC fundiu a cuca de muita gente. Vai ver é por isso que ele chegou à Presidência da República duas vezes, ambas no primeiro turno — o único a fazê-lo.  Os críticos poderiam ter um pouquinho mais de modéstia intelectual. Afinal, dizem que imodesto é FHC…
Por Catia Seabra e Vera Magalhães:
Líderes da oposição, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), discordaram ontem do teor do artigo em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso propõe que desistam do “povão” para investir na nova classe média.
Já o ex-governador José Serra fez vários elogios ao texto e disse que este não é o “ponto essencial” do texto.
Em “O papel da oposição”, escrito para a revista “Interesse Nacional” e antecipado ontem pela Folha, FHC diz que “enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos”.
Aécio elogiou o texto, mas se disse “mais otimista” que FHC quanto à chance de conquista dos eleitores de baixa renda. O tucano mineiro afirmou que “é preciso se inserir no Nordeste” e se aproximar dos movimentos sociais.
Ele disse que, em Minas, o PSDB teve apoio “maciço” desse segmento nas últimas eleições. “O próprio governo do presidente Fernando Henrique possibilitou a maior transição de classes já vivida no Brasil, muito além do que o Bolsa Família tem proporcionado, que foi o fim da inflação”, afirmou. Serra disse à Folha que compartilha em “gênero, número e grau” com a “essência” do artigo: “O problema do PSDB e da oposição é de rumo, de clareza, de coerência. Como um todo, não se sabe bem o que o partido defende, nem de que lado está”.
O ex-governador de São Paulo também concorda com o ex-presidente “quando ele adverte para o fato de que as oposições não conseguirão disputar com o PT o aparelhamento do Estado, porque a nossa vocação é outra”.
Já líderes da oposição no Congresso discordaram do texto de forma mais aberta.
“Um partido tem de ter sensibilidade social. E ela deve ser voltada justamente às camadas mais pobres”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Alvaro Dias (PR).
O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), disse que a oposição tem de “ampliar sua capacidade de se comunicar com todos os segmentos sociais” e “sair do Congresso e ganhar as ruas.”
A avaliação dos tucanos é que a tese de FHC do foco na classe média contraria a tentativa de Aécio e do governador Geraldo Alckmin, de consolidar uma marca social e se aproximar dos sindicatos.
Aliados de Alckmin evitaram críticas ao artigo. Avaliaram que, de fato, o partido não pode descuidar da classe média, mas também não pode deixar de investir em áreas onde não tem força.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), tentou minimizar a polêmica e disse que FHC foi mal interpretado, pois apenas “constatou que é mais fácil para a oposição se comunicar com a classe média do que com os beneficiários do Bolsa Família”.
Em entrevista à rádio CBN, FHC reafirmou o conteúdo do artigo: “Em vez de permanecer num corpo a corpo permanente com o PT num terreno em que eles fincaram estacas, tem muitos setores da sociedade que não estão representados e que têm aspirações”, afirmou.
Em Maringá (PR), FHC voltou a dizer que “o PSDB precisa se aproximar de camadas sociais que não se interessam pela política”.
Por Reinaldo Azevedo

Esta católica foi condenada à morte por blasfêmia pelos islâmicos do Paquistão. Quem ergue a voz em sua defesa?



asia-bibi-doisEscrevi aqui outro dia que a religião verdadeiramente perseguida no mundo hoje é o cristianismo. O mundo se levantou em defesa da iraniana Sakineh — uma islâmica condenada por um tribunal ligado à sua própria religião. E fez bem! Pois é! No Paquistão, Asia Bibi, uma católica, foi condenada à morte segundo a lei islâmica.  Ele é acusada de blasfêmia. No trabalho, diante da insistência para que abandonasse o cristianismo, ela teria afirmado: “Jesus está vivo, mas Maomé está morto. Nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus. Foi levada a um tribunal e sentenciada à morte. Deve ser a tal tolerância islâmica de que tanto se ouve falar…
Asia Bibi está numa solitária, doente, sem cuidados médicos.
Um islâmico matar um islâmico no Irã parece coisa horrível. E é! Por que  o silêncio quando a condenada é uma católica? Anteontem, a Rádio do Vaticano divulgou este comunicado:
Islamabad, 11 abr (RV) - A Igreja no Paquistão celebrará no próximo dia 20, quarta-feira da Semana Santa, o Dia de Oração por Asia Bibi e por todas as vítimas da lei sobre a blasfêmia.
A iniciativa foi lançada pela Fundação Masihi a todas as Igrejas cristãs espalhadas pelo mundo. O organismo “pede aos homens e mulheres de boa vontade para que se unam em oração e acendam uma vela, implorando a Deus a salvação e a libertação de Asia Bibi e de todos aqueles que sofrem as conseqüências das falsas acusações de blasfêmia” - ressaltou o diretor da Fundação Masihi, Haroon Masih.
O Bispo de Multan, Dom Andrew Francis, Presidente da Comissão para o Diálogo Inter-religioso na Conferência Episcopal do Paquistão, aderiu à iniciativa e frisou que “a oração é um instrumento importante para os fiéis paquistaneses que confiam na obra de Deus”. Também as Pontifícias Obras Missionárias no Paquistão aderiram ao evento, afirmando que tal iniciativa ajudará a sensibilizar as comunidades locais.
Também aderiram à iniciativa de oração, vários mosteiros femininos da Espanha e Itália. As monjas rezarão por Asia Bibi e para que o Senhor Ressuscitado abra os corações de todos a fim de que seja edificado o seu Reino de paz e justiça.
O presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean Louis Tauran, presidirá a celebração eucarística, no próximo dia 20, na capela do Parlamento Italiano A missa é promovida pela Associação Parlamentares Amigos do Paquistão e pela Associação de Paquistaneses Cristãos na Itália, a fim de lembrar o ministro para as minorias religiosas, Shahbaz Bhatti, assassinado recentemente no Paquistão, que defendeu Asia Bibi, pagando o preço com sua própria vida.
A Fundação Masihi faz um apelo a todas as comunidades, paróquias, associações, escolas, congregações religiosas e todas as Igrejas cristãs espalhadas pelo mundo para que se unam ao Dia de Oração por Asia Bibi e por todas as vítimas da lei sobre a blasfêmia.
As três filhas de Asia Bibi apelam por sua vida
As três filhas de Asia Bibi apelam por sua vida
Por Reinaldo Azevedo
Rev.Veja.

Quando acontece uma tragédia, o governo esquece a anterior e espera a próxima

Alojamento japonês / casas pré fabricadas japonesas
Augusto Nunes - Direto ao ponto

Se antes esquecia a cada 15 anos o que acontecera nos últimos 15 anos, o Brasil passou a esquecer a cada mês o que aconteceu nos 30 dias anteriores. Tão curta quanto a memória da nação, a agenda do governo não tem espaço para mais que uma tragédia por vez. Quando acontece uma nova, a mais recente fica irremediavelmente antiga e as promessas são substituídas por outras, que serão também esquecidas assim que vier outro momento dramático.

A catástrofe na Região Serrana, que já era uma lembrança remota, parece coisa dos tempos do Império depois da chacina na escola em Realengo. De olho nos holofotes, câmeras e gravadores, a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral têm outros mortos a prantear, outras famílias a consolar e, sobretudo, outras promessas a fazer. Que também não serão cumpridas: alguma tragédia nova haverá de socorrê-los.

O dever do país que presta é impedir que se esqueça o que ocorreu e o que foi prometido ─ o esquecimento é uma segunda morte. Continue lendo aqui
DO B. DOIS EM CENA

Novo referendo sobre armas. A Venezuelização do Brasil.


O decrépito senador Zé Sarney, como velha raposa política que sempre foi, agora surfa na onda da comoção nacional pelo ocorrido na escola de Realengo e sai em busca de fazer um NOVO referendo de desarmamento. Mas o que quer o velho decrépito?
É certo que auferir dividendos políticos de ocasião, uma vez que o tal referendo já foi feito em 2005 e a população escolheu pela manutenção do comércio de armas LEGAIS no Brasil.
Com essa novidade de REREferendar o referendo de 2005 caimos no perigo da Venezuelalização do Brasil, ou seja, vamos fazendo referendos até que os interesses do governo sejam atingidos  pelo voto da população dando uma falsa sensação  de "legalidade" na manobra sem vergonha que pretende o presidente do Senado.
O referendo foi feito, a população votou, os interesses da cartilha de Lenin que o PT usa foram contrariados, e inventaram o estatuto do desarmamento, a população votou pela manutenção do comércio e do porte de armas e o governo manobrou e tornou impossível um cidadão ter uma arma legalizada. É certo que quem tem muita grana, nome limpo e disponibilidade de tempo pode tentar ter uma arma registrada e com porte, mas é "phoda" para conseguir.
Os PTralhas como o Sinistro da justiça e a Secretária dos direitos humanos que agora tem status de ministra, estão aproveitando o momento para fazer as presepadas de sempre. Seguir a cartilha de Lenin e jogar de joelhos uma população desarmada que não poderá se insurgir contra os governantes. E isso é o passaporte para o totalitarismo ditatorial.
Os que estão aí matando e roubando nosso povo o fazem com armas ilegais. A população não é trouxa e sabe que as armas que os vagabundos usam não foram adquiridas legalmente, são contrabandeadas pelas fronteiras desguarnecidas de Banânia, e isso o desarmamento não atinge, nem o governo tem interesse que acabe.
O desgoverno quer tirar o direito de uma reação do cidadão diante de um bandido e quer "se garantir" que esse mesmo cidadão não se rebele contra os governantes.
Fazer um REreferendo é uma palhaçada e uma afronta contra o cidadão, pois, primeiro precisa-se que desarmem os bandidos e depois a população, se chegar o dia em que um cidadão nem pense em andar armado para sua própria proteção, é que atingimos a cidadania plena, e a segurança pública total. 
Mas do jeito que está e com o cidadão desarmado pelo poder público, vamos virando patos de estande de tiro em parque de diversões.  Morreremos feito moscas sem o direito de ao menos tentar uma defesa.
Volto a dizer, se os Judeus na segunda guerra tivessem armas os alemães não teriam chegado a tanto.
O maluco do Realengo levaria seu intento com arma de fogo ou sem ela, o que ele queria é matar, simples assim.

Estaremos mais uma vez sendo usados pelos interesses obscuros dos que estão tentando transformar o Brasil em uma nova CÚba. So não vê quem não presta atenção ou é alienado demais para perceber.
do blog o mascate

Bono se encontra até com o Sebento.


O vocalista do U2, Bono Vox, encontrou, na tarde desta segunda-feira (11), o ministro da Fazenda Guido Mantega. A reunião fechada foi solicitada pelo músico e teve início às 17h10, com duração de 40 minutos. Ela aconteceu no sétimo andar do prédio onde fica o escritório da Presidência, na avenida Paulista, em São Paulo.
De acordo com a assessoria do ministro, o líder do U2 fez um pedido formal para que o Brasil leve para a reunião do G-20, que acontece em Washington, alguns assuntos pertinentes às ações de combate à pobreza no continente africano, entre elas: aumento das relações públicas e privadas nas áreas da agricultura, tecnologia e vacinação. Além disso, Bono requeriu que seja discutida uma política de transparência para África, no que concerne às relações das empresas do continente com o governo.
.............
POTAQUEPAREU!!!!!
O Brasil definitivamente virou uma quitanda!!!
Até essa mala do decadente Bono Vox acha que pode vir aqui e dizer o que o ministro tem que fazer na reeunião do G20!!
Esse é o preço que pagamos por dar corda para gente do tipo desse malandro que descobriu que "apoiar" as causas ambientais vende mais discos. 
Se ele tá a fim mesmo de ajudar a África, que faça uma tournê pelo mundo angariando dinheiro sem tirar lucro, e o que arrecadar tirando o custo dos shows ele que doe para os países da África. POrque nós aqui já demos um porrilhão de dinheiro para os países da África através do perdão das dívidas que o Sebento magnanimamente deu como se o dinheiro que ele "perdoou" fosse unica e exclusivamente dele.
O mundo já enfiou TRILHÕES de Dolares na África, a grana sumiu e nada mudou. Lembram da SUDENE aqui no Nordeste? Então, é a mesma coisa na África.
Não adianta ficar ajudando esse povo,  já está provado que nem com toda grana do mundo eles vão sair da mesmice!!

E tem otário que acredita em gente do calibre desse sem noção do tal de Bono.
E o mais ridículo, ele descaradamente foi ter uma "conversa" com o Sebento como se o boçal ainda fosse presidente da república.
Você que faz parte dos que são contra o Sebento e a camarilha dele deveria boicotar o show desse idiota.
Mas como no Brasil o Macaquismo Tupiniquim é mais atuante que o bom senso, até quem é de oposição vai pagar para ver esse espertalhão!

Estamos mesmo é phudidos!!! 
DO BLOG O MASCATE

Kassab assina fundação do PSD com promessa de atrair tucanos

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assina nesta quarta-feira a ata de fundação do PSD com a promessa de reunir um governador, cinco vice-governadores, dois senadores e pelo menos 30 deputados.
Integrantes do DEM, PPS e até do PSDB assinam hoje, simbolicamente, a ficha de filiação. A lista inclui, por exemplo, um secretário do governador Antonio Anastasia (PSDB) e o vice-governador da Paraíba, o tucano Rômulo Gouveia.
Embora se declare amigo de Aécio Neves (PSDB-MG), Gouveia conta que resistiu aos apelos do senador e avisou que trocará de partido. Ele atribuiu sua saída aos ataques do PSDB ao governo da Paraíba.
Para incômodo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o vice-governador, Guilherme Afif Domingues, também deverá assinar o documento.
Com o ato, Kassab tenta dar uma demonstração de solidez, já que a constituição do novo partido é cercada de dúvidas.
Sob ameaça de desidratação de seu partido, o PPS entrou ontem com ação no Supremo Tribunal Federal contestando a interpretação do TSE de que, em caso de fundação partidária, o parlamentar pode trocar de sigla sem risco de perda de mandato.
Aliado de Kassab, o deputado Guilherme Campos (SP) diz que a criação do novo partido respeita a orientação da Justiça Eleitoral.
FONTE FOLHA.COM

Tarso Genro recebe os criminosos do MST, mas ignora os Guerra, cuja fazenda foi invadida pela 13a vez


É de revolta o sentimento dos proprietários rurais gaúchos diante do ostensivo apoio do governador Tarso Genro ao MST, cujos dirigentes acabam de mandar invadir pela 13a. vez a Fazenda Coqueiros. O governador recebeu o MST no Palácio, mas não recebeu a família Guerra, cuja propriedade foi esbulhada mais uma vez e é altamente produtiva. O caso fez o Sindicato Rural de São Gabriel atacar o governo. "Tarso faz uma pantomima com os criminosos, em vez de cumprir a lei", denunciou o presidente do sindicato, Tarso Teixeira.

. A invasão nem visa a ocupação, mas simplesmente usar o novo esbulho como massa de manobra para chantagear o governo a acelerar o processo de assentamento no RS, que é responsabilidade federal e não estadual. Apesar disto, Tarso Genro prometeu assentar mil famílias, mesmo sabendo que o governo estadual não tem dinheiro para assentar sequer 10% do total prometido.

- O RS colhe neste momento a maior safra da sua história e deve tudo isto a produtores como os Guerra - exclusivamente a eles. Os assentamentos existentes até hoje não respondem sequer por 1% desse total. Tarso Genro parece alheio a isto. O discurso do governo é tão atrasado quanto a sua ação: Tarso Genro esquartejou a secretaria da Agricultura, retirando-lhe todos os poderes de intervir em favor da melhoria das condições de produção no RS.

LEIA a nota, na íntegra.

Tarso Teixeira: “Governador receber o MST é um ultraje”


“Mais uma vez, o Estado de Direito é afrontado por um grupo de baderneiros do campo. Mas desta vez, o Governo do Estado faz uma pantomima de diálogo com os criminosos ao invés de fazer cumprir a lei”. Com estas palavras, o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul, Tarso Teixeira, criticou o governador Tarso Genro por ter recebido os militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) após o grupo ter invadido a Fazenda Guerra, no município de Coqueiros do Sul, próximo de Carazinho.

Segundo Tarso Teixeira, o gesto do governador causa preocupação aos produtores rurais. “Quando o Estado, ao invés de fazer cumprir a lei e preparar as forças de segurança para desocupar invasores, recebe em pleno Palácio Piratini os mentores da invasão, está passando para a sociedade um atestado de desrespeito à Constituição, ameaçando gravemente a segurança jurídica dos produtores rurais”, asseverou. Teixeira, que nesta quarta-feira viaja para a Farsul em Porto Alegre e se reúne com executivos da Celulose Riograndense em Barra do Ribeiro, lamenta a postura do governo. “É extremamente inadequado um governador manter audiências com grupos que agem à margem da lei. Se a moda pega, amanhã ou depois o governador estará recebendo presidiários que fizerem motim em presídios”, ressaltou. “É um ultraje. Convida a Farsul pra integrar o Conselhão, e depois faz isso”.

A Fazenda Guerra, considerada um modelo da agricultura empresarial no Estado, foi invadida nesta terça-feira por 550 militantes do MST. É a 12ª vez que esta propriedade rural é invadida ao longo dos últimos anos. A ação fez parte do “Abril Vermelho”, mobilização anual do MST convocada para marcar o histórico conflito policial de Eldorado dos Carajás, em 1997.
DO BLOG POLIBIO BRAGA